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Padrão Ouro, a longa trajetória do Chama Farroupilha 183 RS

O escotismo é um movimento voluntário, de educação extraescolar, para jovens, orientado por adultos. Localmente, as pessoas se organizam em grupos escoteiros, com as crianças e jovens divididos de acordo com a sua faixa etária.

O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, de Triunfo, conquista de forma consecutiva o troféu de excelência “Grupo Padrão, nível Ouro”, em uma certificação promovida pela União dos Escoteiros do Brasil para destacar os grupos que demonstram um padrão de excelência em diferentes quesitos organizacionais e de atividades, pelo período de um ano de avaliação.

O prêmio é oferecido nos graus Bronze, Prata e Ouro e iniciou em 2005. O Chama Farroupilha não participou nas primeira edições, iniciando sua trajetória em 2008 e já conquistando o Ouro logo na primeira participação e nos anos seguintes sempre manteve essa posição. Este é o segundo grupo escoteiro mais laureado do Rio Grande do Sul. O mais premiado é o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS, de Charqueadas, padrinho de fundação do Chama Farroupilha, que participa desde a primeira edição. Certamente o “dindo” pode se orgulhar de seu afilhado.
Nem todos os grupos podem participar, é necessário preencher vários quesitos prévios para entrar na disputa e só depois concorrer às posições, o que acaba envolvendo todas as pessoas que participam na unidade local. É necessário foco, atenção nas regras, monitoramento ao longo do ano e muitas atividades.
O grupo está com inscrições abertas, especialmente para jovens (meninos e meninas) de 10 a 12 anos, mas há vagas para todas as idades. Basta comparecer na sede do grupo, na Rua Vereador Adão Tavares da Silva 213, próximo ao Ginásio de Esportes, nos sábados, a partir das 13 h 30 min.
Na foto, parte do grupo acampando nos dias 17 e 18 de março de 2018, na Cabanha das Figueiras.

 
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3° Distrito Escoteiro: Grupos trabalhando muito

Em novembro de 2016 os grupos escoteiros do Mar Carajás, Presidente Costa e Silva, Cerro da Raposa, Jacuí e Chama Farroupilha iniciaram um novo momento de convivência e estruturação do 3° Distrito Escoteiro do RS, resgatando a vida distrital regular, com apoio mútuo e intensificação das atividades e contatos, buscando, principalmente, aproximar os jovens entre as cidades vizinhas, fortalecendo os laços de amizade e fraternidade.

Durante este ano que passou, estes grupos escoteiros realizaram diversas ações, dentre elas se destacam:

2016

– Início de novas atividades e formatação do Distrito em novembro de 2016.
– Indaba Distrital em São Jerônimo, dezembro de 2016.
– Definição de cargos e estrutura distrital, elaboração do calendário distrital para 2017.
– Criação de página no Facebook para o Distrito. https://www.facebook.com/3DistritoEscoteiro/
– Criação de lista de emails via Google Groups.
– Criação de grupo de Whatsapp do Distrito, criação de grupos menores por ramos.

2017

– Participação na Romaria de Santo Amaro, em General Câmara, 15 km de caminhada, dia 14/01, com 6 participantes.
– Participação conjunta na 1 Aventura Grega do G.E. Barbosa Lessa, de Camaquã, fevereiro de 2017.
– Participação de dois integrantes do Distrito no Seminário Regional de Comunicação, em Flores da Cunha.
– Participação na Assembleia Regional e Congresso, em Três Coroas.
– Realização do Concurso da Logo do Distrito.
– Realização do Workshop de Grupo Padrão, em Charqueadas.
– Indaba Distrital, em Charqueadas.
– Criação de Grupo de Interesse para reabertura do Grupo Escoteiro João Pellizzari de Almeida, em General Câmara.
– Reunião com vice-prefeito de São Jerônimo em abril, para tratar de assuntos de interesse do Escotismo.
– Participação no Congresso Nacional Escoteiro e Assembleia Nacional, em Goiânia.
– Visita ao Grupo Escoteiro Cerro da Raposa, em Arroio dos Ratos.
– Visita, junto com representantes da Direção e Escritório Regionais, ao vice-prefeito de São Jerônimo.
– Reunião com Secretário de Educação da cidade de General Câmara.
– Visita ao Grupo Escoteiro Presidente Costa e Silva em Taquari
– Palestra informativa Vamos Falar de Escotismo, em General Câmara,
– Visita ao Grupo Escoteiro do Mar Carajás, em São Jerônimo.
– Reunião para eleição de comissão provisória do Grupo Escoteiro João Pellizzari de Almeida.
– Reunião de Coordenadores Distritais, primeiro semestre, em Porto Alegre.
– Rapel do ramo sênior no Morro da Cabrita.
– Reunião conjunta de grupos do Distrito em General Câmara, na praça, para divulgação do Movimento Escoteiro.
– Reunião de planejamento do acantonamento distrital do ramo lobo.
– Acantonamento Distrital, ramo lobinho, em Triunfo.
– Desfile 7 de setembro, em Arroio dos Ratos.
– Desfile 20 de setembro, em Triunfo.
– Reunião com pais, Grupo Escoteiro Cerro da Raposa.
– Reunião de Coordenadores Distritais, segundo semestre, em Porto Alegre.
– Reunião preparatória para o Elo Nacional, em Triunfo.
– Elo Nacional, em Charqueadas.
– Jantar de comemoração dos 35 anos de fundação do Grupo Escoteiro Jacuí, em Charqueadas.
– Indaba Distrital em Taquari.
– Cerimônia de condecoração do chefe Cérgio Carvalho em Charqueadas.
– Palestra informativa Vamos Falar de Escotismo, em Butiá.

O calendário de 2018 já foi elaborado e está cheio de atividades. Os grupos seguem trabalhando para fortalecer o escotismo nesta área do Rio Grande do Sul.

 

Escotismo, A primeira notícia no Brasil

Conhecido por todos os escoteiros do Brasil como a primeira notícia sobre escotismo publicada no país, o artigo preparado pelo Tenente Eduardo Henrique Weaver foi publicado em 1909. Quantos escoteiros realmente conhecem o texto e já tiveram a oportunidade de lê-lo? Abaixo, a versão digital disponibilizada pela Hemeroteca Digital Brasileira, já pesquisado e pronto para a leitura.

“A primeira notícia sobre o Escotismo publicada no Brasil foi no dia 1o de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, e com circulação nacional. A reportagem tinha o título : Scouts e a Arte de Scrutar; ocupava três páginas e apresentava 7 fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1o. Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell – B-P.” ¹

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4 - 3

Fontes:

1- http://www.escoteiros.org.br/escotismo/escotismo_no_brasil.php

2 – Hemeroteca Digital Brasileira, http://memoria.bn.br/DocReader/docreader.aspx?bib=107468&pasta=ano%20190&pesq=scout

Candidato ao CAN

Em 24 de março de 2013, domingo, teremos a Assembléia Regional, no Rio Grande do Sul. Neste ano será eleita uma nova diretoria e também caberá a Assembléia indicar um nome para concorrer como candidato do Rio Grande do Sul ao Conselho de Administração Nacional (CAN). O CAN terá a troca de 7 conselheiros, que serão eleitos na Assembléia Nacional, em Recife, no final do mês de abril.

O chefe Márcio Sequeira, do Grupo Escoteiro Arno Friedrich, é candidato a Diretor Regional e lidera um grande grupo de pessoas que está trabalhando na construção desta candidatura, mas, principalmente, em um plano de trabalho e metas para a nova gestão. Brevemente, as propostas estarão expostas na página http://escotismoquequeremos.org.br/

Estas pessoas entenderam que seria importante um Conselheiro Nacional em sintonia com a proposta da Direção Regional, construindo uma candidatura desde a base e trabalhando junto neste processo.

Fui convidado a concorrer na Assembléia Regional como candidato ao CAN. Após consultar minha família e minha consciência, aceitei e me comprometi com o grupo.

“O escoteiro tem uma só palavra, sua honra vale mais que a própria vida”.

Portanto, amigos, sou candidato a Conselheiro Nacional, no CAN.

Minha vida escoteira, experiência e meus pensamentos estão parcialmente expostos neste blog que existe há um ano, embora eu seja escoteiro há 32 anos. Penso que posso contribuir, principalmente por ser um escoteiro muito ativo e atuante, que sempre trabalhou com os jovens.

Meu nome está a disposição para servir o escotismo brasileiro de forma mais ampla. Conto com a colaboração de todos.

SIGUE, a vivência de um grupo escoteiro

           A experiência de utilizar o SIGUE, sistema de informações desenvolvido pela União dos Escoteiros do Brasil (UEB), para gestão dos grupos escoteiros, é uma das mais emocionantes possível. Esta ferramenta é um verdadeiro presente para as unidades escoteiras e a razão deste entusiasmo nasce na época em que toda a administração da seção e do grupo era na base do papel.

            Há poucos anos atrás era impossível pensar em ter acesso a base de informações do grupo escoteiro em qualquer lugar e a qualquer hora. Usualmente isto só poderia ser feito na sede do grupo e resultava em um volume significativo de papel que necessitava ser eternamente arquivado. Parece, aos chefes e dirigentes, algo óbvio, mas converse com chefes ou dirigentes novos, que entraram para o escotismo após a implantação do Sigue e conte a eles como era a vida na época da Ficha 120 e da 121 para adultos. Eles simplesmente não acreditam. Não crêem que era necessário escrever vinte, trinta vezes, a mesma frase em cada ficha individual, para cada atividade. Parecia castigo escolar do tempo antigo. Sem falar na dificuldade de utilizar e manter atualizados os pequenos e confusos campos da ficha 121. O resultado era a grande maioria de escotistas sem fichas pessoais, com sua história ficando perdida. Abaixo estão exemplos destas fichas, com modelos da década de 1990’s.

Ficha 120 dos anos 1990's

 

Ficha 121 dos anos 1990's

            É sabido que alguns grupos desenvolveram bancos de dados para usar o computador ao invés do serviço braçal, mas um sistema oficial, acessível a todos, é, talvez, o maior avanço administrativo de toda a história da UEB. Além disso, permite ao órgão central registrar e contabilizar tudo que é feito no país. Imagine um relatório ou alguma forma de divulgação do escotismo afirmando que em determinado ano, no Brasil, houve 5 mil acampamentos escoteiros, realizados pelos grupos, por exemplo. Hoje, qualquer informação desta natureza poderá ser gerada no Sigue, englobando todo o território nacional e oferecendo uma visão de tudo o que fizemos no país. Será possível contabilizar tudo o que o escotismo brasileiro produz.

            Outra inegável qualidade do sistema é o arquivo fotográfico que é formado, permitindo acesso a todos os participantes do evento. Com as devidas proporções, quase um Facebook escoteiro. Recentemente, a incorporação da avaliação das atividades do Troféu Grupo Padrão através do Sigue também representou um excelente avanço, reduzindo o trabalho e a duplicidade de informações e relatórios. Certamente logo os Mutirões Nacionais Escoteiros de Ação Ecológica e de Ação Comunitária seguirão o mesmo caminho.

            Após o período de implantação e aprendizado do sistema, experimentamos uma fase de neurose de dados, com a necessidade de lançar a maior quantidade possível de informações pregressas, o que resultou no resgate da memória do grupo. Fantástico. Um efeito colateral inesperado, mas muito benéfico, pois os livros e fichas estavam se deteriorando, todavia precisavam ser preservados e recuperados porque para aqueles membros que no passado faziam parte do grupo não podem ser incluídas novas informações, uma vez que a base de participantes é o registro escoteiro atual e isto nos parece também muito correto. Neste ponto aparece outro benefício, o combate a evasão, que desta vez é por uma vontade enorme do jovem em ter acesso as suas informações. Isto facilitou a vida nos grupos, pois naturalmente aumentou o interesse de cada um em registrar-se.

            Mas a riqueza do sistema está justamente em utilizá-lo em sua plenitude e não apenas para o registro escoteiro e inscrições em eventos. Percebemos que quanto mais o implantamos, mais necessitamos dele e mais facilidades e benefícios são descobertos. Até os chefes mais refratários acabam se rendendo ao sistema e gostando muito. Por isso, a preocupação dos chefes e dirigentes do grupo em abastecer de forma correta e abundante o programa é fundamental para o sucesso.

            Naturalmente, as chefias começaram a sofrer esta pressão dos jovens, pois se consultam o Sigue Jovem e encontram seus dados desatualizados, já na próxima reunião questionam sobre o assunto.

            Acreditamos que podemos avançar mais, justamente para motivar os adultos a lançar dados no Sigue. A exemplo do que o CNPq desenvolveu no meio científico, criando uma base de currículos dos pesquisadores brasileiros, conhecida como Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br), talvez fosse possível oferecer consulta pública ao sistema para os currículos escoteiros dos adultos. O currículo Lattes permite visualizar a vida acadêmica do profissional, sem que dados pessoais ou de identificação tais como endereços, telefones, CPF’s, exceto o nome, sejam mostrados, utilizando uma ferramenta de busca individual. Assim, seria viável a qualquer pai pesquisar a Ficha 120, ou parte dela, dos chefes ao qual está confiando seu filho. Haveria mais transparência e um cuidado maior na atualização dos dados.

            Concluímos afirmando que este sistema é estimulante, muitíssimo útil e seus idealizadores e desenvolvedores merecem o reconhecimento de todos nós que utilizamos o mecanismo, sem dúvida, um grande progresso para todos.

O Troféu Grupo Padrão

O Troféu Grupo Padrão Ouro

 A União dos Escoteiros do Brasil instituiu uma premiação de reconhecimento anual para os grupos escoteiros que cumprissem determinadas atividades, certos requisitos de funcionamento, administração, formação de adultos, aplicação do método escoteiro e participação na comunidade. Não é um concurso, cada grupo compete individualmente tendo que obter determinada pontuação. Logo que recebemos o material da primeira edição, percebemos que seria algo muito interessante e importante porque era uma forma de quantificar e avaliar como o grupo havia funcionado ao longo do ano. A chefia delegou o material e a tarefa de estudar as regras para dois antigos escoteiros que pretendiam permanecer na chefia do grupo.

Eram jovens e o progresso nos estudos fez com que eles mudassem de cidade e ninguém assumiu o Grupo Padrão. Passaram-se alguns anos até que percebêssemos novamente a relevância desta avaliação e como isto poderia ajudar o grupo a ser melhor. Foi somente em 2008, com a abertura do clã pioneiro, que finalmente conseguimos nos organizar para participar, inclusive com a criação de um grupo de interesse no Clã exclusivamente para o grupo padrão, com a função principal de estudar as regras e ajudar as chefias de seção na documentação e planejamento das atividades.

Portanto, participamos por cinco anos consecutivos, 2008, 2009, 2010 e 2011 obtendo pontuação ouro em todos os anos. Estamos aguardando a divulgação do resultado de 2012, do qual também estamos concorrendo. É inegável que ficamos muito envaidecidos com estas premiações em grau máximo, principalmente porque todos os membros do grupo escoteiro podem ostentar a conquista com um distintivo bem visível no uniforme. Também utilizamos estas conquistas como ferramenta de marketing para o grupo, pois é uma forma de avaliação da organização, das atividades realizadas e da inserção do grupo na comunidade.

Rende reportagens nos jornais locais, credibilidade junto as famílias e apoiadores. Há também o marketing dentro do próprio escotismo, com a inserção do grupo no Relatório Anual Nacional e Regional e a divulgação em diversos sites escoteiros. Podemos mostrar a comunidade que o trabalho sério desenvolvido é reconhecido pelo órgão máximo do escotismo brasileiro. Não somos aventureiros. Quando alguém pergunta se este é um bom grupo escoteiro, os troféus Padrão Ouro são uma das respostas que apresentamos.

Somos grandes entusiasmados desta atividade porque só tem nos ajudado, quer seja a melhorarmos nossas práticas, quer seja pelos ganhos secundários que o Chama Farroupilha obtém. Se o seu grupo não participa, deveria pensar seriamente nisto.

Grupos escoteiros irmãos

O Grupo Escoteiro Jacuí, de Charqueadas, é o grupo padrinho do Chama Farroupilha, as atividades escoteiras iniciaram em Triunfo em 1985, coordenadas pela chefia daquele grupo, conforme já citado. Durante algum tempo, as atividades de campo foram conjuntas, vide relatos posteriores do Acampamento Farroupilha, e após a fundação, o então Comissário Distrital, Jorge Luiz Wolff, pertencia ao Jacuí. Na sequência, foram realizados periodicamente os chamados Cursos de Monitores com jovens de ambos os grupos e o último deles foi há mais de dez anos e contou com a presença também dos Carajás, sendo promovido no Iate Clube, em Charqueadas.

No ano de 2008, o Jacuí nos presenteou com a Família Krause. Uma família escoteira inteira, formada por pai, mãe, uma filha e um filho. José Carlos Krause Lopes assumiu a chefia da Tropa Sênior logo após a mudança do Chefe Lucas Meister para Caibaté. Berenice Teixeira Lopes passou a ser a Kaa da alcatéia, Alexandre Teixeira Lopes e Letícia Teixeira Lopes, membros juvenis. Todos são pessoas muito motivadas e dedicadas, que colaboram de forma incansável com o escotismo e contribuem muito para o progresso do Chama Farroupilha. Uma família digna de admiração. A chegada deles foi exatamente quando o grupo escoteiro ficaria fragilizado, pois a filha mais velha do chefe Maurício havia recém-nascido, exigindo seu afastamento temporário e menos dedicação ao grupo e o Chefe Lucas estava de mudança. Mas nada ocorre por acaso e com eles o grupo manteve o pique, ânimo e motivação, melhorando muito na organização.

Com o envolvimento em cursos e em eventos escoteiros maiores, surgiu uma forte relação com outros grupos escoteiros, particularmente com o G.E. Jean de Lery, de Estância Velha e o Inhanduí, de Canoas. A relação começou quando foram colegas de cursos o Maurício Volkweis, o Fabiano André Trein e o Guilherme Raymundo, chefes de tropa de escoteiros, respectivamente, do Chama Farroupilha, Jean de Lery e do Inhanduí. Fizemos juntos o Curso Técnico do Ramo Escoteiro (o extinto CTR), o Curso Básico e a parte de campo do Curso Avançado. A amizade formada por estes três chefes estendeu-se aos grupos.

 Com estes dois grupos, participamos do Jamboree Panamericano da Bolívia, do Acampamento dos 10 anos do Chama Farroupilha e de dois Acampamentos de Aniversário do Jean de Lery. Por outras duas vezes o Inhanduí e o Chama Farroupilha realizaram acampamentos de tropa em Triunfo e em São Jerônimo. Com o Jean de Lery também participamos dos Jamborees Panamericanos da Guatemala e de Foz do Iguaçu, e dos Mundiais do Chile e da Suécia. No Jamboree Mundial da Inglaterra, no centenário do escotismo, onde o Chama Farroupilha foi a maior delegação do Rio Grande do Sul, contamos com a chefia da delegação gaúcha a cargo do chefe Osni Rosenhaim, que é uma grande expressão escoteira do Grupo Jean de Lery.

Mais recentemente, passamos a ter uma relação próxima com o G.E. Arno Friedrich, de Porto Alegre. Nosso primeiro contato foi em 1996 no Jamboree da Guatemala, quando quatro membros do Arno ficaram em nossa tropa, até que anos depois recebemos o Arno em Triunfo para um acampamento e desfile cívico, em 20 e 21 de setembro de 2003, quando acantonamos na sede e acampamos no Camping do Areal. Foi-nos oferecida uma lembrança que está em nosso armário de troféus, sendo uma grande placa em madeira com uma flecha confeccionada em pedra-sabão e madeira pirografada pelo diretor-presidente do grupo na época, o artista plástico e publicitário uruguaio Eduardo Alqueres. Estivemos juntos em diversos Jamborees e contamos com seu apoio na estruturação do clã pioneiro. Tudo fruto da amizade com dois chefes em particular daquele grupo, Márcio Sequeira da Silva e Marlon Benites de Souza.

1º. Torneio Brasileiro de AROBOL

1º. Torneio Brasileiro de Arobol

 Importado da Guatemala, este esporte foi aprendido pelos brasileiros durante o X Jamboree Panamericano, em Muxbal, em 1996. O objeto que faz as vezes de bola é uma correia de motor, daí o nome “arobol”. É jogado por duas equipes com número igual de participantes e o objetivo é acertar o aro em um longo bastão segurado por um dos jogadores, mas que não pode mover-se e se posiciona atrás do time adversário. O jogador de posse do aro não pode dar mais de três passos contínuos, quando deverá passar para alguém da equipe ou tentar o arremesso para o ponto, desde que o meio do campo já tenha sido transposto. No mais, segue regras semelhantes ao handebol ou basquete.

As partidas na Guatemala iniciaram justamente ao lado de nosso canto de patrulha, nos fundos da barraca da chefia, porque ali havia um espaço livre, um campo de chão batido, tapado de poeira. Desnecessário dizer como ficavam nossas barracas com tanto pó. Por conseqüência, nossos escoteiros aprenderam bem as regras. Como nosso subcampo ficava muito distante da arena central do evento, era na porção mais alta do morro, durante o tempo livre, os jovens de todas as tropas muitas vezes preferiam ficar no subcampo jogando a se deslocar até lá.

Um mês após voltarmos do Jamboree guatemalteco organizamos o Acampamento dos 10 anos, para comemorar o aniversário do Chama Farroupilha e dentro da programação do evento estava o Primeiro Torneio Brasileiro de Arobol. Para que não se dê por passado, fica aqui o registro deste fato inédito porque já vimos muitos outros grupos escoteiros praticando o arobol recentemente. Além dos registros fotográficos do evento, as mais de cem pessoas presentes foram testemunhas e disputaram o torneio.

Organizamos quatro quadras simultâneas, os juízes das partidas de cada quadra foram os chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas do Chama Farroupilha, Fabiano Trein do Jean de Lery e Guilherme Raymundo do Inhanduí, sendo este o único dos quatro que não havia aprendido o Arobol diretamente dos guatemaltecos porque não havia participado deste Jamboree. Então, ensinamos previamente as regras a ele para que também pudesse atuar como árbitro em uma das chaves do torneio.

A atividade foi aplicada no ramo escoteiro e cada grupo participou com mais de um time, organizados de acordo com as patrulhas presentes e aconteceu junto ao local de acampamento, no Camping do Areal, no centro de Triunfo, as margens do rio Jacuí, durante à tarde do dia 25 de maio de 1996, das 14 h e 30 min até as 16 h e 30 min. Após 15 anos, o resultado do torneio perdeu-se no tempo, não sabemos mais a classificação das patrulhas participantes.

Discutindo a progressão dos jovens

Uma vez, debatendo via e-mail com o chefe sênior de nosso grupo sobre as dificuldades de estimular os jovens a assumirem seu próprio desenvolvimento, chegamos no seguinte texto, resultado das trocas de e-mails:

Sobre as etapas de progressão tenho algumas idéias. Primeiro que nem todos as realmente farão porque não é isto que os atrai no escotismo. Alguns vem pelas amizades e clima fraternal, outros pelas atividades externas e pelo campismo, outros pelas disputas entre grupos (patrulhas) e outros despertam para a progressão pessoal e buscam conquistar etapas que podem ser mostradas aos demais. O bom seria se todos os jovens tivessem toda esta lista de interesses, mas não é assim. Todavia, pelo menos alguns da tropa devem buscar a progressão formal, seguindo o sistema de etapas.

Não podemos esquecer que BP era militar e foi dai que nasceu a idéia de distinguir os jovens com insígnias para usar no uniforme, como os militares fazem e em inglês a palavra é a mesma para insígnias escoteiras ou militares (badge). Mas isto mexe com a vaidade das pessoas, porque a conquista fica evidente para que todos observem e por isso que dá certo. Seguindo esta linha militar, pode-se “promover” o jovem como no exército. Por mérito e distinção, ou seja, fazendo as etapas de classe, ou por tempo de serviço, tipo o sênior com 17 anos recebe a Eficiência I compulsoriamente (só falta um ano para deixar a tropa). Isto diferencia os mais velhos e tenta motivá-los mais uma vez a buscar as etapas. Educação para a vida. Com certeza quem está no ramo sênior deste os 15 tem conhecimento para satisfazer todas as etapas da Eficiência I mas não despertou para a conquista do distintivo em si.

Outro ponto, para jovens em diferentes níveis de formação, BP sugere o sistema de patrulhas, aplicado de maneira que o monitor ou o sub monitor deêm as instruções que eles já dominam e determinadas pelo chefe aos mais jovens enquanto o chefe trabalha com o monitor ou sub que está sobrando, oferecendo formação de acordo com o nível que ele está e que no futuro ele poderá novamente repassar aos mais jovens. Algo tipo o chefe ensina o monitor (ou sub ou ambos) e o monitor (ou sub) ensina a patrulha. Penso também que o enfoque para as conquistas das etapas deve ser focado “no que falta para tu ter o distintivo”. Fica mais objetivo para o jovem se a coisa funcionar na base da eliminação.

Existe uma série de textos chamadas de Opiniões de Delta. Se alguém conhece pula este parágrafo. São textos escritos na forma de histórias ou diálogos entre Delta e seus escoteiros ou assistentes. Delta é um escotista experiente, com muita vivência, que apresenta sugestões para as diferentes situações vividas pela tropa. Os textos são antigos, foram traduzidos para o português pelo Dr. João Ribeiro dos Santos nos anos 60 (o médico carioca que dá nome ao Campo Escola do Saint Hilaire, e que por sinal foi quem introduziu o ramo sênior no Brasil, mas isto é outra história). Um dos textos chama-se a Ordem dos Botões Azuis, ou algo parecido, onde eles criam uma distinção na tropa que só quem tivesse um conjunto de coisas poderia usar, tipo evolução nas etapas de progressão, frequencia, apresentação do uniforme, etc. Pode-se pensar em algo semelhante para a tropa. Por exemplo, um anel de lenço especial, que só exista 1 (tenho algumas peças raras e posso emprestar) que o Sênior modelo tem o direito de usar por um período determinado de tempo até a próxima avaliação quando deverá passar ao próximo que conquistou o direito.

Outro tempero que pode ser usado é a preferência para ser monitor ou sub para quem é mais adestrado. Tipo na eleição para monitor da patrulha, quem é investido e recebe um voto tem peso 2, quem tem eficiência I aquele voto vale por 3, quem tem eficiência II, aquele voto recebido vale 4. Todos gostam do poder e se o adestramento for um atalho, muitos vão se interessar.

BP também fundamentou muito do trabalho da tropa na Corte de Honra. Por quê ? Entendo que primeiro porque preserva o chefe, uma vez que o monitor e sub discutem com a patrulha, o stress é deles. Depois, o chefe houve as idéias, debate quando solicitado, mas sempre expõem seu ponto de vista e deixa os jovens decidir em um pequeno grupo. É muito mais fácil de lidar com poucos jovens em um ambiente calmo. Eles já fizeram o trabalho braçal de ouvir a tropa.

Havendo necessidade de mais chefes para dividir a tropa sênior durante o programa, sempre podemos ajudar. No seguinte modelo: “Preciso de uma instrução de regras de segurança para machadinha de 15 minutos para aspirantes”, ou “me aplica o jogo quebra-gelo” ou “história do escotismo” ou “instrução de bandeira” ou etc. Ele me alcança os escoteiros que vão receber a instrução e enquanto eu falo ele desenvolve outros conteúdos com os demais. Esse rodízio costuma ajudar bastante e por isso que sempre procuro falar sobre a minha agenda, para que as demais seções possam saber quando podem contar comigo.

Sobre aquele sênior que disse que fez jornada quando escoteiro, ele já deu a resposta, era uma jornada de escoteiro. Agora ele precisa fazer uma jornada de SÊNIOR. No meu ponto de vista, recebe somente orientações sobre o ponto de chegada e ele deve descobrir que trajeto seguir e ao final entregar o croqui detalhado (mapa) do trajeto que fez como uma das tarefas da jornada.