Visita a sede do Movimiento Scout del Uruguay e Insignia do Cone Sul

Em viagem de férias para o Uruguay, foi realizada uma visita na sede nacional do Movimiento Scout del Uruguay. Aproveitando a oportunidade as lobinhas Anna Guilhermina e Mariana Schmidt Volkweis cumpriram etapas da Insignia do Cone Sul.

Localizada no centro de Montevideo, a poucas quadras da Prefeitura, a sede ocupa um antigo casarão, com várias salas e também a loja escoteira. Funciona em horário alternativo, das 17 h 30 min até as 22 horas, possibilitando a visita após o expediente de trabalho convencional, deslocado do horário comercial.

 

Fachada da sede

Vista do interior da sede, em um espaço de convivência, Mariana com o guia de insignias de interesse especial na mão.

Entrevistando Ximena, funcionária do escritório, para a Insignia do Cone Sul.

Aprendendo sobre insignias de progressão de Lobatos.

Sala de Equipe de Relações Internacionais

Outro aspecto interno

Repousando da visita, ainda no interior da sede.

Duas semanas após, cumpridas as demais etapas, já na sede do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha, recebendo a conquista.

Alcateia: Chaves para o Sucesso

Dentre o material oferecido para estudos pela The Scout Association, há um texto que analisa uma pesquisa por eles contratada para avaliar a situação do ramo lobinho.

O artigo é muito rico, está escrito para a realidade britânica mas há muitas informações que podemos transpor diretamente para a realidade brasileira. Em uma tradução livre, sem compromissos acadêmicos, segue o texto abaixo.

 

Documento  original: Keys to developing the Cub Scout section, Agosto, 2012, disponível em https://members.scouts.org.uk/documents/Keys%20to%20developing%20the%20Cub%20Scout%20section.pdf

 

Chaves para o desenvolvimento da alcateia

Este documento contém um resumo do relatório “Superando as barreiras para o crescimento do lobismo” (Overcoming the barriers to the growth of Cub Scouting), produzido por nfpSynergy em junho de 2012, de acordo com suas pesquisas e descobertas sobre o ramo lobinho.
Ele também sugere alguns ganhos rápidos e ações locais, baseados naquelas descobertas e recomendações sobre como se pode continuar crescendo e melhorar a seção, podendo, então, mais crianças desfrutarem do ramo lobinho.

Introdução

Referências
Durante os últimos 10 anos a “The Scout Association” tem monitorado as taxas de crescimento​ da organização. Um grande volume de evidências estatísticas e empíricas destacam a dificuldade de retenção para os lobinhos. Várias preocupações surgiram, incluindo:

  • Perda dos lobinhos mais velhos, em torno de 9 anos.
  • Perda dos jovens que deixam a alcateia aos 10,5 anos mas não viram escoteiros.
  • Crescimento em números da alcatéia não acompanha os demais ramos. Está crescendo mas em passos lentos.
  • Crescimento se reduz ao longo do tempo, ou seja, o ramo continua crescendo mas cada ano com uma taxa menor.
  • O número absoluto de lobinhos continua a ser menor agora do que era no pico da popularidade do ramo.

Esta preocupação sobre a saúde do ramo lobinho está dentro do contexto de anos fortes e positivos para o escotismo no Reino Unido, com crescimento expressivo, após a grande revisão de programa escoteiro, concluído em 2002. A pesquisa patrocinada pela The Scout Association também destacou o impacto positivo que o movimento tem em seus membros, voluntários e na comunidade em geral.
A Associação, contudo, quer entender a origem destes desafios de crescimento para o ramo lobinho em particular, desde que este ramo é o maior dentro do movimento e qualquer declínio em seus membros poderia levar a uma queda mais ampla de todo o efetivo.

Estrutura do projeto e metodologia de pesquisa

A nfpSynergy completou uma pesquisa de 3 estágios:

  1. Identificação do problema; questionamento dos dados do censo escoteiro.
  2. Capitalização do trabalho prévio e identificação de falhas do conhecimento; reanálise a revisão do trabalho prévio.
  3. Geração de novas visões; pesquisa qualitativa original com os jovens, familiares e líderes (chefes). Grupos focados e entrevistas realizadas pelo Reino Unido.

Resultados

Visão Geral
Primeiramente, é importante ressaltar que essa pesquisa destacou o quanto a experiência de ser lobinho (ou participar em qualquer outro ramo do escotismo) é positiva e valiosa para os jovens do Reino Unido. Quando a combinação certa de fatores vem junto, o resultado não é somente uma tarde divertida, mas a ampliação dos horizontes para os membros e a chance de desenvolver experiências, interesses, um novo grupo de amizades e uma ocupação para a vida toda. Uma tarde boa nos lobinhos pode ser tão variada como: sentar ao redor da fogueira cozinhando, tentar escalar (ou qualquer outro objetivo) pela primeira vez, jogar ao ar livre após um longo dia trancado dentro da escola, aprender a cozinhar, trabalhar como um time para um prêmio… e a lista segue.
Contudo, a análise dos dados da The Scout Association confirma a preocupação de que o ramo lobinho está crescendo mais lentamente que as outras partes do escotismo, e mais especificamente de que um desafio com os membros de 9 anos surgiu, mais notadamente em 2011. Esta pesquisa mostra que há uma ampla gama de itens que pode estar influenciando isso.

  • Estatísticas da população nacional indicam um declínio das taxas de nascimento que podem ser a raiz do problema: menos crianças nasceram nove anos atrás que nos anos prévios e, então, existem menos lobinhos potenciais e reais. (Nota do Tradutor: dados do Reino Unido)
  • Pesquisas sobre o desenvolvimento infantil e como os jovens gastam seu tempo livre mostram o quanto vulnerável esta faixa etária é, neste estágio chave do seu desenvolvimento. Apesar de mais crescimento que as gerações prévias, nós devemos observá-los.
  • Foi aprendido com os entrevistados que alguns pontos chaves devem ser colocados para que a experiência nos lobinhos seja positiva. Quando estes fatores estão presentes, você terá um lobinho feliz, que está envolvido e que será um escoteiro. Quando estes fatores estão perdidos, então há uma forte chance do lobinho partir. Rapidamente: A maioria dos fatores que motivam um lobinho a permanecer são o lado oposto daqueles que o levam a deixar a organização.

O que isso significa é que para parar o declínio do efetivo de lobinhos e garantir crescimento futuro, o Movimento precisa assegurar a realização de certos pontos chaves:

  • Bons chefes, que sejam divertidos, engajados e tenham experiência de liderança para administrar um grande grupo de 8 a 10 anos de idade (N.T. – idade do ramo no Reino Unido)
  • Um programa de atividades divertido e desafiador. Isto inclui abundância de tempo gasto externamente, tanto nos encontros semanais quanto no campo.
  • Programa oferecido precisa garantir variação, ser prático e os chefes devem ser abertos ao retorno oferecido pelos jovens.
  • Comunicação bem administrada entre chefes, lobinhos e pais. The Scout Association também tem um papel aqui como uma rede segura se todos os outros canais de comunicação falharem.

Há outros fatores que a associação escoteira precisa estar atenta e que podem ter impacto no efetivo:

  • Envolvimento familiar: isto pode tanto encorajar a participação como garantir envolvimento contínuo
  • Outros passatempos: há muita competição por outros passatempos, mas flexibilidade e boa comunicação da parte dos líderes pode prevenir isto de se tornar crítico.
  • Amigos e socialização são centrais para uma experiência de lobinho ser positiva. Infelizmente, se um amigo deixa um grupo, isto pode levar a partidas.
  • Escotismo mantém uma imagem tradicional. Para alguns, isto pode ser uma barreira, especialmente quando os lobinhos ficam mais velhos.

Análise do censo

Analisando-se os dados do censo, notra-se particularmente que:

  • Número de lobinhos está crescendo desde 2006, seguindo um declínio desde 2002.
  • Em 2011, houve uma queda de 2% nos lobinhos com 9 anos de idade.
  • Médias de retenção estão aumentando para 9 e 10 anos.
  • Desde 2002 a percentagem de membros que são mulheres está crescendo, exceto no ramo pioneiro.

Olhando os 10 anos do censo, o cenário para o ramo lobinho pode ser visto como positivo: número total de membros continua a aumentar e a queda de associados lobinhos e escoteiros está também diminuindo. Outros ramos do escotismo também experimentam crescimento. Também vale a pena notar que o crescimento é muito mais representativo em termos de sexo: pelo período total coberto por esses dados, o número e percentagem de mulheres aumentou em todas os ramos de Castores a Sêniores/Guias. Interessantemente, a transição de lobinho para escoteiro verdadeiramente resulta em um aumento de membros femininos, em todos os anos desde 2002.
Contudo, a análise dos dados do censo da associação escoteira demonstrou que o ramo lobinho está crescendo mais lentamente que os outros ramos. Ainda mais, há também uma diminuição no número de membros com 9 anos em 2011. Enquanto isto é uma pequena diminuição de 2 %, dado que isto é associado com a diminuição da taxa de crescimento do ramo lobinho em geral, se conclui que isto é motivo de preocupação e atenção para a The Scout Association.

Tendências Demográficas

A análise da tendência demográfica dos últimos 10 anos indica que a The Scout Association fez um bom trabalho de aumento de efetivo entre os lobinhos de 9 anos no período de 2007-2010, uma vez que esse grupo etário estava diminuido em números neste mesmo período. 2011 foi o ano que a população de 9 anos atingiu seu ponto mais baixo, talvez explicando porque The Scout Association viu seus membros de 9 anos declinar especificamente naquele ano.
O efetivo de 9 anos no Reino Unido está crescendo de 2012 em diante. Contudo, será importante para The Scout Association continuar mapeando seu número de membros contra os dados populacionais para entender quando aumentos e diminuições no efetivo podem ser em parte explicados por mudanças na população do Reino Unido. Mais, a Associação precisará aumentar o número de chefes, então a oportunidade para ingressar está disponível.

Reanálise do trabalho prévio

Pais de jovens passados dos 8-10 anos não parecem ter nenhuma outra reclamação que seja diferente de outros pais de outros membros – fatores tais como impacto na vida da família, horários dos encontros, custos e distâncias percorridas não parecem ser mais do que um item nesse grupo do que para qualquer outros pais. De fato, seu nível de descontentamento é levemente menor que a média. Contudo, não há indicação de que a vida dos pais de lobinhos seja especificamente proibitiva pelo envolvimento de suas crianças com o escotismo (e.g. porque sendo uma família mais jovem, terá responsabilidades adicionais no cuidado de crianças).

Gerando novas perspectivas através da pesquisa qualitativa

Esta seção do relatório o leva através dos resultados encontrados na pesquisa de campo qualitativa realizada através do Reino Unido em março e abril de 2012. Durante as fases iniciais do projeto, foi identificado uma variedade de fatores que parecem ter impacto para que um jovem continue envolvido no escotismo. Neste terceiro estágio, se objetivava testar estes fatores e gerar novas perspectivas em porque alguns jovens continuam membros do escotismo enquanto outros saem. Foi conversado tanto com membros atuais como com antigos participantes, para comparar o contraste entre suas respostas e entender melhor as diferenças nas experiências. Também foram conduzidos grupos focados de pais de membros e antigos membros e foi adicionado outra camada de investigação e análise.

Chefes (Fator de influência importante)

A análise indica que os líderes são um dos principais fatores críticos em o jovem ter uma experiência positiva no escotismo. Durante a pesquisa, foi falado com alguns jovens e pais que pararam de aproveitar sua participação no ramo lobinho e escoteiro por cause de um chefe fraco ou por cause de um conflito com um líder. Muitos jovens expressaram sua impressão negativa dos seus chefes os descrevendo como “gritão”. Isto está conectado com o desafio de manter o nível certo de disciplina.

Prazer – Uma coisa que foi descoberta como realmente importante – chefes precisam estar aproveitando eles mesmos também. Antigos lobinhos estavam bem conscientes que seus chefes não estavam aproveitando eles mesmos. É importante que o ramo lobinho não se torne como a escola para as crianças e também importante que ser um chefe não se torne como o trabalho para o voluntário.

Apoio – É também importante que lobinhos se sintam apoiados e encorajados, ao invés de julgados e criticados. Nas discussões com pais e crianças pintam um quadro do ramo lobinho como uma oportunidade para os jovens desenvolverem, testarem limites e experimentarem atividades pela primeira vez. Membros atuais falam sobre o escotismo como um lugar onde você não é julgado, em absoluto contraste de alguns antigos lobinhos que não se sentiram apoiados pelos seus chefes.

Equipes de chefes – É importante que o Akelá seja apoiado por uma boa equipe de chefes e pelo Diretor de Escotismo do Grupo. É também vitalmente importante que existam chefes suficientes para cada grupo e uma sólida infraestrutura de apoio. Isto habilita os chefes a darem atenção individual quando necessário, alivia um pouco da pressão e também significa que assuntos de disciplina podem ser enfrentados sem que todo o grupo seja atrasado. Chefes entrevistados destacaram a importância do engajamento dos pais no sentido de haver apoio adulto adequado para a efetiva administração da alcateia.

Disciplina – Foi claro na pesquisa que pouca disciplina pode ser um grande fator de impacto negativo na apreciação de um jovem pelo ramo lobinho. Mas também é vital que não se torne tão rigorosa. Alguns chefes reconhecem que lobinhos devem ser diferente da escola e enquanto pouca disciplina possa estragar a experiência de alguns, reuniões não devem se tornar tão rigorosas. Pais entrevistados frequentemente destacam como constrangidos as crianças eram na escola e que os lobinhos precisam oferecer uma oportunidade para soltar a pressão.

Características de um bom lider – Então, quais são as características de um bom chefe que aprendemos nesta pesquisa? Aqui está uma lista dos mais importantes atributos de um Akelá:

  • Eles precisam ser gentis e compreensíveis.
  • Atitudes razoáveis quanto a disciplina – eles não devem explodir quando uma criança faz alguma coisa errada.
  • Devem ser bons em comunicação tanto com os lobinhos quanto com seus pais.
  • Eles devem ser entusiasmados quanto ao escotismo e oferecer um programa variado.
  • Organizado, em particular quanto aos distintivos, registro de atividades e passagem de ramos.
  • Cheio de energia
  • Sensível as necessidades dos diferentes membros (mais jovem/mais velhos, tímido, confidente)
  • Eles precisam ter experiência e/ou treinamento para administrar um grande grupo de jovens cheios de energia.
  • Eles devem ser divertidos!

 

Aplicação do Programa (Fator de influência importante)

 

É importante não esquecer que bom conteúdo sozinho não envolve crianças – o material precisa ser oferecido de uma maneira envolvente. É vital que os chefes ofereçam o programa de forma envolvente e prática e não no formato de uma palestra. Assim como oferecer o programa lobinho de forma de maneira prática, os chefes também precisam ser flexíveis na forma como abordam a oferta do programa. Eles precisam ser ambos desafiadores e aptos a fazer mudanças no programa e até sair do programa para enfrentar a realidade da situação de sua alcateia.

A importância de ser responsivo as necessidades de seu grupo de lobinhos está conectado com outro aspecto importante de uma boa aplicação de programa que foi ouvida em diferentes respostas – abertura ao retorno das crianças na preparação da estrutura do programa. Os chefes com quem conversamos e que estavam administrando alcateias bem sucedidas regularmente consultam as crianças sobre o que eles apreciam ou não. Pais também observam como um atributo positivo o fato do chefe das crianças considerar seus pontos de vista. Há um balanço a ser atingido aqui – Os lobinhos não podem determinar o programa inteiro de sábado a tarde nem seus interesses e ideias podem ser ignorados.

Os lobinhos passam dois anos e meio (no Reino Unido) como membros de suas alcateias e é importante que haja diversidade suficiente nas atividades que eles praticam durante esse período de tempo. Se os lobinhos voltam toda a semana para jogar os mesmos jogos, ou se os chefes fazem as esmas atividades e distintivos todos os anos, os lobinhos ficaram entediados. Foi ouvido de alguns entrevistados que fazer as mesmas coisas toda a semana, como jogar determinado jogo todas as vezes é motivo para o seu desinteresse pelos lobinhos. Do outro lado, os pais de lobinhos explicaram que suas crianças gostam de continuar participando toda a semana porque eles sabem que jogarão jogos diferentes e experimentarão atividades novas cada vez.

 

Conteúdo do Programa (Fator de influência importante)

 

A pesquisa indicou que há uma gama de ingredientes vitais para oferecer aos lobinhos o tipo de engajamento que fará com que com que continuem voltando semana após semana.

 

Desafio e conquista – os jovens entrevistados eram muito satisfeitos em contar sobre os distintivos que eles conquistaram, os prêmios que receberam e as atividades desafiadoras que eles praticaram enquanto membros dos escoteiros. Alguns dos lobinhos explicaram que eles realmente desfrutavam dos aspectos divertidos dos Castores e Lobinhos mas em dado momento ficaram aborrecidos porque não estavam conquistando distintivos suficientes ou não tinham objetivos para trabalhar.

 

Distintivos – Os entrevistados explicaram como se sentiram inspirados por outros lobinhos que viram com muitos distintivos e tiveram um real sentimento de conquista ao completarem as tarefas necessárias para receberem um distintivo. Contudo, é importante para o jovem entender porque ele está fazendo uma tarefa ou conquistando um distintivo. O que é vital é que os chefes sejam organizados no processo dos distintivos, senão os lobinhos ficarão frustados e até perderão interesse em se esforçar pelos distintivos. Alguns lobinhos antigos estavam decepcionados porque eles haviam feito o trabalho de casa  para ganhar os distintivos mas seus chefes haviam esquecido na semana seguinte.

Diversão – Um aspecto vital importante dos Lobinhos é o fato de não ser como a escola. Após um dia de rotinas escolares, regras e restrições, as crianças estão prontas alguma coisa diferente e especialmente mais divertida. Pais são interessados que os Lobinhos permitem que as crianças  tenham diversão e participem em atividades em equipe. Lobinhos deveriam estar brincando na neve no inverno, enquanto isso na escola algumas vexes é contra as regras; Uniformes dos lobinhos devem precisar claramente ser lavados após uma reunião, a Toca dos Lobos ruidosa, com o som de crianças barulhentas se divertindo enquanto na escola, ser barulhento leva a uma repreensão.

Experimentar coisas novas – Enquanto é verdade que muitas crianças entrevistadas participam de uma ampla variedade de atividades extraclasse (desde kickboxer até teatro amador), o Escotismo realmente tem uma forte vantagem por causa da variedade que oferece aos seus membros. Na verdade, para muitas crianças é durante os Lobinhos que eles experimentam pela primeira vez certas atividades que acabam se tornando hobbies para toda a vida.

Atividades externas e acampamento/acantonamento – Foi ouvido de muitos entrevistados como passar o tempo em atividades externas é popular para os Lobinhos. Como um mais jovem explicou, estar na rua é inerente aos Lobinhos. Contudo, é importante notar que uma experiência positiva em atividades externas para lobinhos não precisa algo complexo como uma tarde de sobrevivência no estilo Bear Grylls. Muitos destacaram o prazer em uma grande variedade de atividades externas: jogar na rua, cozinhar na fogueira, aprender como acender um fogo, ir na floresta, jogar tacos. Acampar é um parte particularmente importante da experiência externa, e para muitos jovens é a melhor parte do Escotismo.

Comunicação (Fator de importância médio)

A comunicação apareceu como um tópico importante durante as discussões e foram identificados desafios em vários níveis. A comunicação se torna o mais importante tópico quando a perspectiva de deixar o escotismo aparece no horizonte, assim como a boa comunicação entre pais, lobinhos e chefes pode varrer qualquer problema. É particularmente importante que existam bons canais de comunicação entre pais e chefes.

Mudança de ramo (Fator de importância médio)

 

Comunicação sólida é particularmente importante quando jovens estão mudando entre os diferentes ramos do escotismo. Contudo, há uma gama ampla de outros tópicos relacionados a mudança de ramo que também podem ter impacto positivo ou negativo na experiência que o jovem tem no escotismo. Infelizmente, foram entrevistados alguns jovens porque a transição foi pobremente manejada..
Assim como informações adequadas devem ser fornecidas, também é importante que a passagem ocorra no momento adequado. Amplamente, há duas abordagens: tanto passar lobinhos como um grupo para os escoteiros ou fazer isso individualmente quando estiverem prontos. Esta abordagem mais tardia parece ser mais apropriada, dado o retorno fornecido por alguns chefes e os resultados desta pesquisa relacionados ao desenvolvimento da criança.

 

A Toca dos Lobos/Sede (Fator de influência pequeno)

 

Alguns chefes mencionaram sua grande sede como fator de sucesso nos seus grupos, enquanto outros destacaram os desafios que eles encontraram por não controlarem sua própria sala. Uma das descobertas desta pesquisa é que muitas crianças que entram para os lobinhos estão esperando e em busca de aventura e diversões externas.       Infelizmente, muitas sedes não tem espaço externo, o que torna difícil atender amplamente a expectativa das crianças. Infelizmente, nem todos os grupos cumprem a promessa externa.
O que se aprendeu disso é que enquanto a sede por si só não aparece como um fator crítico para as crianças deixarem os lobinhos, se ela não permite ou até evita que os Lobinhos passem tempo em atividades externas, envolvidos em atividades aventureiras, isso pode levar a uma diminuição do interesse e entusiasmo.

Amigos (Fator de Influência importante)

Amigos aparecem como um fator mais importante que a família. Frequentemente as crianças são  inspiradas para entrar para os escoteiros por um de seus amigos e amigos foram obviamente mencionados por muitos jovens como sua parte favorita de ir para os Lobinhos. Pais percebem o real valor nesta oportunidade de socialização e estabelecer amizades, particularmente se suas crianças tem dificuldade em fazer amigos na escola ou enfrentam bullying.
Alguns ex-lobinhos explicaram que continuariam no movimento se seus amigos não  tivessem decidido sair. O risco é particularmente alto quando os lobinhos se tornam mais velhos, outros amigos podem deixar porque são muito velhos e os deixam em uma alcateia com lobinhos muito mais jovens que não estão interessados em fazer amizade.

 

Família (Fator de influência médio)

 

Envolvimento familiar é um fator de proteção para o envolvimento juvenil no escotismo – uma criança é mais suscetível a entrar e a permanecer envolvida no Escotismo se um dos pais ou irmão está também ligado de alguma maneira ao movimento.

Os pais são também o ponto chave para a decisão de uma criança deixar de participar do escotismo ou de qualquer outra atividade de tempo livre. Foi identificada uma diferença entre os pais de lobinhos e de escoteiros nesta pesquisa, com os pais de escoteiros deixando a decisão de continuar participando ou não muito mais nas mãos das suas crianças.      Contudo, os pais de lobinhos são mais sujeitos a encorajar seus filhos a continuar seus envolvimentos em uma ampla variedade de atividades, vendo o valor de tentar uma gama de hobbies e esportes enquanto jovens.

 

Outros hobbies (Fator de influência médio)

 

Quando se conversa com jovens sobre como eles gostam de usar seu tempo livre, a completa variedade de respostas ouvidas é impressionante. Um número afirmou que a decisão de deixar os lobinhos estava relacionada com um conflito com outro hobby. Um achado positivo da pesquisa é que para muitos pais o Escotismo é um forte competidor para as outras atividades oferecidas. Especialmente: Escotismo é mais estruturado, é planejado e bem organizado, a liderança é forte, o elemento de competição é visto como importante e o fato de que contribui para a comunidade é considerado positivo.

 

A imagem do escotismo (Fator de influência pequeno)

 

A pesquisa conduzida pela nfpSynergy sobre como a marca “The Scout Association” é percebida pelo público em geral indica que a organização ainda tem uma reputação tradicional. Isto também apareceu durante este projeto de pesquisa particularmente  quando conversando com os pais. O reconhecimento dos pais de uma imagem fora de moda e nerd realmente atua como uma barreira para manter o envolvimento de algumas crianças, com isto se tornando uma ameaça em particular quando eles estão perto do ensino médio.

Um número de lobinhos e ex-lobinhos que entrevistamos expressou seu desconforto com a imagem do Escotismo, explicando que eles não gostam do uniforme. Contudo, é importante notar que as opiniões são divididas no quesito uniforme – muitos afirmaram que gostam de usar o uniforme, particularmente porque se sentem parte de uma comunidade.Em geral, o retorno dos pais indica a necessidade de flexibilidade e compreensão por parte dos chefes quando se refere a uniformes, especialmente quando os lobinhos ficam mais velhos.

 

Conclusões

 

É importante iniciar a seção final deste relatório destacando o real calor do sentimento que existe para o Movimento Escoteiro. Conduzir este projeto de pesquisa foi um verdadeiro prazer para esta equipe, uma vez que tivemos oportunidade de conversar com jovens (Lobinhos, escoteiros e seniores/guias), seus pais e chefes e ouvir sobre a importante contribuição que o escotismo fez para suas vidas. Esta contribuição varia desde a oportunidade de fazer amigos além do stress da escola até experimentar uma atividade que vira um hobby para toda a vida.

O que se encontrou nesta pesquisa foi que quando o Lobismo é feito certo, não há nada parecido para os jovens. Em termos de experimentar novas atividades, testar a si mesmo, fazer amigos e desenvolver a personalidade, como o resto do escotismo, o Lobismo é verdadeiramente único.

Contudo, também foram encontrados jovens e pais que decidiram deixar os Lobinhos por que eles estavam infelizes com alguns aspectos de sua experiência. Foi encontrado nesta pesquisa que a raiz para a insatisfação era a causa principal para o Lobismo não cumprir sua promessa (ou não atender as expectativas que os jovens tinham). Os fatores críticos mais importantes que o Escotismo tem que controlar são (iniciando com o fator de maior importância):

  • Os chefes
  • Aplicação do programa
  • Conteúdo do programa
  • Comunicação
  • Bom manejo das passagens de ramo
  • A sede (ambiente físico)

Também foram encontrados fatores adicionais que podem contribuir para tanto para a criança ficar como para a criança sair. Sobre estes fatores, a associação escoteira tem menos controle mas é importante estar atento que eles tem um papel importante em se o lobinho permanece ou não envolvido com o movimento. É útil notar que eles, em geral, são de menor importância que os fatores mencionados acima:

  • Amigos
  • Família
  • Outras atividades
  • Imagem do escotismo

 

Ação Local

 

     nfpSynergy afirma que “Nossa pesquisa não indica que a The Scout Association precisa revolucionar o que oferece para os Lobinhos, para ir ao encontro de uma geração em mudanças. Nós recomendamos, ao invés, que a The Scout Association foque em garantir que os grupos escoteiros pelo país estão melhor aplicando o programa existente”.

Há uma variedade de áreas onde a associação pode fazer uma real diferença, oferecendo comunicação ativa, apoio e acrescentando trabalho em planos de desenvolvimento local.

 

Chefes

 

Um foco em garantir que as pessoas certas estejam nas funções corretas é particularmente importante na Alcateia. Por favor, encoraje e apoie os dirigentes e realizar revisões dos registros e descolar os chefes de lobinhos para as funções que são mais aptos. Procure por material atualizado para apoiar a revisão dos processos. especialmente para fundamentar revisões difíceis.

Flexibilidade das equipes de chefes é a chave para ter certeza de que todas as características positivas de um chefe de lobinhos estão presentes – um chefe não tem que ser um especialista em tudo. Você pode ajudar promovendo um voluntariado flexível, como dividindo funções, compartilhando tarefas em uma equipe de chefes e assistentes, atividades de apoio e envolvimento de pais como apoiadores ocasionais.

O apoio e treinamento dado a novos chefes é uma área onde se tem a oportunidade real de influenciar a direção futura da Alcateia de uma maneira positiva. Certifique-se que novos chefes podem acessar material de formação de qualidade.

 

Programa

 

Chefes precisam oferecer um programa divertido, excitante e desafiador no sentido de reter os jovens, particularmente os lobinhos mais velhos.

Programas devem variar para se manter interessantes, tanto para os lobinhos quanto para os chefes. Na alcateia , muitos chefes continuam planejando um programa de rotação bianual que algumas vezes pode se tornar antigo com o tempo. Confirme que o apoio ao programa planejado está disponível, e estimule os chefes a tentarem coisas novas.

Lobinhos devem passar aproximadamente 50 % do tempo em atividades externas. Isto envolve coisas simples como jogos, caminhadas ou Flor Vermelha. É especialmente importante realizar atividades externas nos meses de inverno e estimular as pessoas a compartilhar ideias.

Lobinhos precisam ser desafiados e querem receber distintivos. Todos os lobinhos devem ser encorajados a conquistar os distintivos de progressão, é um mito que restringir o número de jovens que recebem a distinção aumenta seu valor. A distinção é valiosa para cada um dos jovens porque é a sua conquista pessoal.

 

Comunicação

 

Estimule, e se possível ajude a facilitar, comunicação frequente e efetiva entre chefes e pais. Isto é especialmente importante na passagem de ramo e encontre soluções flexíveis para permitir que os jovens continuem participando do escotismo se eles também quiserem fazer outras atividades extracurrículares.

Garanta que as preparações para as passagens de ramo estão bem administradas. Chefes devem saber quem contatar nas outras seções nos seus grupos e nos grupos próximos. Jovens devem trocar de seção no ponto que for mais apropriado para eles, ao invés do momento que for mais conveniente para o chefe. Pais e jovens devem poder escolher entre seções que se reúnam em horários e dias diferentes, e receber informações sobre grupos diferentes onde isto for útil.

 

 

 

General Câmara, avançamos para reabrir o G.E. João Pellizzari de Almeida

No sábado, dia 1°. de julho, pela manhã, o 3° Distrito Escoteiro do RS realizou na cidade de General Câmara, a Palestra Informativa para a comunidade local.

Houve a presença do Prefeito Municipal, do Secretário de Educação e demais personalidades da cidade. Representações dos grupos escoteiros de Triunfo (Chama Farroupilha), Charqueadas (Jacuí), São Jerônimo (do Mar Carajás) e Arroio dos Ratos (Cerro da Raposa) possibilitaram que a grande quantidade de pessoas presentes pudessem visualizar o escotismo nesta região e se sentissem motivados a reabrir o grupo da cidade, fechado há muitos anos.

Como resultado, já temos marcada para o próximo dia 15 de julho, sábado, às 9 horas da manhã, no ginásio municipal, a reunião para a criação da Comissão Provisória para reabertura do grupo.

Foi uma manhã muito gratificante e promissora, o agradecimento para todas as pessoas que participaram ou contribuíram para este momento fica aqui registrada.

Palestra sendo apresentada

Vista parcial da plateia presente

Outra visão do público

Parte da chefia do 3° distrito presente, secretário de educação e colaboradoras.

Dona Rita, filha de João Pellizzari de Almeida, prestando depoimento sobre o escotismo em General Câmara.

Chefe Élvio, representando o G.E. do Mar Carajás, de São Jerônimo.

Chefe Luis Antônio, representando o G.E. Cerro da Raposa.

Chefe Fernando, representando o G.E. Jacuí

Chefe Mateus falando em nome do G.E. Chama Farroupilha

General Câmara e o Escotismo, encontro dia 1°. de julho.

O Movimento Escoteiro é a maior organização mundial de educação para jovens, com 110 anos de existência, está presente em 216 países, com mais de 40 milhões de participantes. Se estima que mais de 500 milhões de pessoas tenham sido escoteiros desde a fundação em 1907. No Brasil, conta mais de 90 mil integrantes e o Rio Grande do Sul é a segunda maior região escoteira do país com mais de 12 mil participantes.

O estado é subdividido em 23 áreas menores chamadas de Distritos Escoteiros, sendo o 3°. Distrito Escoteiro formado pelos seguintes grupos e municípios: Grupo Escoteiro (GE) Jacuí, de Charqueadas; GE Chama Farroupilha, de Triunfo; GE do Mar Carajás, de São Jerônimo; GE Presidente Costa e Silva, de Taquari; GE Cerro da Raposa, de Arroio dos Ratos.

Na cidade de General Câmara existiu o Grupo Escoteiro João Pellizari de Almeida 252 RS, fechado há alguns anos. Na expectiva de reabrir esse grupo e proporcionar a juventude camarense a participação neste movimento mundial, os Escoteiros do Brasil promoverão um encontro com a comunidade, chamada de Palestra Informativa. Muito mais que uma palestra, é um momento de conversa e convivência para mostrar o funcionamento do escotismo e dos grupos escoteiros, motivando as famílias para participar deste projeto de educação.

Todas as pessoas, de qualquer idade, estão convidadas a participar. Esperamos, inclusive, contar com a presença daqueles que participaram do Grupo João Pellizari e que fotos e outras lembranças do grupo possam ser resgatadas

Este momento será dia 1°. de julho, sábado, as 10 horas da manhã, no Ginásio Municipal de Esportes de General Câmara, na RS 401, no trevo de acesso à cidade.

FOTO: Grupo Escoteiro João Pellizari de Almeida presente na inauguração da ponte entre General Câmara e São Jerônimo.

 

 

Antiga sede na estação de trem

Indaba do 3°. Distrito Escoteiro do RS

Relatório da Indaba do 3°. Distrito Escoteiro do RS:

Realizada em 02 de maio de 2017, na sede do Grupo Escoteiro Jacuí, em Charqueadas, que gentilmente acolheu o evento e a todos os presentes, com 12 participantes, dentre tantos assuntos, segue a pauta trabalhada na reunião.
– Apresentado relatório e avaliação das atividades e ações distritais realizadas de dezembro de 2016 até o momento.
– Reforçado o concurso da Logo do Distrito que está em andamento, aguardando votação dos grupos até o dia 28 de maio.
– Nas reuniões por grupos escoteiros foi revisado a estrutura distrital e funções com a substituição de alguns chefes e indicação do Mobilizador Distrital para o Joti, que será o pioneiro Henrique Tavares Schubert.
– Nas reuniões de ramos, foi adequado o calendário distrital, com correção de datas e definição de locais das atividades, conforme quadro abaixo.
– Foi apresentada a nova insignia de interesse especial ainda em formulação pelos Escoteiros do Brasil, a Insignia do Saber.
– Informou-se sobre novas ações de visibilidade adotadas pelos Escoteiros do Brasil e a divulgação do escotismo como instituição de Educação e a importância do reforço deste entendimento.
– Explicações sobre a atividade EducAção Escoteira, seus objetivos, dinâmica, etc., a ser realizado anualmente no terceiro sábado de maio.
– Destaques para normas do Estatuto da UEB, que exige uma Assembleia Anual de grupo e o interesse do Coordenador Distrital de visitar a Assembleia dos Grupos para divulgar o escotismo junto as famílias dos grupos, atuando como um facilitador e um representante do Escotismo de fora da comunidade (artigo 34). Também destacado a necessidade enviar o calendário anual de grupo (artigo 36).
– Divulgado o Encontro Regional de Dirigentes, a ser realizado em 3 de junho de 2017, em Porto Alegre.
– Revisado o banco de ideias do distrito, já apresentado na primeira indaba.
– Distribuição da literatura escoteira aos grupos presentes, adquirida com o fundo distrital.
– Aguarda-se a indicação de um nome de cada grupo escoteiro para a equipe de comunicação do 3°. Distrito.

Calendário de atividades para 2017:

04 e 05/03 – Congresso Regional – Três Coroas
06 a 28/05 – Concurso da Logo do Distrito

25/03 – Workshop Grupo Padrão – Charqueadas
21 a 23/04 – Congresso Nacional – Goiânia
01/05 – Reunião Coordenadores Distritais – Porto Alegre
02/05 – Indaba Distrital – Charqueadas
10/06 – FUTPIO – Ramo Pioneiro – Triunfo
08/07 – Rapel Morro da Cabrita – Triunfo
07/09 – Desfile cívico – Todos – Charqueadas
09 e 10/09 – Acantonamento – Ramo Lobinho – Triunfo
20/09 – Desfile cívico – Todos – Triunfo
24/09 – Reunião Coordenadores Distritais – Porto Alegre
07/10 – Encontro de Graduados, ramo escoteiro – Triunfo
28 e 29/10 – Elo Nacional – Todos – Charqueadas
11/11 – 2° APOIAR – Ramo Pioneiro – Arroio dos Ratos
11/11 – Jantar de Aniversário G.E. Jacuí – Charqueadas
25/11 – Indaba Distrital – 9 horas – Taquari

Cerimônia de Bandeira

Dinâmica de integração

Divisão da literatura para os grupos escoteiros

Grupos de trabalho em discussão, nosso comunicador distrital, Alex Castro, fazendo a documentação oficial do evento.

Jogos Escoteiros, 1928;Jamboree Mundial, 1933

Recentemente incluído em nosso acervo, está um exemplar da primeira edição do livro Jogos Escoteiros, de 1928.

A maior surpresa foi, ao manusear o exemplar, encontrar entre suas páginas um pequeno recorte de jornal com informações para o contingente brasileiro sobre a participação no Jamboree Mundial de 1933, na Hungria:

Achado dentro do livros, uma pequena raridade única

Parte das imagens desta edição de outro exemplar deste livro também pode ser encontrada no site do Grupo Escoteiro São Paulo 01, em http://www.gesp.com.br/index.php/museu-virtual/docs-historicos/send/2-docs-historicos/9-livro-jogos

 

Capa da primeira edição

Contra capa da primeira edição

Abaixo seguem as páginas iniciais do livro, que contam um pouco da história do escotismo no Brasil e também estão presentes nas edições mais recentes deste livro

 

Primeira parte do prefácio

Continuação do prefácio

Nota técnica da UEB sobre o livro

Continuação da nota técnica e Mensagem aos chefes

Continuação da mensagem aos chefes

 

Páginas do livro com ilustrações

 

 

 

75 RJ do ar Baden-Powell? Lá em 1939.

Encontramos um material fotográfico incrível, de um acampamento escoteiro e outras atividades, provavelmente ocorridos em 1939.

Todo o material estava nesse envelope abaixo com a data de 04/03/1939, endereçado a “Meira”. Então, imaginamos que foram atividades realizadas e fotografadas naquele verão ou meses antes.

Trata-se de 15 fotografias com seus respectivos negativos, pequenas, que trazem marcas do tempo. Mas a maior surpresa é que todas as fotos tem descrições no seu verso, inclusive com nomes das pessoas. Muitas das observações são escritas em inglês e algumas misturam inglês com português e outras são exclusivamente em português.

Isso, associado a outras evidências, permite supor que se trata de atividades do 1st Rio Baden-Powell Boy Scout Group, hoje conhecido como 75 RJ Grupo Escoteiro do Ar Baden-Powell, que há pouco completou um século de atividades e tem um livro publicado contando sua trajetória (1). Todavia, como o endereço do laboratório fotográfico é de São Paulo e muitos nomes não conseguimos relacionar com os citados naquele livro, não se exclui a possibilidade de ser o 2nd. São Paulo Scout Troop, hoje 2 SP Grupo Escoteiro Carajás.

Os Negativos

 

O conjunto das fotos

Passaremos a expor as fotos com o seu respectivo verso e algumas possíveis relações que acabamos realizando, pesquisando no livro comemorativo do centenário do Grupo Escoteiro Baden-Powell.

 

Montando acampamento

 

 

Finalizando barracas

Na referência citada (1), se encontra o nome de Henry H. LICHTWARDT, como antigo escotista do grupo, em 1937. Na foto acima, aparece Robert, como membro juvenil, com mesmo sobrenome, não sabemos se há relação de parentesco.

 

Essa foto cita o Chefe David de Barros, que na referência (pg. 34) aparece como Comissário Administrativo da UEB. Novamente aparece o sobrenome Lichtwardt, desta vez citando John.

 

O Chefe David é citado nessa outra foto também, sem o sobrenome, que se refere a uma inspeção. Há também a narrativa de um jovem que queria ir embora e tentou fugir do acampamento (no quadro em vermelho).

 

Esta anotação na foto revela 45 pessoas para alimentação, sem dúvida foi um acampamento grande.

Outra imagem que faz referência para inspeção, parece esse ser um bom momento para as fotos.

Alguém passou realmente mal durante a noite, cena que acontece em acampamentos.

Atividades acontecendo, a louça precisa ser limpa

 

Acampamento chega ao fim, secando o material antes de empacotar.

Observações sobre o local de acampamento

Um par destas destas fotos apresenta atividades da alcateia, tiradas em outro momento.

O livro Keep on, Keeping on cita que a sede do grupo 75 RJ em Ipanema, foi inaugurada justamente nesse ano, porém em 1°. de julho. Observando os negativos destas duas fotos, eles são bem diferentes dos demais, talvez essas fotos tenham sido tiradas e reveladas em oportunidades distintas e apenas guardadas juntas.

Segundo o texto, a sede era na Rua Barão da Torre 44. Em segundo plano se observa um morro. Seria o Cantagalo? Seria essa uma foto da inauguração da sede? De acordo com a legenda da foto, sim. “Inauguração do Club House”.

Inauguração da Club House

 

Esta parece ter sido tirada apenas para concluir o filme fotográfico, pois mostra apenas uma paisagem é é uma das mais deterioradas. A legenda descreve o Arpoador, que seria a umas três ou quatro quadras da sede da rua Barão da Torre…

A ajuda de outros chefes que possuam fotos de época semelhante, ou registro dos nomes dos associados dos grupos escoteiros do final da década de 1930 ajudará a conclusão sobre a origem definitiva destas imagens, registro com mais de 75 anos do escotismo brasileiro.

Fonte:

1 – Boulanger, A., Moutinho, M., Borges, D. Keep on, keeping on, Letra Capital, 111 p, Rio de Janeiro, 2016.

Romaria de Santo Amaro

O desafio é de 15 Km.

Essa é a distância que separa o distrito de Santo Amaro do centro da cidade de General Câmara e é o trajeto que os romeiros percorrem no dia 14 de janeiro.

Há 230 anos ocorre essa festa em louvor a Santo Amaro, no distrito de colonização açoriana que recebe seu nome e que já foi a sede do município.

Lançamos o desafio para o 3º. Distrito Escoteiro do RS e nesse ano de participação escoteira oficial, tivemos seis pessoas e um carro de apoio formando nosso contingente. Esperamos aumentar esse efetivo no próximo ano.

Atravessando o Rio Jacuí para São Jerônimo, uma chuva torrencial nos encontra

Atravessando o Rio Jacuí para São Jerônimo, uma chuva torrencial nos encontra

Chegando em General Câmara o tempo abre, nosso contingente está composto

Chegando em General Câmara o tempo abre, nosso contingente está composto

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A Jornada inicia

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Proteção e acompanhamento da Brigada Militar

Proteção e acompanhamento da Brigada Militar

Ponto de apoio oficial para os romeiros

Ponto de apoio oficial para os romeiros

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Belas paisagens pelo caminho

Belas paisagens pelo caminho

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No trevo de acesso para Santo Amaro, trocando de estrada, faltam 4 km

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Chegamos!

Chegamos!

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Na missa, comunhão acontecendo.

Grupo Padrão – Algumas reflexões

    A premiação de Grupo Padrão atinge doze anos de existência nos Escoteiros do Brasil, se considerarmos esse modelo atual. Houve avanços e aperfeiçoamentos, onde a migração integral para dentro do Sistema de Informação e Gerenciamento de Unidades Escoteiras (Sigue), com a abolição dos formulários em papel foi o mais relevante, mas entendemos que novas modificações poderiam ser implantadas. Não se trata de aumentar a pontuação para obtenção dos graus, mas de pulverizar as possibilidades para essa conquista.

     Estas observações se baseiam em 10 anos de experiência do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS em concorrer ao prêmio e sempre obter ao longo dessa década o grau Ouro, sendo o segundo grupo escoteiro do Rio Grande do Sul mais laureado. Em primeiro lugar está o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS que sempre foi Ouro nos 12 anos, padrinho do Chama Farroupilha. Ambos fazem parte do 3º. Distrito Escoteiro do RS. Pensamos que está na hora de retribuir os progressos que o envolvimento com o grupo padrão nos permitiu, oferecendo um feedback do processo. Como sugestão para análise das pessoas competentes, apresentamos as considerações que seguem abaixo.

     A metodologia atual tem um foco muito intenso nas atividades de grupo, ao mesmo tempo que a instituição tem um apelo forte para a participação dos jovens em eventos maiores, que poderiam ser contemplados na pontuação do grupo padrão. Essa dicotomia leva a escolhas desnecessárias na montagem dos calendários das seções. Cada grupo escoteiro tem ênfase diferente nas atividades que desenvolve e a limitação das ações necessárias para a conquista da premiação poderá levar a padronização das atividades do grupo ao longo dos anos, por comodidade, o que é ruim para o método escoteiro, onde a variedade deverá ser a tônica.

     A participação em grandes atividades escoteiras como Jamborees de qualquer porte deveriam estar incluídas porque são eventos que demandam um grande esforço do grupo escoteiro e de sua comunidade. Isso incluiria os jamborees nacionais, os nacionais de outros países, os interamericanos e demais continentais e os mundiais. É inegável a onda de motivação e reciclagem que atinge um grupo escoteiro quando alguns de seus integrantes participam de um jamboree, isso merece ser reconhecido e é digno de um Grupo Padrão.

     Eventos tradicionais promovidos pelo nível nacional e aplicados pelo nível local como o Mutirão Nacional Escoteiro de Ação Ecológica (Muteco) e o Mutirão Nacional Escoteiro de Ação Comunitária (Mutcom) estão incluídos, todavia o JOTA – JOTI (Jamboree on the Air – Jamboree on the Internet), que é uma promoção muito mais antiga, consolidada, de aspecto mundial e com grande adesão dos grupos brasileiros, não pode ser pontuado no grupo padrão. O evento bianual Elo Nacional, que ocorre há quase quarenta anos, deveria ser parte da premiação também. Da mesma maneira, a participação em atividades nacionais ou regionais de ramo poderiam fazer parte do grupo padrão, tipo Aventura Sênior, Mutirão Pioneiro, etc.

     Ações mais recentes como o Concurso de Vídeos, a Gincana Cultural Escoteira e aqueles já consolidados como o Grande Jogo Aéreo, Grande Jogo Naval, Ajuris de modalidades e Feira Nacional de Projetos Escoteiros são exemplos de outros eventos que demandam empenho, dedicação e que poderiam refletir na pontuação do Grupo Padrão.

     Uma bandeira eventualmente levantada e que poderia ser permanente e uma política institucional dos Escoteiros do Brasil porque tem alto valor e impacto social, é a Doação de Sangue. O ramo Pioneiro e os escotistas e dirigentes assumiriam esta importante atitude como uma atividade contínua, ininterrupta, dos Escoteiros do Brasil. Ao invés de eventuais e individuais atos, a doação poderia ser cadastrada no Sigue, controlada como se faz com os Recrutadores e cada doação anual de um membro adulto registrado no grupo, resultaria em alguns pontos para o grupo padrão. Dessa maneira, seriamos permanentes doadores de sangue e saberíamos, através dos filtros do Sigue, o impacto de nosso empenho.

     Considerando a regulamentação na Resolução da Direção Nacional 02/2012 do Grupo Padrinho e dada a quantidade de esforço envolvida nesse processo, entendemos que a validade da pontuação deveria ser ampliada para três ou quatro anos. Cabe lembrar que a resolução cita o grupo padrão como argumento para sua edição mas a pontuação do grupo padrão, que era prévia a resolução, não foi adequada ao período de trabalho atual.

     Entende-se que a inclusão de itens nessa premiação também reflita aquelas áreas estratégicas, onde a instituição gostaria que os grupos escoteiros tivessem suas ações implantadas ou melhoradas. Dessa forma, estimular os grupos a participarem dos fóruns de discussão e votação é uma maneira de termos uma instituição verdadeiramente democrática e transparente, com debates ocorrendo nos locais apropriados. Por isso, pontuar a participação do grupo nas Assembleias Regionais com Delegados e nas Assembleias Nacionais seria muito importante para estimular esta presença.

     Um grupo padrão também deve manter seus escotistas e dirigentes atualizados e em contato com outros adultos do Movimento Escoteiro. Nesse sentido a participação em pelo menos um Encontro Regional de Escotistas de ramo, ou eventos semelhantes ao Encontro Nordeste de Escotistas e Dirigentes e o Congresso de Educação Escoteira deveriam estar presentes na conquista da premiação.

     Assim, além da pontuação pela formação analítica específica nos níveis preliminar, básico e avançado, os demais cursos oficiais complementares oferecidos pelas Equipes de Formadores poderiam pontuar naquele ano em que foram assistidos, tais como os eventuais Cursos Técnicos de Ramo, de Mística, de Fogo de Conselho, de Livro da Jangal, etc., favorecendo a formação continuada.

     Como modo de estimular e envolver ainda mais a participação dos jovens nesta conquista, os distintivos especiais também poderiam render alguns poucos pontos, talvez com limite por ramo, assim o grupo escoteiro poderia pontuar quatro vezes no ano com os distintivos de Cruzeiro do Sul, Lis de Ouro, Escoteiro da Pátria e Insígnia de B-P. Esse limite de pontos para o grupo padrão serviria para que essas conquistas não fossem facilitadas ou desvirtuadas, embora não limitassem as conquistas no grupo, somente os pontos ao Grupo Padrão, que isso fique bem claro. O jovem saberia que sua progressão pessoal serviu para um prêmio maior para o grupo.

     Outrossim, o uso do Calendário Anual de Atividades da Unidade Escoteira Local no Sigue, como critério obrigatório de participação não traz benefício ou aplicação direta no grupo escoteiro. Usualmente isto é preenchido somente para possibilitar a concorrência ao prêmio. Entendemos que esse item deveria ser retirado de critério obrigatório ou substituído por outro de verdadeira relevância para o funcionamento ou qualidade do grupo escoteiro.

     Após doze anos de aplicação do prêmio e de dez anos de nossa participação consolidada, entendemos que essas reflexões são necessárias porque traduzem o sentimento e as necessidades daquelas pessoas empenhadas na conquista da distinção, com o objetivo de reciclar e arejar a premiação, tornando-a mais interessante e flexível, talvez possibilitando aos grupos escoteiros transitar por meios mais abrangentes de pontuação. Aos encarregados institucionais por essa atividade nossos sinceros agradecimentos e respeito. Essa ferramenta nos ajuda muito a melhorar como grupo escoteiro.

Na Rádio Líder do Vale, programa Escoteiro em Ação

     Participamos no dia 13 dezembro, no programa Escoteiro em Ação, que é um programa de rádio totalmente dedicado ao escotismo e apresentado pelo chefe Thiago Marafigo e neste dia contou com a ajuda do pioneiro Germano, ambos do Grupo Escoteiro Peregrino. A rádio é profissional, mas os comunicadores são voluntários do escotismo como todos nós, participando ativamente do movimento.

      A rádio pode ser ouvida diariamente em http://www.radio.liderdovale.com.br

    O programa vai ao ar todas as terças-feiras, no horário das 20 às 21 horas, a história do programa e eventos futuros podem ser acompanhados em

https://www.facebook.com/programaderadioescoteiroemacao/?hc_ref=PAGES_TIMELINE

     A sugestão de pauta era conversarmos sobre Jamborees e eventos internacionais, motivados pela proximidade do JamCam Interamericano que iniciará nos próximos dias no Equador.

     A experiência foi fantástica, os apresentadores são dinâmicos, interessantes e tudo acontece no maior espirito e fraternidade escoteira.

     Sendo escoteiro ou não, se planeje para toda a terça-feira ouvir o programa porque sempre é muito interessante, com variados convidados e temas sempre diferentes. Por ser uma web rádio, pode ser ouvida em qualquer canto do mundo.

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A esquerda o pioneiro Germano e ao centro o chefe Thiago Marafigo, apresentador e idealizador do programa

O áudio da entrevista está disponível em:

3° Distrito Escoteiro RS, um novo desafio

     Então iniciamos um novo desafio, junto com os demais escoteiros da área em que moramos, optamos por ter uma vida distrital ativa e estamos nos organizando. Esperamos melhorar muita a quantidade e a qualidade de que oferecemos para nossos jovens, bem como expandir o escotismo na região. Para tal, iniciamos com uma Indaba, que descrevemos a seguir:

     O encontro foi realizado na sede do grupo escoteiro do Mar Carajás, em São Jerônimo, no dia 6 de dezembro de 2016, com duas horas de duração. Presentes 20 pessoas, dos grupos escoteiros Do Mar Carajás (São Jerônimo), Cerro da Raposa (Arroio dos Ratos), Chama Farroupilha (Triunfo), Jacuí (Charqueadas) e Presidente Costa e Silva (Taquarí).

     Houve hasteamento da Bandeira Nacional, momento de oração e jogo de interação para apresentação dos presentes.

     Brevemente, foi apresentada e estrutura geográfica do 3° Distrito atual, feito um histórico deste processo, justificativas e vantagens para os grupos escoteiros em se ter um Distrito unido e ativo.

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     Então, foi exposta e aprovada, após debate em grupos de trabalho heterogêneos, a estrutura inicial do Distrito com: um coordenador adjunto, conselho distrital, equipes de ramos e equipe de comunicação. Abaixo em anexo está esquematizada esta estrutura.

     Em seguida, os grupos de trabalho foram formados por chefes do mesmo grupo escoteiro para definirem nomes e participação na estrutura distrital, em cada ramo.

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     Após, foi aprovado o chefe Bráulio Bortoloto (GE Jacuí) como Coordenador Adjunto, que assumiu a confecção da ata do encontro em novo livro da Atas do Distrito.

     A seguir, se reuniram os chefes de um mesmo ramo, de grupos escoteiros diferentes. As Equipes de ramo foram montadas com um integrante de cada grupo escoteiro e já escolheram seus líderes para organizar o processo. Programarão posteriormente as atividades distritais que serão realizadas. O Elo Nacional em 28 e 29 de outubro de 2017 será uma atividade distrital em local a ser definido após cada grupo escoteiro discutir o assunto com os demais chefes que não puderam comparecer. Serão realizadas duas Indabas anuais, posteriores aos Encontros Regionais de Coordenadores Distritais (estes em 30/04 e 24/09).

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     Ao final, foram lançadas várias sugestões e ideias para desenvolvimento posterior, à medida que os trabalhos forem avançando e o Distrito se tornando mais estruturado, por exemplo a abertura de grupos em cidades vizinhas que não tem escoteiros, a realização de cursos de formação no Distrito, o apoio mútuo para desenvolver competências e para participação em eventos, dentre outros.

A reunião foi encerrada com a assinatura da ata pelos presentes e o arriamento do Pavilhão Nacional.

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Anexo:

Organograma do 3° Distrito

Estrutura do 3° Distrito RS

Função

Nome

Grupo Escoteiro

Coordenador Distrital

Maurício Roth Volkweis

Chama Farroupilha

Coordenador Distrital Adjunto

Bráulio Bortoloto

Jacuí

Conselho Distrital

Élvio Mariante

Carajás

Lucas Meister

Chama Farroupilha

Batistino Renner

Costa e Silva

Braulio Bortoloto

Jacuí

Luciane Menezes

Cerro da Raposa

Ramo Lobinho – Coordenador

Sabele Carvalho

Chama Farroupilha

Telmo Blanco

Cerro da Raposa

Fabiana

Carajás

Cristiane Alves Maia

Costa e Silva

Jorge Ribeiro

Jacuí

Ramo Escoteiro – Coordenador

Tiago da Silva Silveira

Chama Farroupilha

Luciane Baseggio de Menezes

Cerro da Raposa

Manoel Marques dos Santos Neto

Carajás

Allan Castro

Costa e Silva

Cristiane de Paula Fernandes

Jacuí

Ramo Sênior – Coordenador

Mateus Schenk Freitas

Chama Farroupilha

Jacson Gamalho

Cerro da Raposa

Élvio Mariante

Carajás

Marcos Silveira

Costa e Silva

Ana Paula Bortoloto

Jacuí

Ramo Pioneiro – Coordenador

Luis Antônio Duarte da Silva

Cerro da Raposa

Patrick Antônio Azzi

Carajás

Gabriel de Lima Freitas

Chama Farroupilha

Vago

Jacuí

Vago

Costa e Silva

Comunicadores

Alexsandro Castro

Letícia Motta

Direção Regional – 20 anos depois!

     Havia 20 anos que os Diretores Regionais da Região do Rio Grande do Sul não visitavam o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183RS! O Estado é grande, muitos grupos escoteiros, agenda lotada de atividades, não é fácil estar presente nos grupos. Há que se saber esperar, que a vez chegará novamente.

     Enfim, nossa Diretora-Presidente Cristine Ritt e o Diretor Vice-Presidente Geraldo Tiarajú Barbosa estiveram em nossa sede no dia 29 de outubro de 2016.

     O clima estava fantástico, uma tarde quente, ensolarada, própria para atividades escoteiras, quando nossos diretores chegaram. Para um momento tão aguardado, convidamos os grupos da Região Carbonífera para participarem desse encontro e o Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73RS, de São Jerônimo, acolheu nosso convite e compareceu em peso.

     Tarde de muitas alegrias, onde podemos apresentar esses dois grupos, com os jovens em atividade, ouvir a Direção Regional, confraternizar e conversar sobre os rumos do Escotismo em nossa região.

     Obrigado aos Diretores Cristine e Tiarajú, obrigado ao G.E. do Mar Carajás. Obrigado a Diretoria Local e grupo de pais do Chama Farroupilha que preparou a recepção e confraternização. A semente está plantada, agora esperamos a árvore crescer e frutificar.

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

 

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

Matilha ansiosa pelo momento histórico

Matilha ansiosa pelo momento histórico

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Momento de trabalho, Chefes Maurício, Daniel Franco (em pé), Krause, Cristine, Élvio, Tiarajú e Lucas Meister

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De frente, chefes Maurício, Krause e Lucas. De costas, chefes Tiarajú, Élvio e Cristine.

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Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos

Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos, oportunidade em que o chefe Morvan Oldenburg foi homenageado, resgatando uma distinção que havia se perdido no tempo.

Momento de confraterrnização

Momento de confraternização

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Parte dos chefes presentes no encontro

Tarde de Muitas Emoções e Lembranças

     No dia 1°. de outubro realizamos na cidade de Triunfo, RS, a Tarde de Lembranças. Convidamos os antigos escoteiros do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha a comparecerem na sede, levando suas memórias, histórias, fotos, documentos, distintivos, lenços, etc.

     O objetivo era promover um momento de reencontro entre os antigos membros do grupo e integração com os jovens atuais. Cada integrante de hoje foi convidado a oferecer um prato de lanche para compartilhar e montarmos um buffet, a tropa escoteira montou um canto de patrulha e realizou atividades típicas de acampamento no pátio da sede. No interior, montamos algumas ilhas de lembranças, com fotos físicas, fotos projetadas, antigas bandeirolas, livros de presença de reuniões e vídeos de acampamento, de maneira que as pessoas pudessem circular de uma para outra área. O grupo tem 30 anos de contínua atividade, portanto várias gerações já passaram por aqui.

     O resultado?

     Surpreendente. Literalmente todas as gerações do grupo estiveram presentes. Muitas pessoas, muitas histórias, uma alegria enorme de rever as pessoas. Antigos membros do grupo comparecendo com suas famílias, esposas e maridos, relembrando o caminho trilhado na construção desse grupo.

     Contamos com a presença dos fundadores do grupo como os chefes Saulo Radin e Achiles Goldani Neto e a sra. Dalva Ferreira. Os dois primeiros membros que conquistaram o distintivo Lis-de-Ouro, Adriel Oliveira e Vagner Machado. A primeira geração de jovens representados por Marques Pizetta e Ercílio Pizetta que realizaram o hasteamento, Douglas Matias e Alexsandro Castro. Meus escoteiros que viraram colegas de profissão, Dyego Lemos e Vinícius Felten. E tantos outros e outras não menos queridos, que ficou impossível nominar todos que estiveram presentes.

     Depois de 35 anos no Movimento Escoteiro, dos quais 29 passados no Chama Farroupilha, é gratificante e emocionante ver o caminho trilhado. Impossível não ficar orgulhoso vendo e ouvindo tantas pessoas com incontáveis boas lembranças do grupo e do escotismo e verbalizarem como o escotismo impactou positivamente em suas vidas. Realmente, fiquei muito sensibilizado, com dificuldade em traduzir tantos sentimentos bons.

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Abertura do evento

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Momento de oração realizado pelo chefe Morvan Oldenburg

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Da esquerda para a direita: Chefes Marcos Birck, Daniel de Souza Franco, Maurício Volkweis e Morvan Oldenburg

Foto oficial com os presentes as 15 horas

Foto oficial com os presentes as 15 horas

Tropa escoteira em atividade

Tropa escoteira em atividade

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Dr. Achiles Goldani Neto, fundador do Chama Farroupilha, e Tibério Kober

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Revendo videos e fotos antigas

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Lanche oferecido pelos membros atuais

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Videos do acampamento Veneza, realizado em 1993 e filmado originalmente em VHS

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Irmãos Ercílio e Marques Pizetta com suas famílias e Alexsandro Castro, integrantes da primeira geração de membros juvenis do grupo

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Da esquerda para a direita: Chefes Lucas Meister, Cintia Franco, Mateus Freitas, Letícia Motta e Daniel Franco de Souza

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Douglas Matias, Saulo Radin, fundador do grupo, e Alexsandro Castro

Douglas Matias, Saulo Radin (fundador do grupo), e Alexsandro Castro

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.

Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as BICICLETAS podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.

Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.

Texto de Marina Melz

Acampamento da Chama Crioula

     Nos dias 10 e 11 de setembro de 2016, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 realizou em Triunfo um acampamento para guarda e ronda da chama crioula, simbolo da Semana Farroupilha, centelha que representa as tradições e orgulho do povo gaúcho. Este ano, a chama crioula foi gerada em Triunfo, na Ilha do Fanfa, palco de um dos combates da Revolução Farroupilha, que também foi escolhida há 28 anos atrás para emprestar seu nome para uma  patrulha sênior do Chama Farroupilha.

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     Contamos com a visita de uma patrulha de escoteiros do Grupo Escoteiro Charruas, de Porto Alegre e uma patrulha de seniores e guias do Grupo Escoteiro Jacuí, de Charqueadas, município vizinho também na região Carbonífera. A presença destes grupos abrilhantou a atividade e proporcionou excelente confraternização e a oportunidade de nossos jovens terem contato com escoteiros de outros lugares e grupos.

     O evento foi realizado no Parque Camboatá, mesmo local que há 30 anos foi realizada a primeira promessa do Chama Farroupilha. Este parque, que antigamente era palco de grandes eventos da comunidade Triunfense, como o Rodeio, o festival musical Escaramuça da Canção Gaudéria, Feira de Artesanato, Triunfo em Festa, etc, também já sediou um evento regional do ramo lobinho, o II AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do Rio Grande do Sul), oferece uma excelente estrutura de acampamento remanescente daquela época.

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     Foi uma atividade maravilhosa, onde as condições climáticas estavam perfeitas, tudo concorrendo para o sucesso do evento.

     Ao final, o Clã Pioneiro Chama Farroupilha foi homenageado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (M.T.G.), órgão oficial que controla e orienta a prática e o culto as tradições riograndenses, com o pin dos 50 anos desta entidade pelos serviços prestados durante a recepção das delegações de diferentes municípios a Triunfo, em agosto, com visita guiada aos prédio históricos da cidade.

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Clã Chama Farroupilha no momento do agradecimento recebido do M.T.G. (Movimento Tradicionalista Gaúcho)

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Pin dos 50 anos do MTG, entregue a cada um dos membros do Clã Pioneiro Chama Farroupilha.

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Distintivo da atividade

 

Distrito Escoteiro, uma reflexão histórica

     Há 36 anos sou escoteiro em uma mesma área geográfica do Estado do Rio Grande do Sul, precisamente a Região Carbonífera e posso dizer com tranquilidade que sempre carecemos de um Distrito Escoteiro que nos contemplasse.
     O modelo que agrega os municípios da Região Carbonífera com outros mais distantes nunca funcionou para os grupos às margens dos rios Jacuí e Taquarí. Tivemos vários, em diferentes composições ao longo de tantos anos, como 3º. e como 27º. distritos, com Comissários, Diretores, Coordenadores (essa mudança de nomenclatura nunca refletiu nenhuma melhora na qualidade, pura semântica), enfim, de diferentes localidades; lembro de 8 deles, alguns com mais de um mandato. Houve até quem atrapalhasse os grupos criando burocracias, engavetando papéis e exigindo algumas viagens em uma época antes do Sigue.
     Na década de 1970 o argumento ouvido dos próprios “Comissários Distritais” era que só havia o GE Carajás, insuficiente para um distrito, na década de 1980 e 1990 era que o GE Jacuí, GE Carajás e GE Chama Farroupilha também eram insuficientes para um distrito. Na última década se soma o GE Cerro da Raposa. São quatro grupos relativamente próximos, em um raio de 19 km, apesar de uma barca no meio do caminho. Segundo o site regional (http://www.escoteirosrs.org.br/pt-br/distritos-escoteiros), atualmente o 10°. e o 17°. Distritos tem apenas um grupo escoteiro cada!
      Isso não é uma crítica aos coordenadores distritais que ultimamente tem sido pessoas dedicadas, disponíveis e trabalhadoras pelo escotismo, mas a composição desta estrutura que nessa região em particular não vislumbra os grupos escoteiros interessados.
     Quando alguém diz que agora fazemos parte do distrito A ou B e que o “Coordenador” é Beltrano, Fulano ou Siclano, entra por um ouvido e sai por outro porque sabemos que nada muda. Isso está errado.
     Os grupos escoteiros interessados nunca foram consultados, essas decisões são tomadas de forma arbitrária por pessoas que não praticam o escotismo nessa área e desconhecem sua realidade. Isso fica evidente porque sempre municípios de outras microrregiões do Estado são agregados, mesmo que em direção geográfica oposta e sem afinidades, por razões que gostaríamos de entender ou ao menos conhecer.
    A sensação aqui na Região Carbonífera sempre foi de isolamento, de fazer carreira solo. Isso reflete aquela velha conversa de distanciamento dos níveis local, regional e nacional, apoio ou não aos grupos, etc, etc, etc que todos bem sabemos. Resulta que os grupos das cidades vizinhas também se distanciam. Cada um vive sua vida de forma independente.
     Quanto aos jovens que passaram pelo Movimento Escoteiro nesse período de tempo, bem, esses não sabem que essa estrutura existe, não viveram a experiência e perderam a oportunidade de mais atividades com grupos próximos e de criar vínculos em cidades vizinhas, ampliando o conceito de paz e entendimento enunciado por B-P quando idealizou os jamborees. Mas outras competências foram adquiridas.
     Abaixo está nosso distrito atual limitado em amarelo, que já foi ainda maior, pois os grupos de Montenegro e de Lajeado deixaram o 3°. distrito e foram incluídos em outros.
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     Um dia, quem sabe no futuro, teremos um distrito construído de forma democrática, onde os grupos escoteiros sejam ouvidos, onde seus jovens e adultos possam participar na formação do distrito que queiram. Enquanto isso, seguimos contando com grupos amigos de diferentes localidades para atividades conjuntas.

O Dabil e o Lucas

     Esta é uma história do Chama Farroupilha e parte dela esta publicada no livro que escrevemos, Chama Farroupilha 25 anos de história, é, portanto, a continuação.  O segundo capítulo.

     Em 1996 a tropa de escoteiros estava em plena atividade, com as quatro patrulhas funcionando com uma média de 5 escoteiros em cada uma. Participavam nesta época dois jovens escoteiros, Daniel de Souza Franco, vulgo Dabil, e Lucas Meister. Ambos foram membros da patrulha Búfalo e depois o Lucas passou para a patrulha Lobo. A troca de patrulha aconteceu por uma atitude nada escoteira, quando os dois em uma reunião de patrulha, decidiram medir forças a socos. A briga só serviu para no futuro se tornarem inseparáveis.

     Participavam como os demais jovens, em uma época onde a disputa entre as patrulhas era muito competitiva. É preciso registrar que foram muito bons escoteiros, dedicados. Embora a tropa de escoteiros estivesse bem, este foi um daqueles períodos que a tropa sênior estava com dificuldades de chefia e não estava funcionando regularmente. Então, acabaram se afastando do grupo escoteiro ao completarem 15 anos de idade. Em 25 e 26 de novembro de 2000, o Lucas ainda ajudou como assistente da tropa de escoteiros em um acampamento na Agropecuária Cidró em São Jerônimo, onde lhe demos algumas aulas de direção no Jeep Willys, dirigindo campo a fora. Este acampamento era o 2º. ASES, Acampamento de Seniores e Escoteiros no Sítio mas o Lucas era o único sênior presente, que trabalhou como assistente de tropa.

     Na prática ambos estavam afastados do grupo, até que em março de 2003 o Lucas se apresentou na sede e começou a participar novamente de forma efetiva e regular, agora como chefe. Em 2006 foi a vez de o Dabil reaparecer e eles acabaram formando uma verdadeira dupla. Ele havia decidido voltar para o grupo em 2005, motivado especialmente por ver a sua irmã, Cintia Franco, participando muito motivada. Mas surgiu uma oportunidade de estudos em São Leopoldo, com aulas justamente aos sábados e o projeto ficou para o ano seguinte. Como todos que voltavam por apenas algumas semanas, houve olhares de desconfiança que foram sepultados pela determinação.

     Iniciaram como assistentes na tropa de escoteiros, até ganharem embocadura para tocarem sozinhos. Então, o Lucas assume a chefia da tropa sênior e o Dabil passa a atuar nas duas tropas. Passamos a ter uma chefia bem mais consistente e com dois antigos escoteiros do grupo, prata da casa, só motivos para alegria. Isto foi fundamental para o crescimento e expansão do grupo porque o funcionamento regular da tropa sênior fez com que os jovens permanecessem no grupo. Na sequência, o Dabil assume cada vez mais a tropa escoteira, tornando-se o chefe de seção. Tínhamos duas tropas, uma masculina e outra feminina e a chefe da tropa de escoteiras era a Arari Alff. Por motivos pessoais ela afastou-se do grupo e as tropas foram unificadas, passamos a ter uma tropa mista, sob a chefia do Dabil.

     Contávamos novamente com uma dupla de chefes que repetia a história dos chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas iniciada nos primeiros anos da década de 1990, onde as semelhanças são duas pessoas com muitas afinidades porque foram membros juvenis do escotismo juntos, mesma idade, parceiros também fora do escotismo. Um vínculo muito forte de um com o outro, que se transfere para o grupo escoteiro. Você sempre se sente fortalecido e mais motivado se há um amigo junto, isto o torna mais empreendedor para novas atividades e ações no grupo, a soma destas energias sempre é muito positiva.

     Os dois jovens chefes também participaram do Jamboree Mundial da Inglaterra, em 2007, alusivo ao Centenário do Escotismo. Havia agora a vantagem que a dupla antiga (Maurício e Mateus) permanecia no grupo, pois neste momento não contávamos mais com a primeira dupla de todas a servir de pilar para o Chama, que foram o Saulo Radin e o Achiles Goldani, fundadores do grupo, e que estavam afastados de suas tropas.

     Com a chefia bem constituída e a permanência dos jovens até os 18 anos no grupo com atividades regulares e progressivas, finalmente sentimos a confiança necessária para abrirmos o Clã Pioneiro, em 2008, quando cinco jovens da tropa sênior completariam 18 anos, todos no mesmo semestre.

     Estes dois chefes deram um fôlego novo e arejaram bastante o grupo, pelas suas capacidades, envolvimento, ideias e entusiasmo. Mas também em 2008, o Lucas se muda, indo morar em Caibaté e afastando-se do Chama Farroupilha. Em 2009 ainda realiza seu registro no grupo, quando então nos surpreende com uma novidade maravilhosa. Estava fundando um novo grupo escoteiro lá, mas isto foi assunto para outro capítulo no livro.

     Então, em 2016, após 8 anos, o Lucas Meister volta a morar em Triunfo, depois de residir em diversos lugares do Brasil. Naquele intervalo, o Dabil também se mudou de Triunfo mas não se afastou do grupo, e após algum tempo também acabou voltando a morar aqui.

     Naturalmente, a dupla se formou novamente, em agosto de 2016! Estão juntos na chefia da tropa escoteira e todos sentimos uma alegria imensa e temos absoluta certeza de que os jovens desfrutarão muito das atividades planejadas e realizadas pela dupla novamente em ação.

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Curso Técnico de Vivência do Ramo Pioneiro

     Nos dias 20 e 21 de agosto de 2016 ocorreu o curso de vivência do ramo pioneiro, no campo-escola João Ribeiro dos Santos, próximo a Porto Alegre.

     Envolvendo mais de 20 pessoas entre alunos do curso e formadores, o desenvolvimento proporcionou uma série de experiências que fazem parte da vida de um clã formado pelos alunos do curso, que vivia o momento de transição entre um ciclo de programa para outro.

     Dentre os diversas temas trabalhados, houve debates sobre diferentes tópicos como diversidade, espiritualidade, jogos, carta pioneira, participação de projetos em andamento, papel do mestre, etc. A interação e troca de experiências com outros mestres também é um dos pontos altos do encontro.

     Neste formato, permite atualização e reciclagem rápida sem a necessidade de passar pelo esquema formal. Não substitui nenhum dos outros cursos regulares, mas é um interessante complemento ou opção porque possibilita que chefes novos e antigos participem juntos, troquem experiências e compartilhem vivências.

     Parabéns a equipe, em particular ao Mestre Marlon Benites, diretor do curso.

Lenços dos grupos participantes do evento

Lenços dos grupos participantes do evento

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Prática de jogos

Prática de jogos

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Jantar de sábado à noite

Jantar de sábado à noite

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Me sinto velho e fraco

“O que fazer não sei, me sinto velho e fraco, à Gilwell vou voltar e um curso assim que possa vou tomar”

Canção de Gilwell, adaptada

 

     Então, esse é o sentimento. O escotismo desperta uma ânsia de participar, de contribuir, de ver os jovens crescerem, de ser o mediador das descobertas, aquele que permite muitas experiências novas.

     A motivação do educador é fundamental, o apito na boca às vezes fica pesado, cansa. Passamos por diversos ciclos, aqueles em que estamos mais envolvidos, motivados, entusiasmados, aqueles onde ficamos indiferentes, com pouca paciência, quando pouca coisa nos emociona e pequenas frustrações assumem importância e você sabe que poderia estar fazendo mais pelo escotismo. Naturalmente esses ciclos parecem se suceder um após o outro, indefinidamente. Pelo menos tem sido assim nestes 35 anos de Movimento, a paixão vira amor, depois convivência e de repente tudo se inflama e volta a paixão.

     Mas podemos quebrá-los. Abreviar o ciclo ruim e tornar o apito leve novamente. Um fato é necessário. Algo tipo novos jovens na tropa, um Jamboree, uma nova função, etc. Dessa vez, voltaremos ao Campo Escola João Ribeiro dos Santos, para assistir mais um curso, fazer novas amizades, conversar com outros chefes, na expectativa de se sentir menos “velho e fraco”, achando que ainda é possível ajudar a educar as crianças. Será um curso técnico de vivências do ramo pioneiro. A expectativa é enorme.

Referência da imagem: http://escoteirosdohc.blogspot.com.br/2011/02/abertas-inscricoes-para-o-curso-basico.html

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Educar as crianças

     Com a proximidade do Dia dos Pais, a escola onde minhas filhas estudam realiza as atividades de convivência e confraternização alusivas a data. Nas séries da Educação Infantil aprendemos uma lição importante com o diretor da escola.

     No início do século 20, o Rio Grande do Sul vivia dias belicosos, com a recém-encerrada Revolução Federalista, que teve como marca principal a crueldade, porque os inimigos eram sumariamente degolados pelos adversários. Foi um banho de sangue no estado inteiro.

     Era preciso educar a nova geração, educar as crianças, com uma nova perspectiva, mais fraternal, celebrando a vida, ensinando a compartilhar e a ter amor, depois de tantas atrocidades.

     Um dos caminhos foi o chamamento de religiosos ligados a educação, onde os irmãos Maristas foram convidados. Designados para ajudar nessa tarefa, os Irmãos Weibert, Marie Berthaire e Jean Dominici embarcaram na França no dia 19 de junho. No dia 20 de julho de 1900 chegaram no porto da cidade de Rio Grande (RS) e foram roubados (sim, já naquele tempo!). Ficaram sem dinheiro para seguir viagem, perderam seus pertences e foram amparados pela comunidade religiosa da cidade. Então, conseguiram continuar a viagem e em 23 de julho de 1900, chegaram em Porto Alegre, sendo dessa vez amparados pelos padres Jesuítas.

     Finalmente, dirigiram-se para a então pequena localidade de Bom Princípio (RS), depois de desembarcarem em São Sebastião do Caí. Escreveram cartas para suas famílias contando toda essa viagem que só puderam ser enviadas muitos dias depois, quando o padre de Bom Princípio perguntou o que eram aqueles envelopes há dias em cima da mesa. Quando explicaram que não tinham dinheiro para selos, o padre fez a postagem das cartas.

    Até que em 16 de agosto de 1900 abriram a primeira escola Marista em Bom Princípio. Por que insistir após tantas dificuldades? Um lugar tão longe? Tão difícil acesso, após ser roubado, enganado?

     A resposta foi a mais singela possível: “Porque é preciso educar as crianças…”

     Então, percebi a resposta, depois de tantos anos, porque dedicamos nossos finais de semana ao Escotismo. Porque é preciso educar as crianças. Sem dúvida é isso que nos motiva a sermos chefes escoteiros, a estarmos na frente da tropa, embora nem sempre tenhamos formulado essa resposta. Desde agora, quando me perguntarem por que sou escoteiro, a resposta será:

“Porque é preciso educar as crianças”.

Fontes:

Moresco, Onorino,  Diretor da Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário, comunicação oral, em 04/08/2016.

Rodrigues, N.B., Colégio Marista Rosário, Lições para a vida inteira, 2004, 489 p.

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