Direção Regional – 20 anos depois!

     Havia 20 anos que os Diretores Regionais da Região do Rio Grande do Sul não visitavam o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183RS! O Estado é grande, muitos grupos escoteiros, agenda lotada de atividades, não é fácil estar presente nos grupos. Há que se saber esperar, que a vez chegará novamente.

     Enfim, nossa Diretora-Presidente Cristine Ritt e o Diretor Vice-Presidente Geraldo Tiarajú Barbosa estiveram em nossa sede no dia 29 de outubro de 2016.

     O clima estava fantástico, uma tarde quente, ensolarada, própria para atividades escoteiras, quando nossos diretores chegaram. Para um momento tão aguardado, convidamos os grupos da Região Carbonífera para participarem desse encontro e o Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73RS, de São Jerônimo, acolheu nosso convite e compareceu em peso.

     Tarde de muitas alegrias, onde podemos apresentar esses dois grupos, com os jovens em atividade, ouvir a Direção Regional, confraternizar e conversar sobre os rumos do Escotismo em nossa região.

     Obrigado aos Diretores Cristine e Tiarajú, obrigado ao G.E. do Mar Carajás. Obrigado a Diretoria Local e grupo de pais do Chama Farroupilha que preparou a recepção e confraternização. A semente está plantada, agora esperamos a árvore crescer e frutificar.

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

 

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

Matilha ansiosa pelo momento histórico

Matilha ansiosa pelo momento histórico

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Momento de trabalho, Chefes Maurício, Daniel Franco (em pé), Krause, Cristine, Élvio, Tiarajú e Lucas Meister

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De frente, chefes Maurício, Krause e Lucas. De costas, chefes Tiarajú, Élvio e Cristine.

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Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos

Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos, oportunidade em que o chefe Morvan Oldenburg foi homenageado, resgatando uma distinção que havia se perdido no tempo.

Momento de confraterrnização

Momento de confraternização

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Parte dos chefes presentes no encontro

Tarde de Muitas Emoções e Lembranças

     No dia 1°. de outubro realizamos na cidade de Triunfo, RS, a Tarde de Lembranças. Convidamos os antigos escoteiros do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha a comparecerem na sede, levando suas memórias, histórias, fotos, documentos, distintivos, lenços, etc.

     O objetivo era promover um momento de reencontro entre os antigos membros do grupo e integração com os jovens atuais. Cada integrante de hoje foi convidado a oferecer um prato de lanche para compartilhar e montarmos um buffet, a tropa escoteira montou um canto de patrulha e realizou atividades típicas de acampamento no pátio da sede. No interior, montamos algumas ilhas de lembranças, com fotos físicas, fotos projetadas, antigas bandeirolas, livros de presença de reuniões e vídeos de acampamento, de maneira que as pessoas pudessem circular de uma para outra área. O grupo tem 30 anos de contínua atividade, portanto várias gerações já passaram por aqui.

     O resultado?

     Surpreendente. Literalmente todas as gerações do grupo estiveram presentes. Muitas pessoas, muitas histórias, uma alegria enorme de rever as pessoas. Antigos membros do grupo comparecendo com suas famílias, esposas e maridos, relembrando o caminho trilhado na construção desse grupo.

     Contamos com a presença dos fundadores do grupo como os chefes Saulo Radin e Achiles Goldani Neto e a sra. Dalva Ferreira. Os dois primeiros membros que conquistaram o distintivo Lis-de-Ouro, Adriel Oliveira e Vagner Machado. A primeira geração de jovens representados por Marques Pizetta e Ercílio Pizetta que realizaram o hasteamento, Douglas Matias e Alexsandro Castro. Meus escoteiros que viraram colegas de profissão, Dyego Lemos e Vinícius Felten. E tantos outros e outras não menos queridos, que ficou impossível nominar todos que estiveram presentes.

     Depois de 35 anos no Movimento Escoteiro, dos quais 29 passados no Chama Farroupilha, é gratificante e emocionante ver o caminho trilhado. Impossível não ficar orgulhoso vendo e ouvindo tantas pessoas com incontáveis boas lembranças do grupo e do escotismo e verbalizarem como o escotismo impactou positivamente em suas vidas. Realmente, fiquei muito sensibilizado, com dificuldade em traduzir tantos sentimentos bons.

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Abertura do evento

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Momento de oração realizado pelo chefe Morvan Oldenburg

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Da esquerda para a direita: Chefes Marcos Birck, Daniel de Souza Franco, Maurício Volkweis e Morvan Oldenburg

Foto oficial com os presentes as 15 horas

Foto oficial com os presentes as 15 horas

Tropa escoteira em atividade

Tropa escoteira em atividade

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Dr. Achiles Goldani Neto, fundador do Chama Farroupilha, e Tibério Kober

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Revendo videos e fotos antigas

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Lanche oferecido pelos membros atuais

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Videos do acampamento Veneza, realizado em 1993 e filmado originalmente em VHS

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Irmãos Ercílio e Marques Pizetta com suas famílias e Alexsandro Castro, integrantes da primeira geração de membros juvenis do grupo

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Da esquerda para a direita: Chefes Lucas Meister, Cintia Franco, Mateus Freitas, Letícia Motta e Daniel Franco de Souza

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Douglas Matias, Saulo Radin, fundador do grupo, e Alexsandro Castro

Douglas Matias, Saulo Radin (fundador do grupo), e Alexsandro Castro

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

A triste geração que tudo idealiza e nada realiza

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.

Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as BICICLETAS podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.

Nos dedicamos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.

Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.

Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.

Texto de Marina Melz

Acampamento da Chama Crioula

     Nos dias 10 e 11 de setembro de 2016, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 realizou em Triunfo um acampamento para guarda e ronda da chama crioula, simbolo da Semana Farroupilha, centelha que representa as tradições e orgulho do povo gaúcho. Este ano, a chama crioula foi gerada em Triunfo, na Ilha do Fanfa, palco de um dos combates da Revolução Farroupilha, que também foi escolhida há 28 anos atrás para emprestar seu nome para uma  patrulha sênior do Chama Farroupilha.

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     Contamos com a visita de uma patrulha de escoteiros do Grupo Escoteiro Charruas, de Porto Alegre e uma patrulha de seniores e guias do Grupo Escoteiro Jacuí, de Charqueadas, município vizinho também na região Carbonífera. A presença destes grupos abrilhantou a atividade e proporcionou excelente confraternização e a oportunidade de nossos jovens terem contato com escoteiros de outros lugares e grupos.

     O evento foi realizado no Parque Camboatá, mesmo local que há 30 anos foi realizada a primeira promessa do Chama Farroupilha. Este parque, que antigamente era palco de grandes eventos da comunidade Triunfense, como o Rodeio, o festival musical Escaramuça da Canção Gaudéria, Feira de Artesanato, Triunfo em Festa, etc, também já sediou um evento regional do ramo lobinho, o II AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do Rio Grande do Sul), oferece uma excelente estrutura de acampamento remanescente daquela época.

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     Foi uma atividade maravilhosa, onde as condições climáticas estavam perfeitas, tudo concorrendo para o sucesso do evento.

     Ao final, o Clã Pioneiro Chama Farroupilha foi homenageado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (M.T.G.), órgão oficial que controla e orienta a prática e o culto as tradições riograndenses, com o pin dos 50 anos desta entidade pelos serviços prestados durante a recepção das delegações de diferentes municípios a Triunfo, em agosto, com visita guiada aos prédio históricos da cidade.

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Clã Chama Farroupilha no momento do agradecimento recebido do M.T.G. (Movimento Tradicionalista Gaúcho)

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Pin dos 50 anos do MTG, entregue a cada um dos membros do Clã Pioneiro Chama Farroupilha.

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Distintivo da atividade

 

Distrito Escoteiro, uma reflexão histórica

     Há 36 anos sou escoteiro em uma mesma área geográfica do Estado do Rio Grande do Sul, precisamente a Região Carbonífera e posso dizer com tranquilidade que sempre carecemos de um Distrito Escoteiro que nos contemplasse.
     O modelo que agrega os municípios da Região Carbonífera com outros mais distantes nunca funcionou para os grupos às margens dos rios Jacuí e Taquarí. Tivemos vários, em diferentes composições ao longo de tantos anos, como 3º. e como 27º. distritos, com Comissários, Diretores, Coordenadores (essa mudança de nomenclatura nunca refletiu nenhuma melhora na qualidade, pura semântica), enfim, de diferentes localidades; lembro de 8 deles, alguns com mais de um mandato. Houve até quem atrapalhasse os grupos criando burocracias, engavetando papéis e exigindo algumas viagens em uma época antes do Sigue.
     Na década de 1970 o argumento ouvido dos próprios “Comissários Distritais” era que só havia o GE Carajás, insuficiente para um distrito, na década de 1980 e 1990 era que o GE Jacuí, GE Carajás e GE Chama Farroupilha também eram insuficientes para um distrito. Na última década se soma o GE Cerro da Raposa. São quatro grupos relativamente próximos, em um raio de 19 km, apesar de uma barca no meio do caminho. Segundo o site regional (http://www.escoteirosrs.org.br/pt-br/distritos-escoteiros), atualmente o 10°. e o 17°. Distritos tem apenas um grupo escoteiro cada!
      Isso não é uma crítica aos coordenadores distritais que ultimamente tem sido pessoas dedicadas, disponíveis e trabalhadoras pelo escotismo, mas a composição desta estrutura que nessa região em particular não vislumbra os grupos escoteiros interessados.
     Quando alguém diz que agora fazemos parte do distrito A ou B e que o “Coordenador” é Beltrano, Fulano ou Siclano, entra por um ouvido e sai por outro porque sabemos que nada muda. Isso está errado.
     Os grupos escoteiros interessados nunca foram consultados, essas decisões são tomadas de forma arbitrária por pessoas que não praticam o escotismo nessa área e desconhecem sua realidade. Isso fica evidente porque sempre municípios de outras microrregiões do Estado são agregados, mesmo que em direção geográfica oposta e sem afinidades, por razões que gostaríamos de entender ou ao menos conhecer.
    A sensação aqui na Região Carbonífera sempre foi de isolamento, de fazer carreira solo. Isso reflete aquela velha conversa de distanciamento dos níveis local, regional e nacional, apoio ou não aos grupos, etc, etc, etc que todos bem sabemos. Resulta que os grupos das cidades vizinhas também se distanciam. Cada um vive sua vida de forma independente.
     Quanto aos jovens que passaram pelo Movimento Escoteiro nesse período de tempo, bem, esses não sabem que essa estrutura existe, não viveram a experiência e perderam a oportunidade de mais atividades com grupos próximos e de criar vínculos em cidades vizinhas, ampliando o conceito de paz e entendimento enunciado por B-P quando idealizou os jamborees. Mas outras competências foram adquiridas.
     Abaixo está nosso distrito atual limitado em amarelo, que já foi ainda maior, pois os grupos de Montenegro e de Lajeado deixaram o 3°. distrito e foram incluídos em outros.
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     Um dia, quem sabe no futuro, teremos um distrito construído de forma democrática, onde os grupos escoteiros sejam ouvidos, onde seus jovens e adultos possam participar na formação do distrito que queiram. Enquanto isso, seguimos contando com grupos amigos de diferentes localidades para atividades conjuntas.

O Dabil e o Lucas

     Esta é uma história do Chama Farroupilha e parte dela esta publicada no livro que escrevemos, Chama Farroupilha 25 anos de história, é, portanto, a continuação.  O segundo capítulo.

     Em 1996 a tropa de escoteiros estava em plena atividade, com as quatro patrulhas funcionando com uma média de 5 escoteiros em cada uma. Participavam nesta época dois jovens escoteiros, Daniel de Souza Franco, vulgo Dabil, e Lucas Meister. Ambos foram membros da patrulha Búfalo e depois o Lucas passou para a patrulha Lobo. A troca de patrulha aconteceu por uma atitude nada escoteira, quando os dois em uma reunião de patrulha, decidiram medir forças a socos. A briga só serviu para no futuro se tornarem inseparáveis.

     Participavam como os demais jovens, em uma época onde a disputa entre as patrulhas era muito competitiva. É preciso registrar que foram muito bons escoteiros, dedicados. Embora a tropa de escoteiros estivesse bem, este foi um daqueles períodos que a tropa sênior estava com dificuldades de chefia e não estava funcionando regularmente. Então, acabaram se afastando do grupo escoteiro ao completarem 15 anos de idade. Em 25 e 26 de novembro de 2000, o Lucas ainda ajudou como assistente da tropa de escoteiros em um acampamento na Agropecuária Cidró em São Jerônimo, onde lhe demos algumas aulas de direção no Jeep Willys, dirigindo campo a fora. Este acampamento era o 2º. ASES, Acampamento de Seniores e Escoteiros no Sítio mas o Lucas era o único sênior presente, que trabalhou como assistente de tropa.

     Na prática ambos estavam afastados do grupo, até que em março de 2003 o Lucas se apresentou na sede e começou a participar novamente de forma efetiva e regular, agora como chefe. Em 2006 foi a vez de o Dabil reaparecer e eles acabaram formando uma verdadeira dupla. Ele havia decidido voltar para o grupo em 2005, motivado especialmente por ver a sua irmã, Cintia Franco, participando muito motivada. Mas surgiu uma oportunidade de estudos em São Leopoldo, com aulas justamente aos sábados e o projeto ficou para o ano seguinte. Como todos que voltavam por apenas algumas semanas, houve olhares de desconfiança que foram sepultados pela determinação.

     Iniciaram como assistentes na tropa de escoteiros, até ganharem embocadura para tocarem sozinhos. Então, o Lucas assume a chefia da tropa sênior e o Dabil passa a atuar nas duas tropas. Passamos a ter uma chefia bem mais consistente e com dois antigos escoteiros do grupo, prata da casa, só motivos para alegria. Isto foi fundamental para o crescimento e expansão do grupo porque o funcionamento regular da tropa sênior fez com que os jovens permanecessem no grupo. Na sequência, o Dabil assume cada vez mais a tropa escoteira, tornando-se o chefe de seção. Tínhamos duas tropas, uma masculina e outra feminina e a chefe da tropa de escoteiras era a Arari Alff. Por motivos pessoais ela afastou-se do grupo e as tropas foram unificadas, passamos a ter uma tropa mista, sob a chefia do Dabil.

     Contávamos novamente com uma dupla de chefes que repetia a história dos chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas iniciada nos primeiros anos da década de 1990, onde as semelhanças são duas pessoas com muitas afinidades porque foram membros juvenis do escotismo juntos, mesma idade, parceiros também fora do escotismo. Um vínculo muito forte de um com o outro, que se transfere para o grupo escoteiro. Você sempre se sente fortalecido e mais motivado se há um amigo junto, isto o torna mais empreendedor para novas atividades e ações no grupo, a soma destas energias sempre é muito positiva.

     Os dois jovens chefes também participaram do Jamboree Mundial da Inglaterra, em 2007, alusivo ao Centenário do Escotismo. Havia agora a vantagem que a dupla antiga (Maurício e Mateus) permanecia no grupo, pois neste momento não contávamos mais com a primeira dupla de todas a servir de pilar para o Chama, que foram o Saulo Radin e o Achiles Goldani, fundadores do grupo, e que estavam afastados de suas tropas.

     Com a chefia bem constituída e a permanência dos jovens até os 18 anos no grupo com atividades regulares e progressivas, finalmente sentimos a confiança necessária para abrirmos o Clã Pioneiro, em 2008, quando cinco jovens da tropa sênior completariam 18 anos, todos no mesmo semestre.

     Estes dois chefes deram um fôlego novo e arejaram bastante o grupo, pelas suas capacidades, envolvimento, ideias e entusiasmo. Mas também em 2008, o Lucas se muda, indo morar em Caibaté e afastando-se do Chama Farroupilha. Em 2009 ainda realiza seu registro no grupo, quando então nos surpreende com uma novidade maravilhosa. Estava fundando um novo grupo escoteiro lá, mas isto foi assunto para outro capítulo no livro.

     Então, em 2016, após 8 anos, o Lucas Meister volta a morar em Triunfo, depois de residir em diversos lugares do Brasil. Naquele intervalo, o Dabil também se mudou de Triunfo mas não se afastou do grupo, e após algum tempo também acabou voltando a morar aqui.

     Naturalmente, a dupla se formou novamente, em agosto de 2016! Estão juntos na chefia da tropa escoteira e todos sentimos uma alegria imensa e temos absoluta certeza de que os jovens desfrutarão muito das atividades planejadas e realizadas pela dupla novamente em ação.

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Curso Técnico de Vivência do Ramo Pioneiro

     Nos dias 20 e 21 de agosto de 2016 ocorreu o curso de vivência do ramo pioneiro, no campo-escola João Ribeiro dos Santos, próximo a Porto Alegre.

     Envolvendo mais de 20 pessoas entre alunos do curso e formadores, o desenvolvimento proporcionou uma série de experiências que fazem parte da vida de um clã formado pelos alunos do curso, que vivia o momento de transição entre um ciclo de programa para outro.

     Dentre os diversas temas trabalhados, houve debates sobre diferentes tópicos como diversidade, espiritualidade, jogos, carta pioneira, participação de projetos em andamento, papel do mestre, etc. A interação e troca de experiências com outros mestres também é um dos pontos altos do encontro.

     Neste formato, permite atualização e reciclagem rápida sem a necessidade de passar pelo esquema formal. Não substitui nenhum dos outros cursos regulares, mas é um interessante complemento ou opção porque possibilita que chefes novos e antigos participem juntos, troquem experiências e compartilhem vivências.

     Parabéns a equipe, em particular ao Mestre Marlon Benites, diretor do curso.

Lenços dos grupos participantes do evento

Lenços dos grupos participantes do evento

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Prática de jogos

Prática de jogos

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Jantar de sábado à noite

Jantar de sábado à noite

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Me sinto velho e fraco

“O que fazer não sei, me sinto velho e fraco, à Gilwell vou voltar e um curso assim que possa vou tomar”

Canção de Gilwell, adaptada

 

     Então, esse é o sentimento. O escotismo desperta uma ânsia de participar, de contribuir, de ver os jovens crescerem, de ser o mediador das descobertas, aquele que permite muitas experiências novas.

     A motivação do educador é fundamental, o apito na boca às vezes fica pesado, cansa. Passamos por diversos ciclos, aqueles em que estamos mais envolvidos, motivados, entusiasmados, aqueles onde ficamos indiferentes, com pouca paciência, quando pouca coisa nos emociona e pequenas frustrações assumem importância e você sabe que poderia estar fazendo mais pelo escotismo. Naturalmente esses ciclos parecem se suceder um após o outro, indefinidamente. Pelo menos tem sido assim nestes 35 anos de Movimento, a paixão vira amor, depois convivência e de repente tudo se inflama e volta a paixão.

     Mas podemos quebrá-los. Abreviar o ciclo ruim e tornar o apito leve novamente. Um fato é necessário. Algo tipo novos jovens na tropa, um Jamboree, uma nova função, etc. Dessa vez, voltaremos ao Campo Escola João Ribeiro dos Santos, para assistir mais um curso, fazer novas amizades, conversar com outros chefes, na expectativa de se sentir menos “velho e fraco”, achando que ainda é possível ajudar a educar as crianças. Será um curso técnico de vivências do ramo pioneiro. A expectativa é enorme.

Referência da imagem: http://escoteirosdohc.blogspot.com.br/2011/02/abertas-inscricoes-para-o-curso-basico.html

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Educar as crianças

     Com a proximidade do Dia dos Pais, a escola onde minhas filhas estudam realiza as atividades de convivência e confraternização alusivas a data. Nas séries da Educação Infantil aprendemos uma lição importante com o diretor da escola.

     No início do século 20, o Rio Grande do Sul vivia dias belicosos, com a recém-encerrada Revolução Federalista, que teve como marca principal a crueldade, porque os inimigos eram sumariamente degolados pelos adversários. Foi um banho de sangue no estado inteiro.

     Era preciso educar a nova geração, educar as crianças, com uma nova perspectiva, mais fraternal, celebrando a vida, ensinando a compartilhar e a ter amor, depois de tantas atrocidades.

     Um dos caminhos foi o chamamento de religiosos ligados a educação, onde os irmãos Maristas foram convidados. Designados para ajudar nessa tarefa, os Irmãos Weibert, Marie Berthaire e Jean Dominici embarcaram na França no dia 19 de junho. No dia 20 de julho de 1900 chegaram no porto da cidade de Rio Grande (RS) e foram roubados (sim, já naquele tempo!). Ficaram sem dinheiro para seguir viagem, perderam seus pertences e foram amparados pela comunidade religiosa da cidade. Então, conseguiram continuar a viagem e em 23 de julho de 1900, chegaram em Porto Alegre, sendo dessa vez amparados pelos padres Jesuítas.

     Finalmente, dirigiram-se para a então pequena localidade de Bom Princípio (RS), depois de desembarcarem em São Sebastião do Caí. Escreveram cartas para suas famílias contando toda essa viagem que só puderam ser enviadas muitos dias depois, quando o padre de Bom Princípio perguntou o que eram aqueles envelopes há dias em cima da mesa. Quando explicaram que não tinham dinheiro para selos, o padre fez a postagem das cartas.

    Até que em 16 de agosto de 1900 abriram a primeira escola Marista em Bom Princípio. Por que insistir após tantas dificuldades? Um lugar tão longe? Tão difícil acesso, após ser roubado, enganado?

     A resposta foi a mais singela possível: “Porque é preciso educar as crianças…”

     Então, percebi a resposta, depois de tantos anos, porque dedicamos nossos finais de semana ao Escotismo. Porque é preciso educar as crianças. Sem dúvida é isso que nos motiva a sermos chefes escoteiros, a estarmos na frente da tropa, embora nem sempre tenhamos formulado essa resposta. Desde agora, quando me perguntarem por que sou escoteiro, a resposta será:

“Porque é preciso educar as crianças”.

Fontes:

Moresco, Onorino,  Diretor da Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário, comunicação oral, em 04/08/2016.

Rodrigues, N.B., Colégio Marista Rosário, Lições para a vida inteira, 2004, 489 p.

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Visita ao grupo escoteiro italiano Pisa 5

Aproveitando viagem de estudos e trabalho a Universidade de Pisa, realizamos contatos com grupos escoteiros locais e pudemos visitar o Grupo Escoteiro Pisa 5, ligado a Associazione Guide e Scouts Cattolici Italiani (AGESCI).

Participamos de parte da reunião, que acontece nas quartas-feiras, das 18 hrs as 20 hrs, exceto para os lobinhos que se reúnem nos sábados.

Fomos muito bem recebidos por todos os chefes, pudemos conversar bastante e observar os jovens em atividades, que aliás, desenvolviam algo muito escoteiro: treinavam montagem de pionerias e tinham instrução sobre uso de ferramentas.

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Ao fundo, muitas bicicletas, o meio de transporte preferido para ir à reunião.

 

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Um reconhecimento especial a chefe Laura (a segunda da esquerda para a direita) que possibilitou a visita.

O Grupo Pisa 5 possui uma boa sede, com amplo pátio, na região central de Pisa, com fácil acesso.

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Assim como no Chama Farroupilha 183RS, também há uma patrulha Águia

Assim como no Chama Farroupilha 183RS, também há uma patrulha Águia

A experiência foi muito interessante e proveitosa. Como lembrança, deixamos alguns distintivos brasileiros para serem distribuídos aos jovens e recebemos alguns outros de presente da chefia do grupo.  Novas amizades formadas em um daqueles momentos mágicos que só o escotismo oferece.

 

Obrigado, ENRI e DEN

Foi um período muito gratificante esse em que colaboramos com a Equipe Nacional de Relações Internacionais.

Uma equipe maravilhosa, que muito trabalhou nesse período. Em nome do Comissário Internacional, Felipe de Paulo, agradeço a todos os colegas de equipe, especialmente pelas muitas lições aprendidas e o constante processo de aperfeiçoamento.

A Direção Nacional e a toda a Equipe do Escritório Nacional, agradeço  especialmente ao nosso Diretor Presidente Marco Romeu Fernandes.

Voltei de viagem e encontrei essa grata surpresa! Diploma de Mérito Nacional.

Muito obrigado à todos.

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Escoteiros pela Igualdade – Scouts for Equality

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Falando sobre inclusão, conheça o movimento “Escoteiros pela Igualdade” e pratique atitudes positivas no seu cotidiano.

Após o contato inicial via site (endereço abaixo), distintivos são enviados obsequiosamente aos que quiserem e cabe a cada indivíduo difundir a iniciativa e praticá-la.

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Aniversário dos 30 anos

Fundado em 1 de maio de 1986, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS completa em 2016, 30 anos de fundação e de contínua atividade.

Para comemorar a data, o grupo realizou uma cerimônia e um almoço no centro da cidade de Triunfo, na praça Bento Gonçalves e no Salão Paroquial da Igreja Matriz, no dia 23 de abril, dia do Escoteiro.

Na oportunidade, lobinhos receberam especialidades, dois jovens realizaram a Promessa Escoteira e escotistas e dirigentes foram homenageados e condecorados.

O evento contou com a presença do Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73 RS, da cidade vizinha de São Jerônimo, além de diversas pessoas da comunidade, muitas envolvidas na fundação do grupo.

Nos 30 anos do Grupo foram homenageados os chefes Mateus Freitas, José Carlos Krause Lopes, Berenice Teixeira Lopes, Daniel de Souza Franco e Rafael Conzatti Umann; também homenageadas as dirigentes Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

Para registro, o Quadro de Honra de adultos do Chama Farroupilha tem a seguinte composição ao longo destes 30 anos:

Mateus Schenk Freitas

Gratidão Ouro

Gratidão Bronze

Bons Serviços 20 anos

Bons Serviços Prata

Daniel de Souza Franco

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Bons Serviços 5 anos

Berenice Teixeira Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

José Carlos Krause Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Saulo Ernani Radin

Gratidão Ouro

Maurício Roth Volkweis

Gratidão Bronze

Bons Serviços Ouro

Zorika Tavares Schubert

Gratidão Bronze

Daniela Gravina Delavi

Gratidão Bronze

Rafael Conzatti Umann

Elvis Sarmento

Bons Serviços 15 anos

Bons Serviços 10 anos

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Condecorações entregues aos chefes e dirigentes Daniel de Souza Franco, Berenice Teixeira Lopes, José Carlos Krause Lopes, Mateus Schenk Freitas, Rafael Conzatti Umann, Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

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Sra. Ângela Kober, que gentilmente atuou como mestre de cerimônias no evento. Os agradecimentos do Chama Farroupilha por abrilhantar a cerimônia.

 

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Então, 30 anos!!

Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”  
Fernando Pessoa
 
     Eu era escoteiro na cidade vizinha, todos os sábados depois do almoço pegava a lancha para o outro lado da margem já há quatro anos para participar no grupo que meu avô havia fundado há quase vinte anos. Atravessava o rio Jacuí, participava da reunião, as vezes ficava na casa da vó, as vezes voltava para casa, no verão ia para o Clube do Comércio tomar banho de piscina junto com os outros escoteiros, depois da reunião. Desde os 8 anos de idade fazia isso, tempo em que uma criança daquele tamanho podia fazer isso sozinha, sem perigo algum.
     Foi quando fundaram um grupo em Triunfo, me convidaram para ser escoteiro lá, não precisaria mais cruzar o rio, todos eram meus amigos, gurizada da escola, da rua, da cidade. Mas como trair meu avô? Nem pensar.
     Então, em março de 1987 os adultos não se entenderam mais em São Jerônimo, meu avô deixou o escotismo após 40 anos, eu fiquei quase seis meses no limbo, vivendo o luto. Mas ele me deixou bem livre para seguir o caminho que quisesse, inclusive permanecer no grupo que ele saíra. Desisti de atravessar o rio, no segundo semestre de 1987 entrei para o Chama Farroupilha, que havia sido fundado em maio de 1986, já contava um ano e pouco.
     Olho para trás agora e nem sei dizer o quanto esse grupo me envolveu, me absorveu, ocupou meus compromissos, minha vida pessoal e familiar, quanto tempo, viagens, dedicação e dinheiro investidos. Aliás, até sei, porque há cinco anos escrevemos o livro com essas histórias, quando o grupo completou 25 anos de fundação. 
 
   Meus pais me alertavam:
” – Tu vai ficar fanático por escotismo como o teu avô!” Fato que não ocorreu, porque fiquei muito mais fanático e envolvido do que ele, passei batido.
   Depois de tanto tempo e dedicação, tantos jovens que passaram e estão no grupo, olhando a situação atual, o coração é pura emoção ao se aproximar o aniversário de 30 anos do Chama Farroupilha 183 RS. Vivemos dias muito felizes, dias muito tristes como quando alguém nos deixa para sempre, tudo parte da grande aventura de viver, de se relacionar com as pessoas, de ter amigos, de ser parte de uma comunidade. A grande alegria é ver que a família escoteira em Triunfo só cresce, cada vez mais pessoas, cada vez mais laços de fraternidade.
     Olhando para a frente agora, ainda tem muita estrada para caminhar, ela não terá fim. Que Deus nos abençoe e possamos estar cada vez mais dedicados para os jovens.
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2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016

Por NOVE anos consecutivos o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, localizado na cidade de Triunfo, RS, conquista o Troféu Grupo Padrão dos Escoteiros do Brasil, sempre no nível Ouro.

O ano de 2015 foi realmente muito rico, inciando com o Jamboree Nacional em Natal, acampamento de grupo com demonstração de radioescotismo pelo chefe Christian Horbe, do GE Tapejara; visita ao GE Jacuí, Muteco, Mutcom, Elo Nacional com o GE Carajás, de São Jerônimo; Joti, participação no III AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do RS); e pela primeira vez um sênior do grupo conquistou o Distintivo de Escoteiro da Pátria (Henrique Tavares Schubert), solenidade prestigiada por nosso Coordenador Distrital, Sérgio Senna; entre tantas outras atividades diferentes e inovadoras que foram realizadas e que permitiram vencer um certo isolamento geográfico que enfrentamos.

No Rio Grande do Sul, somente o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS, da cidade vizinha de Charqueadas, possui mais títulos, pois concorre desde o início do prêmio. O Jacuí é o grupo-padrinho do Chama Farroupilha, com prazer seguimos os passos do dindo.

Em maio deste ano o grupo completará 30 anos de fundação. Uma história rica, com muitos motivos para comemorar e uma parceria constante com a comunidade da cidade de Triunfo, sempre participativa e acolhedora dos anseios e sonhos de nossos jovens e dos ideais de sua chefia e dirigentes.

A quem quiser nos conhecer, está convidado a partir de algum sábado de março, a nos visitar em nossa sede, em Triunfo, na Rua Vereador Adão Tavares da Silva 213, no centro da cidade.

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Radioacamps

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Chefe Krause e o sênior Henrique, o primeiro Escoteiros da Pátria do Chama Farrouilha

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Alcateia no AGAARS 2015

2015 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 16,000 times in 2015. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Escoteiro da Pátria, enfim o Henrique chegou lá

O distintivo “Escoteiro da Pátria” é considerado a mais alta distinção que um jovem pode conquistar no escotismo brasileiro. Instituido em 1921 pela extinta Associação dos Escoteiros Católicos, em outubro daquele mesmo ano já houve a primeira entrega. Posteriormente, a concessão passou a ser feita pela União dos Escoteiros do Brasil, entidade que uniu todas as associações escoteiras que existiam no Brasil, a partir de 1924 (1).

Após a criação do ramo Sênior (jovens de 15 a 17 anos), o título era concedido tanto para escoteiros, com o fundo verde, como para sêniores, com o fundo marrom. Em 1954, passou a ser concedido exclusivamente para o ramo Sênior, em fundo verde (1).

Fundado em 1 de maio de 1986, o grupo escoteiro Chama Farroupilha 183 registra pela primeira vez em sua história de quase trinta anos, a conquista deste distintivo por um de seus jovens. É o único distintivo especial que nunca havia sido conquistado por alguém deste grupo escoteiro.

No sábado, dia 24 de outubro de 2015, o jovem Henrique Tavares Schubert foi agraciado com a distinção, após uma longa caminhada no grupo escoteiro, iniciada em 2005, quando entrou para o grupo. Concedido pela Direção Nacional dos Escoteiros do Brasil, após detalhada análise de todos os requisitos necessários, indicação pelos próprios jovens da tropa, através de uma reunião chamada de Corte de Honra, pelo chefe do ramo Sênior no grupo, José Carlos Krause Lopes e pela Diretoria, Henrique recebeu das mãos do chefe Krause e do Diretor Distrital de Escotismo presente ao evento, Sérgio Senna, a merecida honraria.

Chefia se preparando

Chefia se preparando

Hasteamento

Hasteamento

Mesa composta

Mesa composta

 

Recebendo o diistintivo do Chefe Krause

Recebendo o distintivo do Chefe Krause

Certificado entregue pelo Diretor Distrital, chefe Sérgio Senna

Certificado entregue pelo Diretor Distrital, chefe Sérgio Senna

Para marcar o fato, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha lançou um lenço escoteiro especial, com bordado e fios de arremates dourados. Esse “Lenço Dourado” será oferecido apenas aos jovens que conquistarem os mais altos distintivos especiais no seu ramo, a saber: Cruzeiro do Sul (lobinhos), Lís de Ouro (escoteiros), Escoteiro da Pátria (sêniores e guias) e Insignia de B-P (pioneiros); e para aqueles adultos que receberem a Insignia da Madeira ou forem condecorados pelos Escoteiros do Brasil. São lenços numerados, acompanhados de certificado e que não estão à venda. Ao Henrique, coube o número 1.

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Acompanhando o lenço, o certificado que atesta a propriedade e autenticidade, entregue pelo chefe Mateus Freitas, Diretor de Escotismo do grupo.

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Parabéns ao Henrique e a sua família pelo feito inédito no Grupo Escoteiro Chama Farroupilha.

Henrique com seus pais, Zorika e Neni (Luis Henrique)

Henrique com seus pais, Zorika e Neni (Luis Henrique)

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Fonte:
1 – A União, Boulanger, A., 2014.

XICO LEBEFÊ – UM GUERREIRO LUTANDO

Já fazem 46 dias que nosso irmão escoteiro, Francisco José Vergara Ferreira, está internado na UTI do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.

Muito conhecido no Movimento, incorporou como sobrenome o grupo escoteiro em que participa, o G.E. Léo Borges Fortes, conhecido como Lebefê.

Mas o Xico não desapega e segue lutando para continuar entre nós com invejável bravura. Houve momentos muito complicados, realmente tristes, onde o quadro se agravava, mas, nos últimos dias, o Xico vem apresentando pequenas e sucessivas melhoras, enchendo todos de esperança.

Toda a boa energia que pudermos direcionar a ele só pode ajudar e contribuir para que continue melhorando e fortalecer seu coração. Afinal, Xico, estamos te esperando de volta, teu lugar é aqui!

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Kit Manhattan

Como colecionador ficamos pasmos ao contemplar este material que agora está sob nossos cuidados e gostaríamos de compartilhar e obter mais informações daqueles que quiserem colaborar.

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Trata-se de uma caixa de sapatos “Manhattan”, nova, que continha em seu interior aproximadamente 50 peças de material escoteiro antigo, a grande maioria distintivos.

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Muitas dessas peças ainda necessitam classificação e qualquer ajuda com informações precisas e confirmadas é bem-vinda. Passamos a descrevê-los a seguir:

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Um cinto escoteiro, com uma fivela muito pouco comum.

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Um conjunto de anéis de lenço (anel de Gilwell e anel de Lobinho) e topes de boina (um da modalidade do Ar), dá a impressão que este material pertencia a pai e filho, chefe e membro juvenil, dada a natureza das peças encontradas, mas é apenas uma suposição.

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A peça central é um “penacho” feito de madeira, pintado, de aspecto artesanal e com uma joaninha fixada no verso:

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Há a bandeirola da patrulha:

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Também três lenços escoteiros, um da Guanabara e outros dois do Externato Marista São José, que neste período existia na Tijuca, assim como dois distintivos desta escola. Supomos que um deveria completar um dos lenços, que está sem mas apresenta uma marca:

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Um distintivo comemorativo de aniversário de grupo escoteiro, também chamado São José:

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Então, começam a aparecer os distintivos de atividades realizadas no Rio de Janeiro:

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Contribuição: Maurício Moutinho

 

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Este a seguir, não sabemos com certeza o estado:

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Então, o Primeiro Camporee Sul, de 1972, em Santa Catarina, com distintivo e plaqueta.

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Logo após, os brasões estaduais:

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Com a colaboração do Chefe Maurício Moutinho, o numeral 40 que aparece preso ao distintivo abaixo, no Rio de Janeiro, no período destes distintivos, era possivelmente ocupado pelo Grupo Escoteiro Pio XII, da cidade de Areal, fundado em março de 1968 e extinto antes de 1974. Atualmente, o numeral 40 é ocupado pelo Grupo Escoteiro Anchieta, onde participa o chefe Clauber Canastra.

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Iniciam os distintivos internacionais:

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Seguem os distintivos internacionais, com o VIII Campamento Nacional do Paraguay:

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Campamento Internacional de Patrulhas na Argentina, realizado em 1961:

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E, ENTÃO, A MAIOR DAS MOSCAS BRANCAS:

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Nacional, para uso internacional:

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Distintivos de Promessa:

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Especialidades de escoteiro:

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Especialidades de Sênior

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1º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO ESCOTEIRA

 

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  Esse é uma adaptação de um relatório de participação no evento, apresentado a Região do Rio Grande do Sul, onde se relata a cronologia dos eventos e aqueles tópicos julgados relevantes.

  • Período: 5 a 7 de setembro de 2015
  • Local: O evento ocorreu no campus da Universidade de São Paulo, campi Leste.
  • Tema: Escotismo – Educação para a vida
  • Desenvolvimento:

Será apresentada a sequência dos eventos assistidos com o destaque para aqueles pontos do conteúdo que julgamos importantes, sem que necessariamente concordemos ou discordemos deles, representam o ponto de vista apresentado pelos autores para reflexão.

DIA 5

08 h – Recepção, confirmações das inscrições entrega de material

09 h 15 min – Abertura do Congresso (Coordenação do Congresso, Diretores Escoteiros do Brasil, Direção USP e outros convidados), presentes João Armando, Presidente do Comitê Mundial do Movimento Escoteiro; Fernando Brodeschi, membro do Comitê Escoteiro Mundial; Oscar Vitor Palmquist, vice-presidente da União dos Escoteiros do Brasil, Marcos Carvalho, Diretor de Método Educativo da União dos Escoteiros do Brasil e presidente do evento; Vanessa Cristina Randig, vice-presidente do evento; Rosely Imbernon, coordenadora da Comissão Científica; Lívio Jorge, presidente da Região Escoteira de São Paulo e demais autoridades.

Consistiu em sessão protocolar de instalação do evento, com discursos, vídeos institucionais, discursos e entrega de condecorações e agradecimentos.

10 h15 min – Intervalo e café

Momento de confraternização e conversas informais

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10 h 45 min – Conferência de Abertura – O Escotismo como ambiente de aprendizagem – Dr. João Armando Gonçalves – Presidente do Comitê Escoteiro Mundial.

Resumidamente, iniciou mostrando biografias de ex-membros de seu grupo escoteiro de origem e como o escotismo repercutiu na vida dessas pessoas. Então, relacionou com os princípios do movimento.

Afirmou que “o escotismo é um tempo de passagem onde as pessoas podem sair melhor do que entraram e alguns ficam para ajudar outros nessa trajetória”.

Compreensão dos adultos sobre o método que aplicam, seus aspectos intuitivos, simples, treinamento para cidadania, proposta educativa, relação de objetivos educativos com atividades escoteiras; gestão de objetivos, atividades e progressão pessoal.

Discorreu sobre o ambiente de aprendizagem oferecido pelo escotismo, a importância de relacionar os fundamentos com a realidade local que condicionem sua aplicação.

Papel do adulto como um animador do processo e não como a peça mais importante ou de destaque, permitindo que os jovens criem seus ambientes, e a importância do adulto perceber que não é o centro da atividade.

Entre tantos outros tópicos, destacam-se os acima. Houve sessão de perguntas muito proveitosa onde o principal conceito solidificado foi de que:

“A instituição não pode desviar o chefe (animador) do principal (atenção ao jovem)”.

 

12 h 15 min – Almoço – Incluído no evento, com todos os participantes juntos.

 

13 h 45 min – Palestra: O Movimento Escoteiro no Contexto da Educação não formal – Hector Carrer

Discussão do modelo de escolas atual e esgotamento deste modelo e a incapacidade de dar resposta a todas as demandas sociais, questionamento sobre a escola tradicional e o conceito de educação não-formal. A diluição dos limites entre educação formal, não-formal e informal.

As relações de complementaridade entre as formas de aprendizado, relações de suplência e de substituição.

A instalação da educação na agenda dos governo e da sociedade em geral, a preocupação com temas de equidade e qualidade.

A formulação de uma assertiva sobre o escotismo que pode soar impactante para alguns adultos no movimento escoteiro, quando disse: “Nossa maior tradição é a inovação”.

Discussão sobre números absolutos apresentados e falta de relação com efeito prático, tal como: “Formamos 1500 escotistas”. “E daí? Qual foi o resultado disso para o movimento? Qual o impacto os grupos?”

Reflexão sobre a complexidade dos guias elaborados, e como as formas de comunicação podem ser ampliadas.

 

15 h 15 min – Café com pôster

Momento onde os autores de trabalhos apresentados na forma de pôster permaneciam junto aos seus trabalhos para discussão com os interessados

 

16 h – Oficinas de Instrumentalização para os Adultos

Nesse ponto, cada participante poderia assistir a somente uma das oficinas oferecidas, participamos de “Mediação da educação presencial e a distância”, que discutiu o aspecto do mestre como um mediador no processo de construção do conhecimento. Ministrada por Adriano Bezerra Chaves.

18 h – Encerramento das atividades do dia

DIA 6

08 h 30 min – Palestra: Interdisciplinaridade e Complexidade: Uma possibilidade de desfragmentar a realidade – Dra. Maria Elena Infante-Malachias, que foi substituída por outros motivos pela Dra. Fabiana Pioker-Hara

Abordada a definição de interdisciplinaridade e seus três níveis, as diferentes formas de conhecimento, a evolução do conhecimento humano.

Diferenciação da multidisciplinaridade, transdiciplinaridade e interdisciplinaridade.

A evolução do conceito de “aluno”, que era o ser “sem luz”, dentro do antigo modelo de ensino e as influências até hoje presentes da “Ratio Studiorum”.

10 h – Intervalo e café

10 h 45 min – Conferência – Propósito do Escotismo e seu papel junto à educação formal – Dr. Eduard Vallory

Discute a importância do documento da UNESCO, “Rethinking Education”, 2015, demonstrando o esgotamento da escola padronizada, industrial, concebida no século XIX e a relevância de criar método, conteúdo e espaços de aprendizagem, desnudando a necessidade de um momento de profunda revolução na educação mundial, face as mudanças que já ocorreram no mundo e sociedade.

Reformular o propósito da educação, enfocando o aprender a aprender em um entorno de crescimento tecnológico exponencial, com gestão de informação massiva.

Qual será a oferta tecnológica disponível em 15 anos e qual a relevância do tempo perdido na escola?

Discutiu a importância de reconhecer no escotismo aquilo que são ferramentas, tais como um uniforme, distintivos, técnicas de campo, etc. e diferenciá-los do que é o fim, ações educativas, que ativem a aprendizagem. A importância de não se apegar a tradições para justificar os meios, uma fez que o que deveria importar é o fim educativo.

Enfatizou a importância do protagonismo dos jovens com os adultos atuando a distância e o aspecto da formação do escotista que adota métodos de educação formal e podem leva-lo a repetir esses enfoques na tropa.

“Escotismo não tenta estabelecer uma visão particular de como a sociedade deveria ser, mas forma cidadãos com valores inclusivos.”

12 h 15 min – Almoço

13h 45 min – Seminários sobre aplicação do Método Escoteiro

Nesse ponto, cada participante do congresso poderia assistir a somente um dos seminários, de acordo com seu interesse, porque eram simultâneos.

  • O processo de socialização de crianças apoiado por um Fundo de Cena – Sônia Maria Gonçalves Jorge;
  • As atividades escoteiras e a formação da identidade – Fabio Conde.
  • A Contribuição do Método Escoteiro no desenvolvimento da autonomia – Vanessa Cristina Melo Randig e Luiz Cesar de Simas Horn; Esse foi o que assistimos, com ênfase no conceito de autonomia e seu desenvolvimento psicológico e pedagógico nos diferentes momentos da vida do jovem, sua evolução constante, suas relações com a prática escoteira e as diversas interpelações necessárias.

15 h 15 min – Café com pôster

16 h – Apresentação oral de trabalhos

Nesse ponto, quatro salas funcionavam simultaneamente com apresentações no formato de temas-livres, previamente inscritas e selecionadas pela comissão científica. Houve trinta e quatro trabalhos inscritos. Era possível trocar de sala sempre que quisesse, permitindo assistir de quatro a cinco trabalhos diferentes, de acordo com o interesse pessoal.

Assistimos os seguintes trabalhos, que constam no boletim de resumos, disponível em:

http://escoteiros.org.br/arquivos/agenda/2015/congresso_brasileiro_educacao_escoteira/boletim_de_resumos_congresso_educacao.pdf

1 – Dirigindo um carro com um remo: As incongruências na gestão da organização escoteira, autores Fernanda Vogt, Gabriel Perdigão e Leandro Lunelli

2 – A escoteira muçulmana: um breve ensaio sobre escotismo, islã e gênero, autora Thaís Lacerda Carvalho

3 – Mowgli, o mito do herói vivido no movimento escoteiro, autora Taís Leistenschneider

4 – Inclusão de pessoas com deficiência no movimento escoteiro, autor João Henrique Ortiz Rosa e Andréia Cristina Ribeiro

5 – Relato de uma experiência: o uso de metodologias lúdicas no ensino de graduação, autor Marcio Acselrad.

 

18h – Encerramento das atividades do dia

 

DIA 7

08h 30 min – Debate: Mesa com conferencistas e especialistas convidados (Tema: Educação para a vida)

Aqui houve uma inversão prática, com o intervalo e café passando para a parte final e essa sessão de debates foi fusionada com as questões e encaminhamentos, tornando o processo mais dinâmico, interessante e participativo.

Também aqui foram respondidas as questões formuladas pela plateia nos dois dias anteriores de trabalhos e que não haviam sido contempladas por falta de tempo.

 

10h 30 min – Intervalo e café

11h – Questões e formulação de encaminhamentos

12h 30 min – Encerramento

 

  • Conclusões:

A parceria com a Universidade trouxe, entre tantos benefícios, a publicação de um livro de resumos com ISBN, portanto uma publicação com valor acadêmico.

A criação de um grupo de pesquisadores interessados em educação no escotismo, cadastrados no CNPq, através de currículos da Plataforma Lattes, pré-requisito para participar no grupo.

A sugestão de realizar o evento a cada três anos, para haver tempo de sedimentar novas pesquisas.

A realização de um evento livre de assembleias deliberativas ou votações, permitiu que todos estivessem muito focados no viés acadêmico do processo, resultando em um evento muito rico, de muito aprendizado, onde até as conversas nos intervalos versavam sobre educação.

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