Monthly Archives: Setembro 2012

Livro EDITORADO !!

O livro está nascendo! Já temos a edição final que está passando pelas revisões, que visam minimizar os erros.

Abaixo está a proposta da capa, lombada e contracapa, já no tamanho original

Seguem imagens das páginas internas do livro. A impressão da prova não é no papel definitivo, e está  em tamanho maior e não guilhotinado.

 

Esta é uma prova para a versão colorida, que estamos decidindo sobre qual fazer. O custo para imprimir em preto e brancó é menos da metade. Nosso dilema é entre 200 cópias coloridas ou 500 cópias P&B. Temos 75 exemplares comprometidos com as doações para a impressão.

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ESCOTISMO E TRADICIONALISMO

O mês de Setembro é marcado pelo orgulho gaúcho, pois o dia 20 de setembro marca o início da Revolução Farroupilha, no distante ano de 1835.

Há quem desconheça, mas a organização do Tradicionalismo Gaúcho, como movimento estruturado e sistematizado tem raízes profundas no Escotismo, conforme nos explica uma das maiores autoridades no assunto, Antônio Augusto Fagundes, em artigo publicado no Jornal Zero Hora, em 2010 e exposto na íntegra abaixo. Pasmem os senhores, mas a nomenclatura utilizada na Patronagem (a diretoria) de um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) nasceu em uma tropa escoteira, através de Glaucus Saraiva, o chefe Uirapuru, e depois aplicada na fundação do 35 CTG, o primeiro CTG criado, conforme detalhadamente relatado no artigo.

A cidade de Triunfo, RS, sede do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 é a cidade natal do líder máximo da Revolução Farroupilha, General Bento Gonçalves da Silva. A casa onde ele nasceu existe até hoje, assim como a igreja onde ele foi batizado e que foi construída em 1754.

Casa onde nasceu o Gen. Bento Gonçalves

Igreja Matriz de Triunfo, em louvor a Nosso Senhor Bom Jesus do Triunfo e Nossa Senhora do Rosário

Devido a tantos laços, a data de 20 de setembro é amplamente comemorada nesta cidade, com participação do escotismo sempre destacada. Da mesma forma, quando o grupo viaja para eventos fora do estado, também costuma divulgar a cultura gaúcha, com estes estreitos laços escoteiros.

22 Jamboree Mundial, Suécia, 2011. “Baile gaúcho, cordeona e china bonita. Não se acredita no poder desta infusão.”

22 Jamboree Mundial, Suécia, 2011

21 Jamboree Mundial, Inglaterra, 2007

Leonardo Schmidt Costa, o gaiteiro do GE Chama Farroupilha no 21 Jamboree Mundial, Inglaterra 2007

D. Yedda Roth e Ernesto Fagundes, uma das maiores expressões do Tradicionalismo, presente no desfile triunfense de 2007

20 de setembro de 2007, chefia (traje escoteiro)e diretoria (pilcha)aguardando o início do desfile

19 Jamboree Mundial, Chile, 1999. Bombacha presente.

GE Chama Farroupilha após o desfile de 20 de setembro de 1998. Ao fundo a torre da Igreja Matriz

Jornal Escoteiro

No período anterior a Internet e informação instantânea, os grupos escoteiros já dispunham de importantes ferramentas de divulgação e contatos. Por várias décadas, foram editados jornais ou boletins, com peridiocidade variável.

Estes jornais eram elaborados pelos próprios escoteiros, envolviam não somente notícias do escotismo, mas também sobre as comunidades onde estavam inseridos, além de anúncios comerciais que ajudavam a custear o periódico. Histórias do grupo eram contadas, havia usualmente uma seção de entretenimento com “piadas de salão”, palavras-cruzadas e charges, havendo espaço também para a reprodução de notícias internacionais de relevância. Com certeza, muitos talentos foram revelados neste trabalho. Em alguns lugares, não havia jornal local e o “jornal dos escoteiros” era a única fonte impressa de notícias, o que aproximava muito o escotismo da população local.

Dependendo do porte do grupo escoteiro e dos recursos disponíveis em cada cidade, era definido o método de impressão, a frequência e a quantidade de páginas. Alguns eram rodados em gráficas, outros eram feitos nos antigos mimiógrafos a álcool, após a elaboração da matriz, página por página, na própria sede do grupo. Havia uma prática corrente que era a troca de exemplares com outros “editores”, o que possibilitava conhecer outras experiências e idéias.

Diferente do modelo atual de blog e sites, onde usualmente apenas uma pessoa, ou pouco mais que isso, é responsável pela manutenção da página, estes jornais exigiam uma grande mobilização no grupo escoteiro, com muitas pessoas envolvidas. Os interessados normalmente trabalhavam no jornal do grupo em horários alternativos durante algumas noites, nos dias de semana para não atrapalhar as reuniões normais. Havia muitas tarefas, era necessário captar e escrever notícias, produzir anúncios dos patrocinadores, editar e formatar as páginas, enfim, todos os trabalhos de uma redação de jornal, mais a parte de vendas. Sim, os jornais eram vendidos assim como os anúncios e, portanto, representavam uma fonte de renda para o grupo escoteiro.

Sem dúvida era uma experiência muito interessante com várias facetas: envolver e agregar muitas pessoas em uma tarefa comum; aproximação e divulgação na comunidade local; troca de experiências com outros grupos escoteiros; desenvolver habilidades de escrita e de vendas (quer seja dos anúncios, quer seja dos exemplares); fonte de financiamento alternativa para o grupo; e tantas outras.

Ao longo dos anos 1980’s os jornais foram desaparecendo e apesar das facilidades de editoração e impressão que os computadores oferecem, não são mais uma prática. Alguns exemplos destes jornais são apresentados a seguir, verdadeiras pérolas do escotismo brasileiro.

O Penacho, GE Tapajós, Minas Gerais

Exemplar de A Gralha, GE Tupinambas de Erechim, em 1973, já no oitavo ano de publicação

Bentinho, GE Bento Gonçalves, Porto Alegre

GE Goiaz, de Goiânia, edição de 1973

O Guia, Rio de Janeiro, meia página da capa

Reparem na qualidade da impressão do jornal O Guia, do Grupo Escoteiro David Barros, do Rio de Janeiro. Na imagem aparece apenas meia página, portanto era de tamanho grande, impresso em gráfica, com fotos, 16 páginas e distribuido gratuitamente. Exemplar de 1971, já no seu quarto ano de publicação.

A Mochila, GE Carajás, São Jerônimo, RS

Observem atentamente este editorial, que descreve as dificuldades em manter estes informativos em circulação e narra algumas das intempéries enfrentadas.

 

A Mochila, GE Carajás, São Jerônimo, RS. Edição especial do Dia das Mães