Distritos Escoteiros – Uma reflexão

Atualmente, o Distrito Escoteiro é um nível organizacional sem padronização e organização nacional referente a sua estrutura, constituição, atribuições e funcionamento. Muitas regiões escoteiras utilizam este nível e algumas delas possuem regramento próprio para o tema, com diferenças entre os estados, conforme permite o atual Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil.

Uma orientação padronizada nacionalmente, também para este ponto, possibilitaria unificar ações, mas sobretudo homogeneizar procedimentos com o objetivo principal de que os grupos escoteiros, foco essencial da existência do movimento, uma vez que é quem atende diretamente os jovens, possuam um apoio mais objetivo e geograficamente mais próximo.

As principais questões a serem refletidas seriam:

  1. Como definir a área geográfica do distrito?
  2. Qual a nomenclatura usada para o cargo de responsável pelo distrito? (Atualmente, coordenadores; tradicionalmente comissário.)
  3. Como escolher este responsável distrital?
  4. Qual a duração do mandato?
  5. Quais os requisitos para ser comissário distrital? (idade, formação, etc)
  6. Quais as funções do comissário distrital?
  7. Qual a estrutura de cargos que deveria ter o distrito?
  8. O distrito deve ter finanças? Em caso afirmativo, qual o modelo de captação e gestão?
  9. Qual a frequencia de indabas distritais?
  10. Quais eventos e com qual frequencia devem ocorrer no distrito?
  11. Quais as ações que o Distrito deve realizar para apoiar os grupos escoteiros?

A questão gera dúvidas desde a alteração da estrutura do escotismo nacional, na reforma estatutária de 1993. Abaixo, uma notícia e esclarecimento publicada no antigo jornal Sempre Alerta, na década de 1990, sobre este assunto, e a luz do regramento da época:

cla distritais sempre alerta 127

Jornal Sempre Alerta 127

Revisão da Literatura

Verificando a literatura escoteira disponível, buscando evidências sobre o assunto, com informações consolidadas e procurando se afastar de opiniões e argumentos de autoridades, é possível identificar as seguintes situações:

Planejamento estratégico³

Não contempla especificamente este ponto, mas a estruturação dos Distritos pode ajudar em várias questões, particularmente no Objetivo 3, que é “Implantar um processo de Gestão Estratégica Integrada”; na Iniciativa Estratégica 3.4 – elaborar um plano de gestão unificado de forma participativa; no Objetivo 6, “ampliar o quadro associativo da UEB”, dentro das Inciativas Estratégicas 6.2 – criar e distribuir kits de abertura e fundação de UEL, da 6.3 – Elaborar e implantar um plano nacional de crescimento e da 6.4 – Elaborar um estudo sobre evasão na UEB.

Por serem questões muito próximas das unidades locais, o nível distrital é o mais próximo para operacionalizar estas ações.

Relatório O Escotismo Brasileiro no primeiro decênio do século XXI ¹

Neste estudo¹, no ponto que relata os posicionamentos qualitativos em dez Regiões Escoteiras brasileiras visitadas, ouvidas sobre o quesito Organização, quatro manifestaram explicitamente a questão distrital, referindo sua necessidade, seu aspecto agregador e operativo, como um nível útil e como o nível adequado para a formação. Quando o quesito pesquisado foi Operações, novamente o Distrito apareceu, citado pelos membros da UEB como o órgão agregador.

Então, quando o autor faz suas considerações e análise no capítulo “Síntese da Problemática”, no item “2. A falta de coesão”, novamente os distritos aparecem como exemplo de incoerência nos níveis institucional e operacional¹.

Ao estabelecer a parte “II. Propostas e Recomendações”, no item “3. Fixar a prioridade: o Grupo Escoteiro”, o autor destaca na página 53 a importância de fornecer apoio aos grupos escoteiros através de eventos e oportunidades de encontro, principalmente ao nível mais fácil de acesso que é o Distrital. Seguindo o raciocínio, ao discutir “O corpo institucional”, o quesito “1.2 Fortificar a ossatura da UEB”, ele sugeri reintroduzir os níveis de DISTRITO com um rol exclusivamente operacional de apoio¹.

Por fim, define que “o Distrito é um nível que existiu no passado, e que, de fato, funciona atualmente em vários estados. A diferença com o passado é que não haveria eleições mas somente pessoas responsáveis de coordenação e apoio em cada distrito nomeadas pelo nível estadual em consulta com os grupos do distrito”¹.

P.O.R.

Na edição de 19704, a título de curiosidade, eram definidas as diferenças no uniforme do Comissário Distrital, por exemplo, o uso do penacho branco na cobertura. Na revisão de 19865, a seção 6 definia o Distrito Escoteiro como uma divisão da Região, que pode abranger vários municípios, um só município ou parte de um município, de acordo com as condições locais;

A seção 266 tratava Dos Escotistas e Auxiliares, e definia como função do Comissário Distrital receber o Questionário para Admissão de Escotista quando esta pessoa estivesse pela primeira vez ocupando um cargo no Movimento e avaliá-la junto com a Comissão Executiva de Grupo e também emitir parecer sobre a nomeação do Chefe e Sub-chefe de Grupo.

Ainda nesta seção6, eram fixados como requisitos para a nomeação de Comissário Distrital a idade mínima de 25 anos, qualquer parte do Nível Avançado de Comissário ou, excepcionalmente, Nível Básico de Comissário e uma parte do Nível Avançado de algum ramo.

Também poderia designar coordenadores de atividades distritais, por indicação do respectivo Assistente Distrital e observadores eventuais de atividades externas de Grupos Escoteiros.

Regimento Interno:

No Regimento Interno de 19847, o Título IV tratava especificamente do Distrito Escoteiro, com a seguinte formatação:

Art. 91 – Os Distritos Escoteiros serão criados ou modificados por ato da CER (Comissão Executiva Regional) no qual serão fixados seus limites, para supervisionar as atividades técnicas escoteiras e coordenar a implantação de novos grupos escoteiros.

Art. 92 – Para a fundação ou reorganização de um Distrito Escoteiro, a CER designará inicialmente o respectivo Comissário Distrital.

Art. 93 – A CENA (Comissão Executiva Nacional) dará a cada Distrito Escoteiro, para comprovação de sua integração na UEB, um certificado de reconhecimento, do qual constará o livro, folha, número de ordem e cartório de registro e personalidade jurídica da UEB, acompanhado da respectiva Certidão de Registro.

Art. 94 – Aplicam-se ao Conselho Distrital, Comissão Executiva Distrital e a Comissão Fiscal os dispositivos enumerados no Título III, capítulos II, III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X e XI deste Regimento Interno, adaptados a sua competência.

Art. 95 – Nos Distritos Escoteiros constituídos de acordo com o Art. 49 do Estatuto da UEB, o Comissário Distrital e seus assistentes tem a competência fixada neste R.I., além das que lhe forem delegadas pela CER.

Parágrafo único – O Comissário Distrital ou a Comissão Executiva Distrital, conforme o caso, aprovará o calendário distrital até o dia 30 de setembro do ano anterior.

Dissecando o artigo 94, a estrutura do Distrito ficaria composta por: a) Um Conselho Distrital, sem um número definido de membros eleitos nem periodicidade das reuniões fixada, com Presidente e Vice, reunido na área de seu Distrito, com poder deliberativo, decisório e de fiscalização. b) Uma Comissão Executiva Distrital, que recebe posse do Conselho Distrital, composta por Diretor Presidente, Diretor Vice-Presidente, Diretor Financeiro, Diretor Administrativo e do Comissário Distrital. c) Uma Comissão Fiscal Distrital, com pelo menos duas reuniões ordinárias anuais.

DistrictCommissioner

Regras atuais

Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil2

No artigo 6, inciso 2, que trata dos níveis operacionais de apoio da UEB, estabelece o conceito de Área Geográfica e de Distrito, com atuação na área determinada pela diretoria regional, assim como atribuições. Também compete a Direção Regional designar seu coordenador e as Unidades Escoteiras Locais envolvidas.

Regulamentos Regionais atuais

Em Minas Gerais, a Resolução 001/201313 dispõe sobre os Distritos Escoteiros e suas áreas de abrangência, definindo 12 distritos, com seus nomes e respesctivas áreas de abrangência. Também determina que deverão realizar duas indabas distritais anuais e semestrais, nos meses de julho e dezembro, com o envio das respectivas atas ao Escritório Regional. O mandato é de um ano, com início em abril do ano seguinte a escolha, através de lista tríplice apresentada a Direção Regional pelos grupos escoteiros, havendo recondução se for vontade do Distrito.

O Paraná define a situação distrital no seu Regulamento Regional9, Título IV, expondo as funções do Coordenador Distrital, que será nomeado pela Diretoria Regional, ouvindo os grupos do Distrito. Também estabelece que a Diretoria Regional criará tantos Distritos quanto forem necessários. Não menção quanto a uma possível estrutura distrital.

No Rio Grande do Sul, a Resolução 02/201216 regulamenta os distritos escoteiros, considerando sua tradição e importância para o crescimento e expansão do movimento. Define de maneira vaga a criação de Distritos tantos quantos forem necessários, com a escolha de Comissários baseada em lista tríplice elaborada pelas unidades escoteiras locais, em reunião para este fim. O mandato é de três anos, anualmente ratificado pela Indaba Distrital.

Cabe ao Comissário indicar assistentes para ramos e modalidades ou outros, bem como Assistente Financeiro e Assistente Administrativo, com mandato de um ano16.

Em Santa Catarina, o Regulamento Regional11, no Capítulo III, artigo 8, inciso II, define que compete a Diretoria Regional criar e extinguir subdivisões de sua área, normatizando sua ação, nomeando coordenadores para as mesmas.

A Resolução 01/2013 SC14 regulamenta os Distritos e corresponde a quinta revisão de uma resolução prévia, publicada originalmente em 2008 e revisada em 2010, 2011, 2012 e 2013. Atualmente, define e nomina doze (12) distritos escoteiros. Estabelece um colegiado do Distrito formado pelos Diretores Presidentes dos grupos escoteiros, que deverá apresentar a Diretoria Regional a indicação do Coordenador Distrital até o mês de outubro, com mandato a partir do ano seguinte, com duração de um ano, renovável por somente mais um consecutivo.

Também define as atribuições do Coordenador Distrital, a necessidade de Acordo de Trabalho Voluntário específico para esta função e a proibição de atividades distritais se o Distrito não possuir Coordenador nomeado.

No estado de São Paulo, o Regulamento Regional12 aborda o assunto na Seção V – Das áreas e dos Distritos Escoteiros, definindo que o estado é dividido em Áreas, composta por Distritos, havendo um Diretor de Área. A composição do Distrito segue descrita abaixo em Resolução anterior de mesmo conteúdo, mas está novamente amplamente detalhada com as funções de cada cargo neste Regulamento.

A Resolução 01/2009 SP15, anterior ao Regulamento Regional de São Paulo12, já ratificava os Distritos Escoteiros criados no ano de 2007, regulamentava a composição do distrito, sendo formado pela Diretoria Distrital, Coordenações de Assuntos, Ramos e Modalidades e outros órgãos previstos no Regulamento Regional.

Por sua vez, a Diretoria Distrital é formada pelo Diretor Presidente, Diretor Vice-Presidente, Diretor Administrativo e Diretor Financeiro. O Diretor Presidente é nomeado pela Direção Regional e nomeia ele próprio os demais diretores15.

Esta Resolução define as funções de cada um dos cargos que compõem o Distrito e define o perfil das pessoas para ocupar estes cargos, apresentando como desejável os seguintes itens: plena capacidade legal, ensino médio, experiência anterior em cargos no Grupo, Região ou distrito, Nível Avançado de formação, habilidade para motivar, coordenar e dirigir adultos, conhecer as características sócio-culturais dos jovens e adultos do Distrito, habilidade para tomar decisões, resilver problemas e conflitos, estar disposto a dedicar o tempo necessário a função, ter atitudes compatíveis com os princípios escoteiros15.

A Região do Rio Grande do Norte é uma das que também dispõem de Regulamento Regional10, mas este não faz menção a regulamentação dos Distritos Escoteiros, embora os cite para a convocação da Assembléia Regional e para composição de Delegações oficiais.

Regulamentos Distritais

Em Santa Catarina, como exemplo, o Distrito Escoteiro Alto Vale e Planalto possui um regulamento elaborado8, ratificando sua área geográfica, definindo a equipe distrital, com mandato de um ano, podendo haver recondução. Defini como seus objetivos fundamentais promover entre os grupos escoteiros a plena aplicação do escotismo, prestar assistência técnica e administrativa, congregar, unir e assistir aos grupos escoteiros, promovendo um ambiente fraternal, através da prática do escotismo.

Utiliza a nomenclatura de Coordenador Distrital e Equipe de Coordenação Distrital, sem referência a expressão “Comissário”. A Equipe é composta por Assistentes Distritais de Ramo e de Linha, além dos Coordenadores e Assistentes Adjuntos.

Também fixa uma contribuição distrital de um Real por mês para cada membro registrado, revisada no ano anterior de sua vigência.

Define como órgãos do distrito a Assembléia Distrital (com reunião anual), composta pelos membros da equipe de coordenação do Distrito, pelos Presidentes e Diretores Técnicos dos grupos, pelos escotistas e demais dirigentes e pelos Pioneiros; a Equipe de Coordenação Distrital; e a Comissão Fiscal.

Documento detalhado, também define as funções do Coordenador Distrital, as funções dos Grupos Escoteiros para com o Distrito, as funções de cada um dos membros da Direção Distrital, as atribuições, mandato e composição da Comissão Fiscal.

Com a finalidade de facilitar a leitura, as funções dos Comissários Distritais definidas nos documentos Estaduais e Distritais em vigor foram agrupadas no quadro abaixo:

 

Regra

Estado

 

Observar as diretrizes e orientações da direção regional

RS, PR

 

Fomentar a implantação de novas unidades escoteiras locais (UEL)

RS, PR

 

Assegurar a harmonia e cooperação das UEL no distrito

RS

 

Propor a concessão de autorizações provisórias para novas UEL

RS

 

Acompanhar o programa de jovens executado nas UEL

RS

 

Implementar o plano de desenvolvimento qualitativo e quantitativo do escotismo

RS, PR

 

Estimular, supervisionar e orientar a capacitação de jovens e a formação de adultos

RS, PR

 

Assistir as UEL na elaboração de seus planos de trabalho e calendário

RS, PR

 

Exercer outras atribuições delegadas pela Direção Regional

RS, SP

 

Visitar as UEL sob sua jurisdição periodicamente

RS

 

Orientar os Diretores Presidentes das UEL nas atribuições de sua competência

RS

 

Comparecer no Escritório Regional periodicamente ou quando convocado para receber instruções ou prestar informações

RS

 

Apresentar um relatório simplificado de suas atividades no Distrito Escoteiro, anualmente, até novembro, à Diretoria Regional.

Apresentar relatório sementral de suas atividades.

Relatório Trimestral

RS, SC, SP, DA

 

Quando solicitado pela Diretoria Regional, requisitar os documentos contábeis, financeiros e administrativos das UEL

RS

 

Constituir Comissão de Ética e Disciplina Distrital temporária para apurar irregularidades nas UEL de sua jurisdição, apresentando relatório a Diretoria Regional em prazo hábil.

RS

 

Orientar e esclarecer a todos os órgãos e seções de seu Distrito, transmitindo-lhes as necessárias diretrizes técnicas

RS

 

Tomar ciência, mediante comunicado do Diretor Presidente da UEL, das atividades a serem desenvolvidas fora da sede, com antecedência mínima de 15 dias

RS

 

Cumprir e fazer cumprir o Regulamento Distrital e decisões da Assembléia Distrital

DA

 

Nomear comissões especiais para julgar ou executar assuntos de interesse dos grupos

DA

 

Submeter a Comissão Fiscal o balanço anual e balancetes trimestrais

Apresentar a Direção Regional anualmente Relatório Financeiro

DA, SP

 

Compor e coordenar a Equipe Distrital

DA, SP

 

Apresentar até a data da Assembléia Distrital, o calendário distrital do ano subsequente

DA

 

Manter o livro de registro da Atas das reuniões

DA

 

Representar os grupos escoteiros perante a Diretoria Regional

DA, SC

 

Incentivar e coordenar as atividades e reuniões distritais e Assembléias

DA

 

Resolver os casos urgentes e submeter posteriormente a sua decisão para a apreciação do Distrito Escoteiro

DA

 

Assinar, com o Diretor Financeiro, os documentos onerosos ao Distrito

DA

 

Coordenar e orientar a prática do escotismo em seu território de atuação

SP

 

Cuidar do patrimônio do Distrito

SP

 

Promover a expansão do escotismo, buscando meios materiais e humanos

SP

 

Apoiar as atividades realizadas pelo seu Distrito

PR, SC

 

Interagir com a comunidade de seu Distrito visando a divulgação e o incentivo a prática do escotismo

PR

 

Ser agente motivador e de fomento do escotismo no Distrito

SC

 

Responsável por recursos humanos e materiais para a realização de eventos regionais e distritais

SC

Legenda: DA – Distrito Escoteiro Alto Vale e Planalto

Experiência Inglesa

A associação inglesa (The Scout Association), que é a associação-mãe de todas por ser a mais antiga e fundada por B-P, possui a questão distrital detalhada em um fascículo de apoio, descrito a seguir.

O título original é “Role Description for a District Commissioner 17.
(www.members.scouts.org.uk/documents/supportandresources/roles/FS330074v4.pdf)

Talvez a mais importante das considerações iniciais seja de que “Todo o Distrito é diferente e todo Comissário Distrital é diferente. Este documento pretende ser um ponto de partida sobre o que é necessário para o Distrito desenvolver-se”17 .

Delineamento: Administrar e apoiar o Distrito Escoteiro, garantindo que funcione efetivamente e que o escotismo dentro do Distrito se desenvolva de acordo com as regras e políticas institucionais, de maneira que o Distrito ofereça escotismo de boa qualidade para os jovens e apoie e administre proativamente os adultos no Distrito17 .

Tarefas principais do Comissário Distrital17 :

1 – Garantir que o Distrito prospere e tenha o melhor sistema instalado para apoiar os grupo e os todos os adultos voluntários no Distrito e desenvolver o escotismo no Distrito.

2 – Promover uma linha administrativa e apoiar os adultos do Distrito que diretamente se reportam a ele, incluindo estabelecer objetivos para os seus trabalhos, garantindo revisões regulares e encontros pessoais individuais.

3 – Produzir uma visão para o Distrito e implementar e desenvolver um plano para atingir esta visão.

4 – Garantir que o escotismo no Distrito seja atrativo para os jovens e adultos de todas as procedências no Distrito.

5 – Garantir que o Distrito tenha uma equipe de apoio adequada, trabalhando efetivamente junta e com outros para atingir as necessidades do escotismo na área.

6 – Garantir que os problemas dentro do Distrito são resolvidos e que um escotismo excelente é oferecido aos jovens do Distrito.

7 – Trabalhar com os Diretores Regionais e com os outros Comissários Distritais para que o escotismo na Região prospere.

Descrição detalhada do cargo17 :

O papel do Comissário Distrital é baseado em seis áreas chaves de liderança e administração17 :

1 – Fornecendo orientações:

1.a – Liderar pelo exemplo para promover uma cultura cooperativa de trabalho no Distrito.

1.b – Criar uma visão de desenvolvimento futuro para o Distrito que leve em conta o Planejamento Estratégico.

1.c – Desenvolver um plano para executar a visão do Distrito, implementá-lo e regularmente revisá-lo.

1.d – Promover liderança, inspiração e motivação para todos os adultos voluntários do Distrito.

1.e – Garantir que todos os adultos seguem as políticas e regras da associação.

1.f – Executar encontros individuais e apoiar os adultos que reportam-se diretamente.

2 – Trabalhando com pessoas:

2.a – Desenvolver boas relações de trabalho baseadas na verdade e valores escoteiros com os adultos do Distrito e com outros no escotismo.

2.b – Administrar um planejamento sucessório, identificando os papéis necessários para fazer o distrito funcionar efetivamente e recrutar pessoas adequadas para estes papéis.

2.c – Distribuir tarefas para as pessoas dentro do Distrito e monitorar o progresso destas tarefas.

2.d – Apoiar os adultos do Distrito para desenvolverem-se, completando os requisítos de formação, aprendendo na prática, testando novas experiências e identificando problemas que afetam o desempenho.

2.e – Construir um espírito de equipe no Distrito e apoiar o desenvolvimento deste time como um todo.

2.f – Identificar conflitos que ocorram dentro do Distrito e reduzir a probabilidade de ocorrência, através da boa comunicação e outros métodos.

2.g – Dirigir encontros efetivos de adultos no Distrito e participar integralmente dos encontros regionais.

2.h – Garantir que os adultos do Distrito atuam para atingir os padrões escoteiros e se problemas sérios ocorrerem, os procedimentos corretos sejam seguidos de acordo com a orientação do nível regional.

2.i – Reconhecer apropriadamente o bom trabalho desenvolvido no Distrito (através dos eventos locais e do “Manual de Reconhecimento e Condecorações”, adaptação do autor).

2.j – Realizar revisões efetivas e relocar ou remover pessoas se necessário.

2.k – Construir e manter relacionamentos colaborativos com outras organizações relevantes na área do Distrito.

3 – Atingindo resultados:

3.a – Concluir satisfatoriamente os projetos no Distrito pelos quais é responsável.

3.b – Garantir que todas as iniciativas do Distrito sejam manejadas apropriadamente.

3.c – Com a Diretoria (ou Equipe) Distrital, garantir que o escotismo é promovido localmente.

3.d – Construir uma compreensão dos jovens na área local e garantir que o escotismo é promovido efetivamente para eles.

3.e – Monitorar e revisar o progresso que os chefes escoteiros locais estão fazendo, de acordo com seus objetivos e planos de desenvolvimento.

3.f – Ter um plano de desenvolvimento distrital robusto em ação e regularmente revisar o progresso.

3.g – Satisfatoriamente resolver os problemas e assuntos surgidos pelos adultos e jovens do Distrito e também pelos pais ou responsáveis de membros do Distrito.

4 – Permitindo mudanças:

4.a – Apoiar e encorajar os adultos do Distrito a pensarem em novas e criativas maneiras de melhorar o Distrito.

4.b – Ser entusiasmado sobre novas ideias, dar retornos positivos nestas ideias e encorajar e apoiar o trabalho nelas.

4.c – Comunicar sua visão de futuro para o distrito e liderar as pessoas através das mudanças que esta visão requer.

4.d – Desenvolver planos efetivos para implementar as mudanças e executá-los, trabalhando junto com membros relevantes do Distrito.

4.e – Reconhecer a contribuição de outros, a cerca de mudanças e melhorias.

5 – Usando recursos:

5.a – Como parte da direção distrital, garantir que medidas financeiras apropriadas estão aplicadas.

5.b –  Como parte da direção distrital, garantir que haja uma adequada entrada de recursos, incluindo a identificação de outras fontes de captação, como doações.

5.c – Trabalhar com a direção distrital e os chefes dos grupos para garantir que o escotismo no Distrito seja seguro.

5.d – Trabalhar com a direção distrital para minimizar o impacto negativo e maximizar o impacto positivo que o Distrito tem no Meio-Ambiente.

5.e – Tomar decisões de assuntos dentro do Distrito baseado na melhor informação disponível.

5.f – Garantir que todos os adultos do Distrito tenham a informação certa, fornecida em tempo adequado e da maneira mais efetiva.

6 – Administrando seu tempo e experiências pessoais:

6.a – Acordar metas e objetivos realísticos com o nível regional para o desenvolvimento do Distrito que trabalha a cerca do Planejamento Estratégico.

6.b – Considerar os requerimentos futuros de seu papel, então identificar as experiências e conhecimentos que deverá desenvolver ou melhorar e os passos que seguirá para fazer isto.

6.c – Regularmente verificar como usa seu tempo e identificar possíveis melhoras, então focar nos objetivos e prioridades que foram acordados com o nível regional.

6.d – Pedir a outros adultos voluntários um retorno de como desempenha seu papel como comissário.

6.e – Assistir a encontros, palestras, oficinas e eventos nacionais e regionais.

Características pessoais do perfil para o cargo: 17

Características Pessoais 17

Conhecimento e Prática

Essencial / Desejável

Habilidade para administrar adultos efetivamente

Essencial

Compreensão dos desafios de trabalhar no setor voluntário

Desejável

Experiência de trabalhar com jovens e/ou trabalho comunitário com grupos de adultos

Desejável

Experiência de trabalhar no Escotismo como adulto

Desejável

Experiência

 
Excelente experiência de comunicação oral e escrita

Essencial

Fornecer conselho e orientação efetivos aos outros

Essencial

Fornecer liderança inspiradora ao Distrito

Essencial

Fornecer direção estratégica para o Distrito

Essencial

Motivar os adultos voluntariados no Distrito

Essencial

Construir, manter e facilitar relações de trabalho efetivas com uma ampla gama de pessoas

Essencial

Permitir outros a identificar tópicos, esclarecer objetivos, desenvolver objetivos atingíveis e ganhar a experiência necessária e confiança para trabalhar efetivamente como uma equipe

Essencial

Habilidade para negociar compromissos

Essencial

Planejar, administrar e monitorar as próprias tarefas e tempo

Essencial

Construir e implementar planos de longo prazo que melhorem e expandam o escotismo oferecido aos jovens e identificar qualquer treinamento, recursos e outras necessidades necessárias para realizar este trabalho

Essencial

Uso de programas básicos de computador

Essencial

Qualidade Pessoais

 
Compreensão das necessidades dos adultos voluntários

Essencial

Abordagem flexível

Essencial

Auto-motivado

Essencial

Apto a trabalhar como parte de uma equipe e promover bom trabalho de equipe

Essencial

Aceitação dos fundamentos do Escotismo

Essencial

Conclusões:

É aqui que devemos avançar, todos juntos. São várias as experiências além destas citadas acima como um ponto de partida para o estudo e reflexão do tópico. Mas, parece que o assunto merece ser reciclado.

Referências:

  1. CASSAIGNEAU, J., O Escotismo Brasileiro no primeiro decênio do século XXI, Curitiba, 70 p., 2008.
  2. Estatuto da União dos Escoteiros do Brasil, Cap. 1, Brasília, 41p., 2011.
  3. Planejamento Estratégico 2011-2015, União dos Escoteiros do Brasil, Curitiba, 48 p., 2011.
  4. P.O.R., União dos Escoteiros do Brasil, Cap. VII, seção 21, p. 209, Rio de Janeiro, 1970.
  5. P.O.R., União dos Escoteiros do Brasil, Cap. II, seção 6, p. 18, Brasília, 1986.
  6. P.O.R., União dos Escoteiros do Brasil, Cap. IX, seção 26, p. 287-297, Brasília, 1986
  7. Regimento Interno da União dos Escoteiros do Brasil, União dos Escoteiros do Brasil, Título IV, Capítulo I, p. 48-49, Brasília, 64 p., 1984.
  8. Regulamento do Distrito Escoteiro Alto Vale Planalto, União dos Escoteiros do Brasil, Região de Santa Catarina, Lages,11 p., fevereiro, 2011.
  9. Regulamento Regional, União dos Escoteiros do Brasil, Região do Paraná, Título IV – Dos Distritos Escoteiro, Ponta Grossa, 5 p., setembro, 2008.
  10. Regulamento Regional, União dos Escoteiros do Brasil, Região do Rio Grande do Norte, Natal, 9 p., setembro, 2009.
  11. Regulamento Regional, União dos Escoteiros do Brasil, Região de Santa Catarina, Capítulo III – Da Diretoria Regional, Rio do Sul, 6 p., setembro, 2009.
  12. Regulamento Regional, União dos Escoteiros do Brasil, Região de São Paulo, Seção V – Das Áreas e dos Distritos Escoteiro, Americana, 10 p., setembro, 2010.
  13. Resolução 01/2013, União dos Escoteiros do Brasil, Região de Minas Gerais, Juiz de Fora, 3 p., abril, 2013.
  14. Resolução 01/2013, União dos Escoteiros do Brasil, Região de Santa Catarina, Florianópolis, 2 p., abril, 2013.
  15. Resolução 01/2009, União dos Escoteiros do Brasil, Região de São Paulo, São Paulo, 4 p., setembro, 2009.
  16. Resolução 02/2012, União dos Escoteiros do Brasil, Região do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 3 p., novembro, 2012.
  17. Role Description for a District Commissioner, The Scout Association, Inglaterra, ed. 4, 5p., abril, 2011.

About mrvolkweis

Escoteiro no Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS.

Posted on 14 de Outubro de 2013, in Filosofia do movimento, Histórias do Escotismo and tagged , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. Amigo,
    Eu iria além. Temos que repensar as Regiões. Para mim é uma estrutura que já não tem a finalidade inicial. Temos que dividir mais e fortalecer o contato da base com o nível central. É só pensar no próprio modelo inglês. Imagine o RS divido em cinco ou seis regiões. Cada uma com contato direto com a estrutura nacional. Seria bem mais ágil, pois o interior está longe das decisões, muitas vezes alijado da mesma. Não é uma conclusão, mas uma reflexão.
    Parabéns pelo texto.
    SAPS!
    Altamiro

  2. Eu creio que tudo esbarra em dois fatores principais: recursos financeiros e recursos humanos, sendo que, se houver recursos financeiros, os recursos humanos serão contratados. Em São Paulo ja foi tentado a divisão da Região em Polos de Desenvolvimento, na realidade, minis regiões auto suficientes, apenas coordenadas pela sede central mas esbarrrou na falta de recursos financeiros.
    Acabou apenas como uma mudança de nome, continuando os mesmos problemas dos Distritos, isto é, tudo por conta do então, Diretor do Polo.
    Nenhum sistema dará certo sem um aporte financeiro p/ que se possa manter uma ação eficiente. Talvez, e digo: talvez, a figura do “Comissário Viajante” poderia ser o início do processo e contribuir para uma futura implantação de um novo sistema, inclusive c/ custo menor.
    Parabéns pelo blog
    SAPS!
    Elmer

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