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General Câmara, avançamos para reabrir o G.E. João Pellizzari de Almeida

No sábado, dia 1°. de julho, pela manhã, o 3° Distrito Escoteiro do RS realizou na cidade de General Câmara, a Palestra Informativa para a comunidade local.

Houve a presença do Prefeito Municipal, do Secretário de Educação e demais personalidades da cidade. Representações dos grupos escoteiros de Triunfo (Chama Farroupilha), Charqueadas (Jacuí), São Jerônimo (do Mar Carajás) e Arroio dos Ratos (Cerro da Raposa) possibilitaram que a grande quantidade de pessoas presentes pudessem visualizar o escotismo nesta região e se sentissem motivados a reabrir o grupo da cidade, fechado há muitos anos.

Como resultado, já temos marcada para o próximo dia 15 de julho, sábado, às 9 horas da manhã, no ginásio municipal, a reunião para a criação da Comissão Provisória para reabertura do grupo.

Foi uma manhã muito gratificante e promissora, o agradecimento para todas as pessoas que participaram ou contribuíram para este momento fica aqui registrada.

Palestra sendo apresentada

Vista parcial da plateia presente

Outra visão do público

Parte da chefia do 3° distrito presente, secretário de educação e colaboradoras.

Dona Rita, filha de João Pellizzari de Almeida, prestando depoimento sobre o escotismo em General Câmara.

Chefe Élvio, representando o G.E. do Mar Carajás, de São Jerônimo.

Chefe Luis Antônio, representando o G.E. Cerro da Raposa.

Chefe Fernando, representando o G.E. Jacuí

Chefe Mateus falando em nome do G.E. Chama Farroupilha

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O Dabil e o Lucas

     Esta é uma história do Chama Farroupilha e parte dela esta publicada no livro que escrevemos, Chama Farroupilha 25 anos de história, é, portanto, a continuação.  O segundo capítulo.

     Em 1996 a tropa de escoteiros estava em plena atividade, com as quatro patrulhas funcionando com uma média de 5 escoteiros em cada uma. Participavam nesta época dois jovens escoteiros, Daniel de Souza Franco, vulgo Dabil, e Lucas Meister. Ambos foram membros da patrulha Búfalo e depois o Lucas passou para a patrulha Lobo. A troca de patrulha aconteceu por uma atitude nada escoteira, quando os dois em uma reunião de patrulha, decidiram medir forças a socos. A briga só serviu para no futuro se tornarem inseparáveis.

     Participavam como os demais jovens, em uma época onde a disputa entre as patrulhas era muito competitiva. É preciso registrar que foram muito bons escoteiros, dedicados. Embora a tropa de escoteiros estivesse bem, este foi um daqueles períodos que a tropa sênior estava com dificuldades de chefia e não estava funcionando regularmente. Então, acabaram se afastando do grupo escoteiro ao completarem 15 anos de idade. Em 25 e 26 de novembro de 2000, o Lucas ainda ajudou como assistente da tropa de escoteiros em um acampamento na Agropecuária Cidró em São Jerônimo, onde lhe demos algumas aulas de direção no Jeep Willys, dirigindo campo a fora. Este acampamento era o 2º. ASES, Acampamento de Seniores e Escoteiros no Sítio mas o Lucas era o único sênior presente, que trabalhou como assistente de tropa.

     Na prática ambos estavam afastados do grupo, até que em março de 2003 o Lucas se apresentou na sede e começou a participar novamente de forma efetiva e regular, agora como chefe. Em 2006 foi a vez de o Dabil reaparecer e eles acabaram formando uma verdadeira dupla. Ele havia decidido voltar para o grupo em 2005, motivado especialmente por ver a sua irmã, Cintia Franco, participando muito motivada. Mas surgiu uma oportunidade de estudos em São Leopoldo, com aulas justamente aos sábados e o projeto ficou para o ano seguinte. Como todos que voltavam por apenas algumas semanas, houve olhares de desconfiança que foram sepultados pela determinação.

     Iniciaram como assistentes na tropa de escoteiros, até ganharem embocadura para tocarem sozinhos. Então, o Lucas assume a chefia da tropa sênior e o Dabil passa a atuar nas duas tropas. Passamos a ter uma chefia bem mais consistente e com dois antigos escoteiros do grupo, prata da casa, só motivos para alegria. Isto foi fundamental para o crescimento e expansão do grupo porque o funcionamento regular da tropa sênior fez com que os jovens permanecessem no grupo. Na sequência, o Dabil assume cada vez mais a tropa escoteira, tornando-se o chefe de seção. Tínhamos duas tropas, uma masculina e outra feminina e a chefe da tropa de escoteiras era a Arari Alff. Por motivos pessoais ela afastou-se do grupo e as tropas foram unificadas, passamos a ter uma tropa mista, sob a chefia do Dabil.

     Contávamos novamente com uma dupla de chefes que repetia a história dos chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas iniciada nos primeiros anos da década de 1990, onde as semelhanças são duas pessoas com muitas afinidades porque foram membros juvenis do escotismo juntos, mesma idade, parceiros também fora do escotismo. Um vínculo muito forte de um com o outro, que se transfere para o grupo escoteiro. Você sempre se sente fortalecido e mais motivado se há um amigo junto, isto o torna mais empreendedor para novas atividades e ações no grupo, a soma destas energias sempre é muito positiva.

     Os dois jovens chefes também participaram do Jamboree Mundial da Inglaterra, em 2007, alusivo ao Centenário do Escotismo. Havia agora a vantagem que a dupla antiga (Maurício e Mateus) permanecia no grupo, pois neste momento não contávamos mais com a primeira dupla de todas a servir de pilar para o Chama, que foram o Saulo Radin e o Achiles Goldani, fundadores do grupo, e que estavam afastados de suas tropas.

     Com a chefia bem constituída e a permanência dos jovens até os 18 anos no grupo com atividades regulares e progressivas, finalmente sentimos a confiança necessária para abrirmos o Clã Pioneiro, em 2008, quando cinco jovens da tropa sênior completariam 18 anos, todos no mesmo semestre.

     Estes dois chefes deram um fôlego novo e arejaram bastante o grupo, pelas suas capacidades, envolvimento, ideias e entusiasmo. Mas também em 2008, o Lucas se muda, indo morar em Caibaté e afastando-se do Chama Farroupilha. Em 2009 ainda realiza seu registro no grupo, quando então nos surpreende com uma novidade maravilhosa. Estava fundando um novo grupo escoteiro lá, mas isto foi assunto para outro capítulo no livro.

     Então, em 2016, após 8 anos, o Lucas Meister volta a morar em Triunfo, depois de residir em diversos lugares do Brasil. Naquele intervalo, o Dabil também se mudou de Triunfo mas não se afastou do grupo, e após algum tempo também acabou voltando a morar aqui.

     Naturalmente, a dupla se formou novamente, em agosto de 2016! Estão juntos na chefia da tropa escoteira e todos sentimos uma alegria imensa e temos absoluta certeza de que os jovens desfrutarão muito das atividades planejadas e realizadas pela dupla novamente em ação.

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Então, 30 anos!!

Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”  
Fernando Pessoa
 
     Eu era escoteiro na cidade vizinha, todos os sábados depois do almoço pegava a lancha para o outro lado da margem já há quatro anos para participar no grupo que meu avô havia fundado há quase vinte anos. Atravessava o rio Jacuí, participava da reunião, as vezes ficava na casa da vó, as vezes voltava para casa, no verão ia para o Clube do Comércio tomar banho de piscina junto com os outros escoteiros, depois da reunião. Desde os 8 anos de idade fazia isso, tempo em que uma criança daquele tamanho podia fazer isso sozinha, sem perigo algum.
     Foi quando fundaram um grupo em Triunfo, me convidaram para ser escoteiro lá, não precisaria mais cruzar o rio, todos eram meus amigos, gurizada da escola, da rua, da cidade. Mas como trair meu avô? Nem pensar.
     Então, em março de 1987 os adultos não se entenderam mais em São Jerônimo, meu avô deixou o escotismo após 40 anos, eu fiquei quase seis meses no limbo, vivendo o luto. Mas ele me deixou bem livre para seguir o caminho que quisesse, inclusive permanecer no grupo que ele saíra. Desisti de atravessar o rio, no segundo semestre de 1987 entrei para o Chama Farroupilha, que havia sido fundado em maio de 1986, já contava um ano e pouco.
     Olho para trás agora e nem sei dizer o quanto esse grupo me envolveu, me absorveu, ocupou meus compromissos, minha vida pessoal e familiar, quanto tempo, viagens, dedicação e dinheiro investidos. Aliás, até sei, porque há cinco anos escrevemos o livro com essas histórias, quando o grupo completou 25 anos de fundação. 
 
   Meus pais me alertavam:
” – Tu vai ficar fanático por escotismo como o teu avô!” Fato que não ocorreu, porque fiquei muito mais fanático e envolvido do que ele, passei batido.
   Depois de tanto tempo e dedicação, tantos jovens que passaram e estão no grupo, olhando a situação atual, o coração é pura emoção ao se aproximar o aniversário de 30 anos do Chama Farroupilha 183 RS. Vivemos dias muito felizes, dias muito tristes como quando alguém nos deixa para sempre, tudo parte da grande aventura de viver, de se relacionar com as pessoas, de ter amigos, de ser parte de uma comunidade. A grande alegria é ver que a família escoteira em Triunfo só cresce, cada vez mais pessoas, cada vez mais laços de fraternidade.
     Olhando para a frente agora, ainda tem muita estrada para caminhar, ela não terá fim. Que Deus nos abençoe e possamos estar cada vez mais dedicados para os jovens.
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Abelhas do Fábio, uma colmeia de vidro

No interior de Triunfo, RS, o amigo Fábio Haussen Pereira Jr., médico veterinário, mantém uma aprazível propriedade, com mata nativa e próxima a um arroio. Seu filho, Bruno Dornelles Pereira é escoteiro há muitos anos, atualmente é chefe na Tropa Escoteira do Chama Farroupilha. Então, o sítio se tornou um dos locais de acampamento tradicionais do grupo.

Por alguns anos, o Fábio desenvolveu a atividade de apicultor e a base do apiário era justamente nesta propriedade, onde ficavam os equipamentos necessários.

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A foto acima mostra o Chama Farroupilha em um acampamento de grupo na referida propriedade, em 2010.

Abaixo, o próprio Bruno Dornelles Pereira se banhando no arroio, motivo pelo qual realizamos estes acampamentos no verão.

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Existe lá uma casa antiga, que é a sede da fazenda e antiga morada da família que construiu a propriedade há muitos anos atrás. No acampamento do grupo em 2010, tivemos uma surpresa muito interessante. A casa tem três quartos lado a lado, na janela do quarto do meio, havia uma colméia instalada, entre o tampão externo e a folha com vidros. Isto permitia observar as abelhas trabalhando.

Previamente ao nosso acampamento, o Fábio teve o cuidado de parafusar a janela, evitando sua abertura acidental e permitindo a visualização com segurança.

Abaixo, uma vista geral da janela, quando menos da metade do espaço disponível era ocupado pelas abelhas.

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A seguir, a janela observada mais de perto:

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Detalhe do vidro do meio, onde se observam os favos e a intensa atividade das abelhas.

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Close do vidro mais inferior, espaço para onde a colmeia irá se expandir.

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Imagem ainda mais aproximada do vidro do meio, onde o reflexo interferiu na qualidade da foto, mas mesmo assim é possível observar o detalhe dos favos abertos, sendo preenchidos com mel.

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Em 2013, o Chama Farroupilha retorna ao local para lá realizar mais uma vez seu acampamento de fim de ano com todo o grupo. Havia se passado três anos de nossa última atividade naquele lugar.

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E as abelhas? Bem, a colmeia havia aumentado consideravelmente. Impossível deixar de lembrar das histórias de Agnes Baden-Powell que mantinha uma colmeia em recipientes de vidro, dentro de casa, em uma das salas da residência onde morava com sua mãe, Mrs Henrietta Baden-Powell. Suas abelhas produziam um mel que foi mais de uma vez premiado em competições na Inglaterra¹.

Agora, os dois lados da janela são ocupados pelas abelhas:

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Detalhe do vidro inferior, lado direito, porção que em 2010 estava vazia, com abelhas mas sem favos, e agora completamente tomada.

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Close da mesma região anterior, vidro inferior esquerdo, onde se observa os favos fixados no próprio vidro.

A diversão é procurar a abelha-rainha, mas ninguém foi capaz de identificá-la.

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A seguir, o vidro superior do lado esquerdo, grande quantidade de favos, movimentação muito intensa. É possível ficar horas e mais horas contemplando o trabalho. Acender a lâmpada do quarto parece em nada interferir no trabalho. Curiosamente, a movimentação das abelhas dentro da colmeia é lenta, bem diferente da velocidade em que se observam as abelhas na rua, em seu trabalho externo.

Em um primeiro momento, a sensação é de apreensão, para não disser medo. Depois de alguns instantes, e com a percepção de que não se pode abrir a janela porque está parafusada, vem os sentimentos de surpresa, admiração e curiosidade.

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Vidro inferior do lado esquerdo, um dos poucos lugares onde há espaço vazio. Notar a forma irregular dos favos, que neste ponto estão sendo construídos de baixo para cima.

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Lado externo da casa, onde se observa a janela-colmeia. O movimento de entrada e saída das abelhas é grande e uma planta ajuda a camuflar o local.

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Nesta fresta entre o tampão e o marco da janela é a porta de entrada para a colmeia. O movimento é muito intenso.

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Da série curiosidades da natureza …

1 – The First Girl Guide, The Story of Agnes Baden-Powell, Gardner, H.D., Amberley Publishing, England, 192p., 2010.

Inaugurada a Sede !!!

Chegou o dia! No sábado dia 13 de julho foi reinaugurada a sede do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha. Após praticamente sete meses de reforma, a obra foi finalizada e entregue novamente aos jovens do grupo.

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Sra. Ângela Kober, mestre-de-cerimônias oficial do G.E. Chama Farroupilha

O prédio, inaugurado em 1995 na presidência de Sérgio Odorize, ficou pequeno para o grupo escoteiro, que hoje tem mais do que o dobro dos integrantes daquela época. Recebeu um telhado novo e ecológico com material de borracha reciclada, novas instalações elétricas e outro andar, resultando em sete novas salas no interior do prédio. Pode-se dizer que a sede praticamente dobrou de tamanho.

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Diretora-Presidente Zorika Tavares Schubert realizando seu discurso inaugural

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Diretora-Presidente Zorika e o mais jovem lobinho com promessa, Gabriel Krever Conzatti, descerrando as mesmas fitas da inauguração de 1995

O projeto audacioso foi executado pela atual diretoria, composta pela diretora-presidente Zorika Tavares Schubert, diretor-administrativo Sérgio Antônio Conzatti e Diretora-Financeira Daniela Gravina Delavi, contando com o apoio e patrocínio de muitas pessoas da comunidade que doaram diretamente para a obra não somente dinheiro, mas bens, serviços, materiais e prestígio, a saber: Paróquia Bom Jesus (Igreja Matriz), Ministério Público Estadual, Glória Jane de Souza, Limbermaq, Sustentare Seguros, esquadrias Euro, Dr. Cacildo e Silvia Helena Volkweis, Marino Viegas, Guga Transporte de Areia, Sidnei Luís da Silva, Dr. Fabrício Armazéns Gerais, Tecknosil, Engenheira Mariana, Redemac Rochas, Vinicius Lima Goldani, Lucas Meister, Daniel de Souza Franco, Serraria do Neni,  Antônio Mallman (Nico), Vilson Pires e Postes Mariane.

O apoio de toda a comunidade de Triunfo também foi muito importante prestigiando os eventos do grupo, que ultimamente tiveram seus recursos gerados canalizados para a obra, tais como os galetos, venda dos livros e camisetas, jantar dançante na Casa de Festas Cataventus, outdoor da rodovia TF-10 e demais promoções. O Chama Farroupilha agradece sinceramente a todos.

A fase final de limpeza, pintura e alguns acabamentos foram realizados pelo próprio grupo (jovens, chefes, dirigentes e pais), na forma de mutirão, durante três finais de semana inteiros e ocupando a todos, onde quem mais trabalhou foi a Tropa Sênior (jovens de 15 a 17 anos). A instalação elétrica também foi realizada pelo próprio grupo, sob o projeto e comando do Chefe Rafael Conzatti Umann. O mobiliário interno foi redimensionado e restaurado pelos chefes José Carlos Krause Lopes e Eduardo Valentin.

Em uma tarde muito alegre, embora nublada e com chuviscos, muitas pessoas prestigiaram a solenidade, quando as mesmas fitas da inauguração de 18 anos passados foram novamente descerradas, desta vez pela Diretora-Presidente Zorika e por Gabriel Krever Conzatti, o lobinho mais jovem com promessa do grupo. Na oportunidade, foram condecorados pelos Escoteiros do Brasil o chefe Daniel de Souza Franco com a Medalha de Bons Serviços 5 anos e os chefes José Carlos Krause Lopes, Berenice Teixeira Lopes e Elvis Sarmento Silva com a Medalha de Bons Serviços 10 anos, todos pelos relevantes serviços prestados ao escotismo, muito além da ocupação de cargos, funções ou cumprimento das rotinas habituais.

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Chefe Elvis Sarmento Silva sendo condecorado com a Medalha de Bons Serviços

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Casal José Carlos e Berenice Lopes, ambos condecorados com a Medalha de Bons Serviços

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Chefe Daniel de Souza Franco recebendo a Medalha de Bons Serviços do Chefe Saulo Radin, fundador do Chama Farroupilha

Com a abertura da sede, os presentes conheceram as novas instalações, onde cada ramo do escotismo (lobinho, escoteiro, sênior e pioneiro) disporá de um espaço próprio, com salas reservadas, com destaque especial aos lobinhos (7 a 10 anos de idade), onde a “Toca dos Lobos” tem pintada nas paredes os personagens do Livro da Selva, que narra a história de Mowgli o menino-lobo, em um dedicado trabalho da pioneira Letícia Lopes.

O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha já era um grupo de grande destaque nacional, entre os 80 mil escoteiros do Brasil, por diversas razões: Ser por 6 anos consecutivos Grupo Padrão Ouro dos Escoteiros do Brasil, ter recebido o Prêmio Aurélio Azevedo Marques, Declaração de Utilidade Pública Municipal, Diploma da Mérito da Câmara de Veradores de Triunfo, participação em 8 Jamborees, presença constante nos Mutirões Nacionais de Ação Ecológica e nos de Ações Comunitárias, ter sua história publicada em livro, etc. Agora, mais uma vez se destaca com amplas instalações físicas, que levarão a melhora da qualidade do grupo.

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Chefe Mateus Freitas, Diretor de Escotismo, se pronunciando no interior da sede.

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Vista da cozinha e banheiros

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Nova vitrine de Troféus

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Vista do andar superior, onde ficam os cantos de patrulhas escoteiras e seniores e a Caverna Pioneira

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Toca dos Lobos no andar térreo

Estamos orgulhosos de nossa sede nova, estamos orgulhosos da comunidade de Triunfo, convidamos todos a conhecer a “nova” sede dos escoteiros, a partir de 3 de agosto, quando retornamos de um breve período de férias.

Inauguração sendo preparada

A sede do Chama Farroupilha está praticamente concluída de sua ampla reforma e ampliação.

A parte final, correspondente a limpeza final, pintura e muitos arremates está sendo realizada por nós mesmos.

Arregaçamos as mangas e estamos trabalhando pesado nos últimos dias. O esforço de todos está rendendo uma boa economia para o grupo, além da união necessária para este trabalho. Abaixo alguns momentos deste experiência.

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A poeira em suspensão, invisível a olho nu, parece flocos de neve com o flash da câmera fotográfica.

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Chefe Krause reformando a mobília da sede.

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Lixa, muita lixa preparando a pintura.

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Novos cantos de patrulha e Caverna Pioneira no andar superior recém construído.

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Dinheiro – Projetos e financiamentos escoteiros

     O site que hospeda o blog oferece várias ferramentas para gerenciamento da página, entre elas a contagem das expressões mais utilizadas em sites de busca que direcionaram as pessoas para o blog. Chama a atenção a quantidade de buscas realizadas com as expressões referentes a captação de recursos e financiamento de grupos escoteiros.

     Longe de ser um grupo escoteiro rico e trabalhando arduamente para a sua manutenção, o Chama Farroupilha tem algumas experiências interessantes. Apesar de estar inserido em um município com fama nacional de rico devido ao Pólo Petroquímico, esta não é a realidade da população local, que conta aproximadamente com 24 mil pessoas em todo o município, mas com um centro urbano pequeno. Não existe em Triunfo nenhum prédio com mais de três andares, o único elevador da cidade é no único hospital, embora a cidade tenha sido fundada em 1754. Ou seja, há fontes de renda escassas para entidades, que precisam ser garimpadas e divididas com outras.

     Apesar de tudo, somente o patrimônio imobiliário do grupo está avaliado em mais de 200 mil reais; conta a participação em 8 jamborees, tendo sido o maior contigente do Rio Grande do Sul para o Jamboree Mundial de 2007.

     Considerando estes fatos, serão partilhadas algumas experiências que o Chama Farroupilha desenvolve e que ajudam bastante, entendendo sempre que cada comunidade é diferente, que as realidades locais mudam, que nem tudo pode ser aplicado, mas pode ser melhorado ou aperfeiçoado, dependendo de cada contexto. Também nada é inédito, muito pouco do escrito aqui foi criado no Chama, são vivências  inspiradas em outros, com a prática adequada para a maneira como se conseguiu executar. Resultado do trabalho de diferentes diretorias ao longo dos anos e temos por princípio que chefes não assumem funções na diretoria, mesmo que tenham filhos nas seções, é uma tradição do grupo não misturar a área administrativa com a área técnica. Estas são apenas as experiências deste grupo expostas a todos, um banco de ideias:

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1 – Financiamento dos carentes: Primeiro um lembrete histórico, o Escotismo nasceu no auge do imperialismo inglês, durante o reinado da Rainha Victoria, portanto em um dos momentos mais ricos daquela nação. Para aqueles que sempre resgatam a memória de nosso fundador, lembrem-se que Baden-Powell era herói de guerra e ocupava o cargo de “Inspector-General of Cavalry” do exército britânico, obviamente com um soldo polposo correspondente a função. A família levava uma vida abastada, basta ler “Baden-Powell, A family Album”, escrito por Heather Baden-Powell (a filha do meio) para se ter noção do padrão de vida que levavam. Tudo isso para dizer que escotismo sempre foi caro, precisa de dinheiro como qualquer coisa no mundo atual.

     O grupo cobra uma anuidade considerada baixa (R$ 60,00) o que torna o fluxo de caixa bastante apertado se depender somente desta fonte de renda. Dessa forma, os carentes tem impacto direto no orçamento do grupo, da Região Escoteira e da Direção Nacional. Não existe almoço grátis. Assumimos que esta responsabilidade é do grupo escoteiro e pagamos a conta com a captação de padrinhos fora do grupo. Muitas destas pessoas desconhecem o jovem que estão ajudando. A diretoria identifica pessoas na comunidade que poderiam fornecer este auxílio, fazem o convite e passam a cobrar diretamente deles as despesas dos jovens, que também desconhecem seus benfeitores.

     Usa-se esta ferramenta no cotidiano, mas para atividades especiais também. Para o jamboree nacional de 2012, por exemplo, a delegação do Chama Farroupilha era composta de 29 pessoas, das quais três (portanto, 10% do contingente) eram apadrinhados, um deles morador da casa-lar e sob tutela do Estado.

2 – Rede de antigos escoteiros: Esta é a principal rede de contatos que o grupo mantém. Ainda não conseguimos fundar um Clube da Flor da Lís para os antigos escoteiros. Portanto, funciona de forma informal, onde os chefes mais velhos identificam os antigos escoteiros do grupo que estão inseridos na comunidade. A diretoria sempre os procura com uma proposta concreta, um fim específico. Pode ser a adoção de um carente, um item determinado de material ou custo de mão-de-obra para a sede, alguma falta de material de acampamento, subsidiar o transporte de alguma seção, enfim, variadas necessidades.

     Em outros casos, a colaboração não é financeira. Alguns ajudam trabalhando nos eventos do grupo mais ativamente que alguns pais, ministram palestras aos jovens dentro de sua área de conhecimento, realizam transporte de materiais em seus caminhões, camionetes, etc.

      Mas por uma questão de transparência, sempre a pedida deve ter um fim específico, bem definido e quando for dinheiro, também o valor explicitado. Quem ajuda sabe para o quê está contribuindo, especificamente.

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3 – Rede de simpatizantes não-escoteiros: Funcionando nos mesmos moldes dos simpatizantes que são antigos escoteiros, muitas pessoas não participaram do movimento escoteiro como membros juvenis mas gostariam de colaborar de alguma forma, que não fosse na chefia. Também se busca captar estas pessoas, mas trabalhando com um conceito mais ampliado. Outras estruturas da sociedade que podem ser parceiras também são buscadas. Neste sentido, temos como grandes parceiros os jornais locais onde já escrevemos as notícias e sugestões de pauta, enviando-as formatadas (não gerar mais trabalho para quem já está ajudando também é importante); o Ministério Público, que sempre apoia o grupo; a Câmara de Vereadores, que em várias oportunidades reconhece o trabalho do escotismo. Os Bancos, com agências em Triunfo, também colaboram.

     Estes dois últimos grupos, antigos escoteiros e simpatizantes não-escoteiros, formam a principal rede de contatos que o grupo mantém. Muitas vezes, estas pessoas atuam emprestando seu prestígio pessoal em favor do grupo, simplesmente realizando a intermediação necessária para que o Escotismo seja apresentado aos interessados.

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4 – Pais presentes – Comprometemos os pais na inscrição no grupo, que é feita pela diretoria e não pelos chefes, pois são também pais dos jovens, conversando de igual para igual. Mesmo assim, ainda se tem muito o que progredir neste campo.

     Os chefes, ao longo do tempo, informam e destacam aos jovens a importância da Assembléia de Grupo, e o estatuto do Chama Farroupilha contempla um representante jovem de cada seção na Assembléia, com direito a voz e voto, escolhido democraticamente em cada seção, para participar da Assembléia. Sem impacto real no processo de votação, pois muitos argumentariam isso, subestimando o voto dos jovens, é um exercício de compromisso e envolvimento com as grandes questões do grupo.

     Na mesma linha de raciocínio, informa-se aos pais a importância das Assembléias Regionais e Nacionais, estimulando suas candidaturas como delegados do grupo ou simplesmente assistindo aos encontros, explicando que é de graça, não tem custos de inscrição (Congressos sim, Assembléias não) e que não reclamem pelos cantos ou em mídias sociais pois certamente as pessoas a quem se dirigem os comentários nunca os lerão, servirá somente para fomentar fofocas com terceiros. Por isso devem usar os vários canais disponíveis para comunicação. Estar comprometido estando fisicamente presente é algo que o Chama Farroupilha passou a praticar. Dessa forma, com conversas diretas, pessoais, nos canais corretos, com os representantes de direito, minimizamos as discordâncias por mal-entendimentos e potencializamos nossos resultados.

Chama Farroupilha na Assembleia Regional 2013

Chama Farroupilha na Assembleia Regional 2013

5 – Acreditação – Concorrer a todos os prêmios e trófeus que se puder, assim como documentos oficiais de reconhecimento, a exemplo da Declaração de Utilidade Pública Municipal. Por seis anos consecutivos o grupo conquista o Troféu Grupo Padrão no nível Ouro, já participou do Prêmio Aurélio Azevedo Marques, assim como do Concurso de Fotografias em três edições. Muteco e Mutcom também rendem certificações. Distintivos de Recrutador motivam os jovens, devem sempres ser solicitados.

     Tudo isso é de graça (nada é de graça, está pago pelo Registro Escoteiro, já pagamos por estas atividades), basta participar organizando localmente os eventos. Há muitas facetas disto, talvez a maior seja a mobilização de várias pessoas em torno de um objetivo comum, fortalecendo os laços de compromisso. Também produzem inserções na mídia, por participar, por ser premiado, etc. Uma visibilidade sempre necessária.

     Outra contrapartida muito importante é que essa titulação vai formando um currículo para o Grupo Escoteiro, que serve para apresentá-lo a futuros colaboradores, novos membros e demonstrar a comunidade que o grupo está trabalhando seriamente e não apenas de forma recreativa.

     É sempre mais fácil conseguir o apoio das pessoas se você consegue provar que tem uma longa trajetória de trabalho, que não se trata de nenhum aventureiro, uma vez que o próprio escotismo é centenário.

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6 – Eventos típicos – Um evento que se torna tradicional no grupo, promovido para a comunidade ter a oportunidade de participar, feito com cada vez mais excelência e com frequência regular mas não muito próximos, tornam-se muito lucrativos. O maior exemplo é o Bazar do Caramuru (SP), um mega evento cuidadosamente preparado. O Grupo Escoteiro Jean de Lery (RS) realiza o Frangotó. Há muitas maneiras.

     Obviamente, isto depende do gosto local. A fórmula do Chama Farroupilha, inspirada nos times de futebol amador de Triunfo, é a realização de galetos. Já utilizamos diversos sistemas, iniciados em 1995, desde servir na sede no estilo galeteria, até somente “take-away”, só para levar para casa, passando por todas as combinações possíveis, inclusive com entrega domiciliar, já que Triunfo é pequeno e havia muitos pais voluntários. Executados na sede do grupo, em salões emprestados e até em praça pública. Com bom planejamento para não haver sobras, escolha minuciosa da data e empenho na venda dos galetos, o lucro é garantido. Mas tem que ser sempre muito bem preparado ou no próximo não haverá interessados. Desnecessário dizer que em todos os exemplos citados, todo o grupo precisa se envolver, nunca é um evento que poucas pessoas executam.

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7 – Apoio a outras entidades – Uma mão lava a outra. Além de nossa obrigação de ajudar o próximo, praticar o servir, uma boa relação com as demais entidades e associações, promovendo o apoio mútuo, participando das promoções dos demais, retribuindo as gentilezas, sempre resulta em benefícios recíprocos. Não é uma referência ao serviço comunitário, isto é outra coisa e não está no escopo deste texto. Não somente comprar ingressos das promoções, mas também emprestar materiais, motivar as pessoas do grupo para participarem trabalhando, inserir-se em comissões, entre outras ações.

     Alguns dos parceiros do Chama Farroupilha são a APAE, a Religião Católica, a Religião Testemunhas de Jeová, o CTG Galpão de Campanha, a Boutique Girassol, o Clube Cantareira e a Loja Maçônica Triumpho do Direito. Em muitas situações, a relação não envolve propriamente dinheiro, mas a facilidade nos meios para obtê-los, criando melhores condições para execução das atividades.

8 – Livro – Financiamento Colaborativo – Escrever a história do grupo com a publicação de um livro também foi uma experiência muito boa, pois perpetuou a trajetória do Chama Farroupilha e acabou também gerando receita. Muitos grupos já tiveram esta experiência. Nos deparamos com o custo de impressão, quando lançamos o projeto através de um site de financiamento colaborativo, que serve para qualquer projeto, não somente livros e foi um sucesso, arrecadando mais de 100% do valor proposto. Uma vez o livro impresso, ele já estava pago. Após o lançamento, o grupo passou a vender os exemplares, resultando em renda direta para o grupo.

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9 – Outdoor – Ideia de um dos antigos escoteiros do Chama, hoje empresário, que sugeriu a execução de um outdoor na entrada da cidade com anúncio das empresas que apoiam ou simpatizam com o escotismo. Os espaços foram vendidos a preços altos, significando um excelente lucro para o Grupo Escoteiro. Quase todos os anúncios foram adquiridos também por antigos escoteiros ou pais que atualmente tem seus filhos no grupo, sendo publicadas as logomarcas das empresas ou negócios de cada um. Não houve propaganda para a compra de espaços, o trabalho foi realizado através de contato pessoal direto entre a diretoria e os possíveis interessados, sendo, portanto, uma venda direcionada aqueles colaboradores em potencial.

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10 – Inovação – Apresentar e aceitar propostas inovadoras também pode produzir bons reflexos, como a ideia proposta por um ex-Diretor-Presidente do grupo, de na reforma da sede ser utilizado como telha, placas de borracha que são descarte da indústria. Algo inusitado e que se mostrou muito interessante. As placas foram todas doadas, teríamos o custo exclusivamente do frete, que também foi doado, e teremos em breve um telhado que retirou grande quantidade deste material da natureza pois seu descarte é complexo. Com efeito térmico no ambiente interno e resistente ao granizo, apresenta um visual muito alegre.

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11 – Exposição sistemática do grupo, apareça sem ser convidado – Tornar o grupo conhecido mostrou-se obrigatório para receber aceitação nos eventos promovidos pelo grupo e na captação de recursos. Dessa forma, se procura estar presente em todos os eventos públicos que acontecem na cidade. Dificilmente muitas pessoas podem ser mobilizadas em dias de semana, mas com certeza, alguns podem, de maneira que uma representação sempre estará presente. Melhor ainda que sejam pessoas diferentes, pois mostra que não são sempre os mesmos, que há muitas pessoas ligadas ao grupo.

     Realiza-se busca ativa destes eventos, não esperando convites oficiais para estar presente ou visitando, por exemplo, a Feira do Livro, a Feira do Peixe, as Horas Cívicas, as festividades da Semana Farroupilha, as Sessões Solenes da Câmara de Vereadores e tantas outras oportunidades. Foi assumido que não aceitariamos ouvir na comunidade a famosa frase: “- Não sabia que havia escoteiros aqui”. Mas para isso é preciso movimento, sempre alguém tem que estar aparecendo de uniforme.

     Da mesma maneira, a exposição das pessoas envolvidas com o grupo é igualmente importante, pois a comunidade pode reconhecer a cara do movimento escoteiro em qualquer oportunidade. Novamente, aqui o ganho financeiro para o grupo não é direto, mas sim em construir uma relação de confiança e credibilidade com a sociedade onde está inserido.

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     Estas poucas experiências já renderam um post excessivamente longo, mas sentimos um certo orgulho destas iniciativas, pois são importantes para o crescimento do Chama Farroupilha, consequentemente do escotismo, uma vez que somos um movimento único, e por isto as compartilhamos. Há um ponto em comum entre todas, estão ancoradas na comunidade.

O Clã Pioneiro - base de trabalho importante para captação de recursos

O Clã Pioneiro – base de trabalho importante para captação de recursos

Assembléia Regional Escoteira 2013

A Assembléia Regional de 2013 da Região do Rio Grande do Sul foi realizada neste domingo, em um ambiente de intensa confraternização e amizade.

Presidida pelo Chefe José F. Machado, que daqui a um mês completará 80 anos, transcorreu com excelente dinâmica e um público que superlotou o auditório da Academia de Polícia Militar.

A chapa única com a formação de Márcio Sequeira da Silva para Presidente e para Diretores Breno Nunes Dias, Paulo Vinícius de Castilhos Palma, Rebeca Pizzi Rodrigues e Ricardo Silva de Freitas foi eleita por aclamação.

Para a Comissão Fiscal Regional foram eleitos Mario Henrique Peters Farinon, Nelson Zepka Senna e Osório Flores Coronel.

Para a Comissão de Ética e Disciplina Regional foram eleitos Carlos Alexandre Bueno, José Carlos Petró e Marlon Benites de Souza.

Como Delegados para a Assembleia Nacional da UEB foram eleitos: Cláudio Bressiani, Eduardo Eichenberg Furaste, Francisco José Vergara Ferreira, Glacy Robaina Bressiani, Maurício Roth Volkweis, Mauro Luis Borges Matiotti, Osório Flores Coronel, Paulo Roberto Siebiger, Ricardo Guerra Lazzarotto e Ricardo Kontz.

Como candidato ao Conselho de Administração Nacional foi escolhido por aclamação Maurício Roth Volkweis. O chefe Mário Henrique Peters Farinon também era candidato e gentilmente retirou sua candidatura a nosso favor.

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Candidatos eleitos momentos antes de renovarem sua promessa escoteira, todos juntos no palco.

Dentre outros assuntos, foram entregues os troféus Grupo Padrão, e o grupo escoteiro Chama Farroupilha 183 RS recebeu pelo sexto ano consecutivo o troféu Padrão Ouro.

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Integrantes do Chama Farroupilha 183 recebendo o troféu das mãos de Nelson Senna e Wilma Schiefferdecker

Outdoor, uma idéia de financiamento

Dentro das muitas possibilidades de campanhas financeiras para grupos escoteiros, um dos antigos escoteiros do Grupo Chama Farroupilha, Daniel Campos de Souza, teve uma idéia interessante e comentou com a diretoria do grupo.

Tratava-se da construção de um outdoor, onde as empresas locais simpatizantes do escotismo comprariam espaços publicitários com valores razoáveis que inclusive poderiam ser parcelados, caracterizando também uma forma de doação, resultando em um lucro significativo, descontados os custos da execução do painel.

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Desta forma, o projeto foi executado com 18 espaços publicitários e com a parte superior destinada a identificação do escotismo e do Chama Farroupilha. O projeto foi um sucesso, faltaram espaços para contemplar todos os interessados. O painel está instalado as margens da rodovia TF-10, a principal via de acesso a Triunfo, aproximadamente a 7 km da entrada da cidade.

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São muitas as nuances deste projeto, além do retorno financeiro, há também o envolvimento de várias pessoas com o mesmo objetivo, a associação da marca de empresas com o escotismo, a publicidade do escotismo e do próprio grupo escoteiro pois divide a visibilidade do outdoor com os patrocinadores, a aproximação com a comunidade, etc.

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Estamos em Obra

O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha está com sua sede em obras! Nossa sede foi inaugurada em 1995, quando na época nosso registro escoteiro mantinha em média 30 e poucos membros.

Atualmente, nosso registro fica em torno de 80 membros. Nossa sede ficou pequena! A atual diretoria, composta pela Diretora-Presidente Zorika Tavares Schubert, pelos Diretores Daniela Gravina Delavi e Sérgio Conzatti está executando um projeto audacioso que nos enche de orgulho. Exclusivamente com recursos próprios, estamos construindo um novo andar, que contará com várias novas salas para cada ramo.

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Vale destacar a penetrância que nosso grupo tem na comunidade. O município de Triunfo tem em torno de 24 mil habitantes, mas o centro urbano, a cidade propriamente dita, onde o grupo se localiza, conta em torno de 12 mil pessoas. Esta visibilidade e proximidade com a população é que permite o financiamento da obra, uma vez que os eventos promovidos sempre são muito prestigiados e suportados pela comunidade triunfense, a maior parceira e apoiadora do grupo.

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Teremos uma importante novidade, que será um telhado com placas de borracha reutilizadas. Sucatas da indústria, servem de moldes para a fabricação de diversos produtos, que uma fez produzidos, estes discos viram lixo. Como vantagens, além da questão ecológica de destino deste material, possui um efeito térmico interessante e, por natureza, é imune ao granizo, que por 3 vezes já danificou nosso telhado.

DSCN5088Placas de borracha que serão utilizadas no novo telhado, já depositadas no pátio da sede.

DSCN5094Mezzanino onde funcionava o canto sênior e que será agora amplamente ampliado.

DSCN5093Vista dos buracos abertos no piso para a instalação das novas vigas de sustentação para o novo andar. Onde estão empilhadas as mesas e bancos é onde ficará a nova escada, com o canto da alcatéia sob ela.

Brevemente, esperamos reinaugurar nossa sede, completamente remodelada.

Livro PUBLICADO!!! The book is on the table!

Caros amigos, é com muita alegria e satisfação que podemos anunciar que o Livro está pronto!! CHAMA FARROUPILHA 183 RS, 25 ANOS DE HISTÓRIA, está impresso e entregue.

Pessoalmente, achei o livro muito bonito. A CORAG fez um trabalho gráfico excelente, uma impressão com muita qualidade e penso que a escolha pela maioria da versão colorida foi acertada. Na imagem abaixo vemos parte do capítulo que fala da primeira promessa e fundação do grupo em 1 de maio de 1986 e a foto da primeira promessa da alcatéia, ocorrida em outubro do mesmo ano.

São muitos personagens que compõem esta história, onde buscamos destacar os fatos mais relevantes ou a primeira vez que algum evento ou realização aconteceu no grupo. Também contamos as experiências dos 8 jamborees que o grupo participou, de 5 anos consecutivos como Padrão Ouro dos Escoteiros do Brasil e muitas histórias divertidas envolvendo os jovens.

Quase 200 páginas e mais de 90 ilustrações descrevem um pouco da história do escotismo no Brasil, visto sob o ponto de vista de um grupo escoteiro, localizado em uma comunidade pequena e as suas relações com as pessoas do lugar, contando como se deu esta construção e quem foram as pessoas que abriram este caminho.

Estamos preparando um momento especial para apresentar a obra, que certamente ocorrerá no mês de novembro. Neste lançamento, entregaremos os exemplares para os colaboradores do projeto que ajudaram financeiramente e puderem estar presentes, em um momento de confraternização e agradecimento. Foram 89 colaboradores que ajudaram na execução deste projeto.

Como a edição está toda paga, os demais exemplares serão vendidos e o dinheiro revertido para o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha, tornando-se em uma valiosa contribuição para o grupo, que planeja ampliar a sede.

Obrigado a todos!

Triunfo na Linha do Tempo

Novo livro de ELMA SANT´ANA, “TRIUNFO NA LINHA DO TEMPO”, é uma coletânea de  memórias, construídas a partir das diversas entrevistas com triunfenses, seus  relatos, suas lutas. E nesta linha do tempo, como eles construíram a sua história.

O lançamento do livro, com mais de 200 páginas, ocorreu no dia 9 de agosto, no Teatro União, em Triunfo e o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha foi amplamente citado, com 3 páginas exclusivas (p. 163, 164 e 165) resumindo sua história e a inserção de 4 fotos, que podem ser vistos no final deste artigo.

Zorika, Dabil e a autora, Elma Sant’Ana, no lançamento do livro

Sobre a autora:

Elma Sant´Ana nasceu em Triunfo/RS. Geógrafa e  Pós-Graduada em Ecologia Humana e Pós-Graduada em Folclore. É autora de  29 livros publicados nas áreas de pesquisa de folclore, história,  biografia, entre eles: “A Mulher na Guerra dos Farrapos”, “Menotti, o  filho gaúcho de Anita e Garibaldi”, “Minha Amada Maria – Cartas dos  Mucker”, “As Parteiras”, “Benzedeiras e Benzeduras”, “Garibaldi em São  José do Norte. A luta pelo porto”, entre outros. Idealizadora e  presidente do Instituto Anita Garibaldi.

É palestrante sobre a Cultura Gaúcha, em especial sobre a temática  garibaldina. Conferencista sobre políticas culturais nos municípios do  Rio Grande do Sul. Ministrante de Oficinas Literárias sobre o tema  “Parteiras, Benzedeiras, Benzeduras. Dentro da área cultural, foi Secretária de Turismo de Mostardas,  Assessora Cultural de Capivari do Sul e Igrejinha. Ex-Conselheira do  Conselho de Cultura do Rio Grande do Sul, Assessora Cultural da FAMURS .

Recebeu a Comenda Anita Garibaldi, da Maçonaria do Distrito Federal;  Troféu Guri, da Rádio Gaúcha SAT; Troféu Melhores Mulheres, do Jornal do  Comércio; Troféu Mulher Farroupilha RS e a Camélia de Ouro, da cidade  italiana de Velletri, entre outras homenagens. (Fonte: Editora Alcance.)

OBRIGADO !!!!

Primeira bandeira do grupo escoteiro Chama Farroupilha

Amigos,

Faltam 4 dias para encerrar o prazo de doação para a publicação do livro sobre os 25  anos de história do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS e coletamos até agora 105% do necessário. ISSO MESMO, CENTO E CINCO POR CENTO. Como se diz no Rio Grande do Sul, estouramos a boca do brete ! Passamos do limite, o que nos permitirá imprimir mais exemplares ou melhorar a qualidade !

Foram tantas as alegrias com este projeto que é difícil descrever. Tantas pessoas se envolveram, tantas participaram com grana, com divulgação, com trabalho braçal, com prestígio, com influência, com todas as armas disponíveis. Nesse momento, agradeço inicialmente a minha esposa, Waléria Schmidt (essa merece o pin do Cônjuge), que descobriu o Financiamento Colaborativo e o site Catarse na revista de bordo da Gol, quando voavamos de volta das férias e me apresentou a idéia.

Doações do Brasil inteiro e pasmem, inclusive da Europa, de Praga !

Antigos escoteiros, antigos chefes, fundadores do grupo, Conselheiros Nacionais, Executivos Escoteiros, parentes de todos, melhores amigos, amigos distantes, desconhecidos, ninguém fica indiferente. O escotismo é fantástico, revela as pessoas!

Prometemos em breve o detalhamento deste processo que parece muito promissor para os grupos escoteiros, neste momento queremos fazer o registro inicial de que conseguimos e de que em breve o livro estará no prelo.

24 de outubro de 1981 – O mosquito mordeu, a doença pegou.