Monthly Archives: Abril 2014

Abelhas do Fábio, uma colmeia de vidro

No interior de Triunfo, RS, o amigo Fábio Haussen Pereira Jr., médico veterinário, mantém uma aprazível propriedade, com mata nativa e próxima a um arroio. Seu filho, Bruno Dornelles Pereira é escoteiro há muitos anos, atualmente é chefe na Tropa Escoteira do Chama Farroupilha. Então, o sítio se tornou um dos locais de acampamento tradicionais do grupo.

Por alguns anos, o Fábio desenvolveu a atividade de apicultor e a base do apiário era justamente nesta propriedade, onde ficavam os equipamentos necessários.

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A foto acima mostra o Chama Farroupilha em um acampamento de grupo na referida propriedade, em 2010.

Abaixo, o próprio Bruno Dornelles Pereira se banhando no arroio, motivo pelo qual realizamos estes acampamentos no verão.

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Existe lá uma casa antiga, que é a sede da fazenda e antiga morada da família que construiu a propriedade há muitos anos atrás. No acampamento do grupo em 2010, tivemos uma surpresa muito interessante. A casa tem três quartos lado a lado, na janela do quarto do meio, havia uma colméia instalada, entre o tampão externo e a folha com vidros. Isto permitia observar as abelhas trabalhando.

Previamente ao nosso acampamento, o Fábio teve o cuidado de parafusar a janela, evitando sua abertura acidental e permitindo a visualização com segurança.

Abaixo, uma vista geral da janela, quando menos da metade do espaço disponível era ocupado pelas abelhas.

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A seguir, a janela observada mais de perto:

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Detalhe do vidro do meio, onde se observam os favos e a intensa atividade das abelhas.

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Close do vidro mais inferior, espaço para onde a colmeia irá se expandir.

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Imagem ainda mais aproximada do vidro do meio, onde o reflexo interferiu na qualidade da foto, mas mesmo assim é possível observar o detalhe dos favos abertos, sendo preenchidos com mel.

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Em 2013, o Chama Farroupilha retorna ao local para lá realizar mais uma vez seu acampamento de fim de ano com todo o grupo. Havia se passado três anos de nossa última atividade naquele lugar.

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E as abelhas? Bem, a colmeia havia aumentado consideravelmente. Impossível deixar de lembrar das histórias de Agnes Baden-Powell que mantinha uma colmeia em recipientes de vidro, dentro de casa, em uma das salas da residência onde morava com sua mãe, Mrs Henrietta Baden-Powell. Suas abelhas produziam um mel que foi mais de uma vez premiado em competições na Inglaterra¹.

Agora, os dois lados da janela são ocupados pelas abelhas:

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Detalhe do vidro inferior, lado direito, porção que em 2010 estava vazia, com abelhas mas sem favos, e agora completamente tomada.

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Close da mesma região anterior, vidro inferior esquerdo, onde se observa os favos fixados no próprio vidro.

A diversão é procurar a abelha-rainha, mas ninguém foi capaz de identificá-la.

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A seguir, o vidro superior do lado esquerdo, grande quantidade de favos, movimentação muito intensa. É possível ficar horas e mais horas contemplando o trabalho. Acender a lâmpada do quarto parece em nada interferir no trabalho. Curiosamente, a movimentação das abelhas dentro da colmeia é lenta, bem diferente da velocidade em que se observam as abelhas na rua, em seu trabalho externo.

Em um primeiro momento, a sensação é de apreensão, para não disser medo. Depois de alguns instantes, e com a percepção de que não se pode abrir a janela porque está parafusada, vem os sentimentos de surpresa, admiração e curiosidade.

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Vidro inferior do lado esquerdo, um dos poucos lugares onde há espaço vazio. Notar a forma irregular dos favos, que neste ponto estão sendo construídos de baixo para cima.

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Lado externo da casa, onde se observa a janela-colmeia. O movimento de entrada e saída das abelhas é grande e uma planta ajuda a camuflar o local.

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Nesta fresta entre o tampão e o marco da janela é a porta de entrada para a colmeia. O movimento é muito intenso.

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Da série curiosidades da natureza …

1 – The First Girl Guide, The Story of Agnes Baden-Powell, Gardner, H.D., Amberley Publishing, England, 192p., 2010.

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Novo Campo-Escola. Colabore!!!

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          O campo-escola João Ribeiro dos Santos, localizado no Parque Saint Hilaire em Porto Alegre (ou Viamão, não vale estender esta explicação) é um orgulho para todos os escoteiros gaúchos. Construído ao longo de quase 60 anos, é lá que a grande maioria dos cursos de formação é ministrada, além de outras atividades.
          Todavia, a área pertence a Prefeitura de Porto Alegre, que periodicamente celebra contratos de comodato com o Região do Rio Grande do Sul. Atualmente, questões ambientais referentes ao parque, indicam um novo caminho que comecará a ser trilhado, que é a aquisição e construção de um novo campo-escola, de propriedade exclusiva da Região do Rio Grande do Sul, e por consequência, dos Escoteiros do Brasil.
          A administração regional trabalha para isso e identificou já alguns lugares nos arredores de Porto Alegre que se prestam para esta construção. A Assembléia Regional, em sua última sessão em fevereiro, discutiu este assunto e aprovou a venda de um dos imóveis regionais (antiga loja da Av. Farrapos, Porto Alegre) com a destinação do dinheiro exclusivamente para este novo empreendimento. A liberação para a venda agora tramita no Conselho de Administração Nacional, que deverá se manifestar nas próximas semanas.
          Foi iniciado também o movimento de captação de recursos através de doações financeiras. Em uma conta aberta especificamente para este fim, e com a evolução dos depósitos demonstrada no site regional, qualquer pessoa pode doar qualquer valor.
          Basta acessar www.escoteirosrs.org.br/novo-campo-escoteiro ou depositar no BANRISUL, Agência 0049 (Bom Conselho), Conta 06.012345.6-6, Titular: Escoteiros do Brasil – Rio Grande do Sul
          Todas as informações referentes ao andamento também estão disponíveis nesta página, além do vídeo promocional da campanha.
          Participe doando, participe divulgando em todos os lugares, mídias sociais, amigos, no seu grupo escoteiro e também para tantos antigos escoteiros que estão afastados do movimento, mas que sem dúvida alguma poderiam contribuir.
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