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Aniversário dos 30 anos

Fundado em 1 de maio de 1986, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS completa em 2016, 30 anos de fundação e de contínua atividade.

Para comemorar a data, o grupo realizou uma cerimônia e um almoço no centro da cidade de Triunfo, na praça Bento Gonçalves e no Salão Paroquial da Igreja Matriz, no dia 23 de abril, dia do Escoteiro.

Na oportunidade, lobinhos receberam especialidades, dois jovens realizaram a Promessa Escoteira e escotistas e dirigentes foram homenageados e condecorados.

O evento contou com a presença do Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73 RS, da cidade vizinha de São Jerônimo, além de diversas pessoas da comunidade, muitas envolvidas na fundação do grupo.

Nos 30 anos do Grupo foram homenageados os chefes Mateus Freitas, José Carlos Krause Lopes, Berenice Teixeira Lopes, Daniel de Souza Franco e Rafael Conzatti Umann; também homenageadas as dirigentes Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

Para registro, o Quadro de Honra de adultos do Chama Farroupilha tem a seguinte composição ao longo destes 30 anos:

Mateus Schenk Freitas

Gratidão Ouro

Gratidão Bronze

Bons Serviços 20 anos

Bons Serviços Prata

Daniel de Souza Franco

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Bons Serviços 5 anos

Berenice Teixeira Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

José Carlos Krause Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Saulo Ernani Radin

Gratidão Ouro

Maurício Roth Volkweis

Gratidão Bronze

Bons Serviços Ouro

Zorika Tavares Schubert

Gratidão Bronze

Daniela Gravina Delavi

Gratidão Bronze

Rafael Conzatti Umann

Elvis Sarmento

Bons Serviços 15 anos

Bons Serviços 10 anos

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Condecorações entregues aos chefes e dirigentes Daniel de Souza Franco, Berenice Teixeira Lopes, José Carlos Krause Lopes, Mateus Schenk Freitas, Rafael Conzatti Umann, Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

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Sra. Ângela Kober, que gentilmente atuou como mestre de cerimônias no evento. Os agradecimentos do Chama Farroupilha por abrilhantar a cerimônia.

 

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Cruz Suástica, um símbolo banido do escotismo

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A cruz suástica é um símbolo há muito conhecido da humanidade, com registros em cerâmicas de 2 a 3 mil anos antes de Jesus Cristo. Considerado por alguns como místico, já aparece nos povos Celta, Azteca, Hindu, entre tantos outros. Além das religiões, também aparece na arquitetura e nas artes. O termo é derivado do sânscrito e significaria felicidade, prazer e boa sorte, portanto com uma mensagem muito positiva.

Dentre as várias apropriações que Adolf Hitler realizou, esta foi mais uma delas. Promovendo uma angulação, foi adotada como símbolo do Partido Nazista e passou, na história recente, a carregar a associação com toda a situação negativa e coisas ruins promovidas por eles.

Baden-Powell adotou o cruz suástica como mais um dos itens da simbologia escoteira. Representava o sol e era uma condecoração de agradecimento, oferecida inclusive a pessoas de fora do Escotismo que houvessem ajudado o movimento. Apresentavam uma numeração no verso que se repetia e algumas ainda apresentavam as iniciais do pessoa condecorada. O nível Ouro era confeccionado realmente em ouro, embora 9 quilates.

Diante da forte propaganda nazista, o movimento escoteiro não teria como restabelecer a verdade histórica ao público e informar que o símbolo fora utilizado pelo escotismo antes que os nazistas dele se apropriassem. Baden-Powell usou a cruz suástica para representar as quatro partes do mundo, considerando que em todas elas existiam escoteiros. A cruz, para o fundador, representava um símbolo de fraternidade (1).

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No Brasil, seu uso e concessão aparece ainda na segunda edição (1932) do Guia do Escoteiro, de Benjamim Sodré, pelo menos em duas inserções (3).

Na página 36, se observam duas condecorações oficiais com a presença da suástica. A primeira se chama simplesmente Cruz Suástica e é o modelo fotografado no início deste artigo, mostrado suas duas faces e parte de nossa coleção. Conforme esclarecido aqui, haviam três classes: bronze, prata e ouro. Destinava-se a recompensar serviçoes prestados ao escotismo por pessoas que não fizessem parte dele.

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Na mesma página, mais abaixo, se observa a Medalha de Mérito, concedida a escoteiros e chefes “por atos meritórios ou bons e largos serviços prestados ao escotismo”. A condecoração é de formato circular, com uma cruz suástica ao centro, sobreposta por uma flor-de-lis.

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Todavia, é na página 78 que Benjamin Sodré explica mais detalhadamente o significado do símbolo e qual as relações que Baden-Powell fez para a sua adoção no escotismo. Ele destaca que se trata de uma distinção concedida a pessoas que prestam serviços ao movimento escoteiro, devendo seus membros, ao verem um portador desta honraria, imediatamente oferecer seus préstimos. Também descreve, entre outros atributos, que é um símbolo de fraternidade.

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Devido àquela apropriação nazista, ela precisou ser rapidamente removida do escotismo, para evitar a associação com o nazismo, virando parte da história do movimento escoteiro. Foi descontinuada sua produção como condecoração aproximadamente em 1935. Os modelos sem estrelas na flor-de-lís (como este das fotos iniciais aqui apresentadas) são mais antigos e a produção iniciou aproximadamente em 1910.

As restrições colocadas pelo Estado Novo (1937-1945) durante a ditadura de Getúlio Vargas, impunha a condição de “súditos do Eixo” e inimigos do Brasil, após 1942, quando o país declarou guerra contra a Alemanha, Itália e Japão, para aqueles que descumprissem as regras. Estas incluiam a proibição de falar alemão em público e a obrigação de comunicar a polícia encontros e reuniões ou qualquer outra forma de reconhecimento e identificação com o nazismo (2).

Paralelamente, o governo planejava criar a Juventude Estatal Brasileira, para cultivar o bom nacionalismo, onde todas as crianças  de escola deveriam participar, exceção feita pela lei àquelas crianças que participassem do Escotismo (2).

Historicamente, este é um breve registro de um importante símbolo da mística escoteira, pertencente aos primórdios da organização, que precisou ser retirado do escotismo, mas não completamente apagado da memória do movimento.

Le livre des louvet eaux

Edição francesa do “Livro do Lobinho”, com a cruz suástica na capa. Imagem da internet.

Referências:

1 – Mindlin, José, Avanhandava -A construção de um projeto para a juventude, Cap. 2, ed. CIP, 216p., 1999.

2 – Nascimento, Jorge Carvalho, A escola de Baden-Powell, Cap. 4 O escotismo de estado, ed Imago, 352p., 2008

3 – Sodré, Benjamin, Guia do Escoteiro, Imprensa Naval, 2 ed, 1932.

Boas Notícias

          Recentemente, são muitas as boas notícias envolvendo os Escoteiros do Brasil e se têm muitas razões para otimismo e celebrações. Algumas merecem ainda mais destaque como o crescimento do efetivo, o final da atualização do Programa Educativo com as publicações do ramo Pioneiro (18 a 21 anos), o Jamboree Nacional, Curso Dirigente de Grupo Escoteiro à Distância e a publicação do Manual de Reconhecimento.

          Em 16 de abril, o chefe Altamiro Vilhena, membro do Conselho de Administração Nacional dos Escoteiros do Brasil, partilhou em seu blog (http://altamironocan.wordpress.com) as seguintes informações: “Em 31 março o contingente da União dos Escoteiros do Brasil se encontrava 39% acima do que apresentávamos na mesma data em 2011. Três Regiões já ultrapassaram o total de registros de 2011: Amazonas, Alagoas e Tocantins. O Pará e o Amapá já duplicaram o número de registros em relação a março de 2011 e logo devem atingir o contingente de 2011. Mantendo o número de registros, São Paulo já deverá chegar a 10 mil associados até o final de abril. A maior parte das Regiões apresentam maior número de registros do que na mesma data em 2011. Apenas quatro regiões, duas no norte e duas no nordeste mantém-se com números em declínio. É importante que a Diretoria Nacional foque estas regiões com vistas a reverter este quadro.”

          Estamos crescendo muito, finalmente retomando a curva ascendente que foi a marca a partir de meados dos anos 1990 e que foi interrompida, quando se experimentou uma grande evasão e dificuldades enormes de crescimento. Parece que finalmente a página foi virada e o escotismo brasileiro terá a penetrância que merece na população.

          Outra boa notícia há muito esperada foi a conclusão da atualização do Programa Educativo com as publicações do ramo Pioneiro, que encerram este trabalho. Enfim voltamos a ter o programa completo para todos os ramos, obedecendo a mesma lógica, atualizado, moderno e motivador, tanto para os jovens como para os chefes. Somado a isto, os já consagrados Concurso de Fotografia, Jamboree na Internet, Mutirões de Ação Ecológica e Mutirões de Ação Comunitária que sempre são atividades envolventes e muito boas de serem desenvolvidas, anualmente editados.

          A proximidade de um grande evento nacional também impulsiona o crescimento e a motivação. São muitas as expectativas para o V Jamboree Nacional e se percebe, pelo programa preliminar, que há muita dedicação e empenho para o sucesso do evento.

          Também merece destaque a realização do primeiro Curso Dirigente de Grupo escoteiro a distância, promovido via internet, onde cada aluno pôde realizar a curso de qualquer computador, de acordo com sua disponibilidade de tempo. Oferecia conteúdo excelente, apostila para download e um formato de desenvolvimento muito bom, incluido avaliações. Certamente muitas novidades virão neste campo onde apenas se iniciou a caminhada.

          Após dois anos de trabalho, foi publicado e está disponível para download no site www.escoteiros.org.br o recém-criado Manual de Reconhecimento com mudanças e novidades nas condecorações escoteiras, apresentando novas medalhas e ampliando as possibilidades de reconhecimento para o nível local, ou seja, aqueles chefes que trabalham nos grupos escoteiros, sem estarem ligados aos escritórios administrativos. Popularizou a informação, jogou luz sobre o processo e possibilitou que qualquer pessoa faça o pedido de reconhecimento de forma simples.

          Experimentamos esta onda de boas notícias e novidades também no nível Local, que certamente é o objetivo de tantos avanços. O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS nos últimos cinco anos consecutivos conquistou o Troféu Grupo Padrão, nível Ouro. Somos penta! Experimentamos o crescimento constante de nosso efetivo, que resultou em um prêmio Aurélio Azevedo Marques. Houve a Declaração de Utilidade Pública Municipal, Diploma de Reconhecimento da Câmara Municipal de Vereadores, além das conquistas individuais, refletidas pelos diversos distintivos especiais alcançados pelos jovens. Após sermos o maior contingente do Rio Grande do Sul no Jamboree Mundial de 2007 e participarmos com 9 integrantes no Jamboree Mundial de 2011, seremos 30 participantes no Jamboree Nacional em julho deste ano, no Rio de Janeiro. Sem dúvida, este é um ciclo muito virtuoso, reflexo das mudanças.

 

 

Medalhas e Reconhecimento

 

            No último Congresso Nacional Escoteiro realizado em São Luís, a comissão encarregada de revisar as condecorações escoteiras apresentou o resultado de seu extenso e detalhado trabalho, com a revisão das medalhas existentes, criação de novas comendas e também de outras formas de reconhecimento, como o Pin do Cônjuge.

            Sem dúvida um trabalho de fôlego, que merece elogios e que por várias vezes destaca a preocupação de reconhecer o nível local. Isto atende a grande população dos chefes, pois é no nível local e no interior do país, onde a maioria dos escotistas atua e este é o trabalho mais importante, uma vez que o jovem é a razão de existir do escotismo. Todavia, as condecorações são mais frequentemente destinadas aos chefes ligados aos níveis regional e nacional de administração do escotismo.

            Corrigir este viés era uma questão antiga que precisava ser enfrentada. Contudo outros três pontos permanecem obscuros. O primeiro deles diz respeito a como estas pessoas serão identificadas. Atualmente, é necessário que outra pessoa do grupo escoteiro tenha conhecimento sobre as condecorações e seu processo de concessão e provoque a Comissão Regional para a avaliação do caso. Isto é raro e difícil, muitos diretores e chefes reconhecem o merecimento dos seus colegas de grupo mas desconhecem as condecorações, seus critérios e como solicitá-las. É eticamente inadequado o chefe Mutley, como do desenho animado, que só ajudava o Dick Vigarista em troca de medalhas. Traduzindo, é descabido solicitar uma condecoração para si mesmo. No outro extremo, vemos chefes muito dedicados, que merecem todas as honrarias mas não estão nem um pouco preocupados com elas porque estão envolvidos demais com seus grupos e crianças. Como reconhecê-los ?

            Talvez isto pudesse ser resolvido com uma busca mais ativa pelas Regiões das pessoas merecedoras, quer seja através do SIGUE que hoje possibilita o acesso a vida escoteira, quer seja através da consulta pessoal as diretorias dos grupos que poderiam passar as informações. O maior exemplo é a Medalha de Bons Serviços. Quem de nós não conhece ou teve chefes brilhantes, dedicados, que sustentam seus grupos com trabalho e até dinheiro nos momentos de dificuldade, com muitos anos de dedicação e que nunca foram reconhecidos simplesmente porque seus pares desconhecem os caminhos.

            Esta situação é ainda mais percebida nos grupos do interior, muito próximos de suas comunidades mas distantes das capitais e grandes cidades. Usualmente o trabalho nas comunidades menores é muito bom porque todos se conhecem e se ajudam mutuamente, somando esforços da população para o progresso do grupo. Os chefes funcionam como agregadores e canalizadores dos potenciais locais, formando uma grande rede de contatos, invisível aos Escritórios Regionais. Reforçando este argumento, vejam quantos grupos do interior recebem a distinção Grupo Padrão, comparados proporcionalmente aos grupos dos grandes centros urbanos.

            Isto remete ao segundo ponto que é o critério para a concessão ou não, mas principalmente para a definição do grau da condecoração. Novamente se observam chefes com longas trajetórias e dedicação, que muitas vezes já atuaram em diferentes níveis mas que recebem comendas inferiores, baseadas em parte dos fatos de sua vida, a outros com história mais breve e menos intensa, mas onde seus pares souberam melhor apresentar as razões. Esta é outra situação onde uma breve consulta ao SIGUE ajudará a corrigir as dicotomias.

            A terceira questão é a situação sugerida de vinculação de uma condecoração como sequência da outra. O recém criado Tucano de Prata é destinado a atuação no nível local, onde o pré-requisito é a Cruz de São Jorge há pelo menos cinco anos. Esta foi também ampliada para o nível local, o que é muito bom, mas apresenta como pré-requisito a Medalha de Gratidão grau Ouro há dois anos pelo menos. Aqui o nó se fecha. O Manual é muito explícito nas páginas 10 e 11 ao afirmar que aqueles que atuam no nível local deverão receber o grau bronze. O grau Ouro é destinado para “dirigentes com destacada atuação por mais de duas gestões no nível regional ou nacional, etc”. Então, como o adulto de nível local poderá receber a Cruz de São Jorge e o Tucano de Prata se ele, atuando no nível local, não é elegível para a medalha de Gratidão Ouro, pré-requisito da primeira ?

            O novo manual ajudará muito, mas a subjetividade do processo ainda estará presente e talvez os maiores desafios sejam identificar os merecedores no nível local, de forma proativa, como proposto no novo manual, com a interiorização do processo, verdadeiramente reconhecendo também aqueles que trabalham preferentemente com os jovens, razão de ser do movimento escoteiro. Necessário também será reavaliar a questão da medalha de Gratidão Ouro e sua vinculação com a Cruz de São Jorge para que realmente aconteça a contemplação do nível local. Deverá haver trabalho extra para as Comissões.

Dia do Escoteiro

            Hoje é um dia de festa para todos nós. Comemorarmos o dia do Escoteiro enche de orgulho a todos os que participam do movimento.

            Um movimento educacional centenário, que envolve todas as religiões, povos, culturas e ideologias sob a bandeira da fraternidade é algo para ser admirado e celebrado.

            Dia de nosso santo padroeiro, São Jorge, e da Inglaterra, da qual também São Jorge é padroeiro, e país de origem do escotismo, é agora o dia de todos nós que orgulhosamente usamos um lenço no pescoço e prometemos servir a Pátria, a Deus e ao nosso semelhante.

            Dia de emoções, de lembrar tudo o que vivemos no movimento, de tantos amigos escoteiros, dia de agradecer a benção de ser escoteiro. Dia de lembrar a alegria de cada jovem que já passou por nossas vivas e a iluminou com a sua energia e disposição.

            Parabéns, escoteiro, você merece, você faz a diferença para que o mundo seja cada dia melhor.

 

 

Brique

       

           O costume de trocar objetos escoteiros, incluindo distintivos, cintos, lenços, anéis de lenço e tantas outras coisas, é uma prática talvez tão antiga quanto o próprio escotismo e que sempre desperta muito interesse.

          Não existe evento escoteiro onde as trocas não aconteçam. Mesmo com apenas dois grupos acampando juntos, lenços escoteiros são trocados. Nos jamborees costuma haver uma área determinada, tipo uma praça de trocas, que é o ponto de encontro dos colecionadores, embora ocorram negócios em qualquer lugar. Alguns chamam estes pontos de mercado das pulgas ou mercado persa, mas a verdade é que nunca haverá dinheiro envolvido, nada pode ser vendido ou comprado, somente trocado. Se há diferença entre os objetos, esta deverá ser compensada com mais itens e nunca com óbolo.

          Uma alternativa são as trocas pelo correio, modalidade que praticamos durante muitos anos, obtendo endereços de outros escoteiros através de um sistema mundial chamado de Pen-Pal, onde os interessados ofereciam seu endereço para divulgação e obtinham endereços de outros. Então, bastava escrever a primeira carta para iniciar a amizade e as trocas.

          Modernamente, o email pode superar com muita vantagem este método porque os objetos podem ser negociados com fotos e somente após haver o acordo entre as partes os distintivos são postados. Assim, não há dúvida do negócio feito.

          Com os sites de vendas diretas como o Mercado Livre, muitos distintivos podem ser encontrados para compra e chama a atenção o preço astronômico que são oferecidos. Alguns com valores mais de dez vezes superiores aos praticados pelas Lojas Escoteiras. Não há explicação para isso, exceto a expectativa de lucro fácil, quebrando o segundo artigo da Lei Escoteira, O Escoteiro é Leal. Ou certamente não são vendidos por escoteiros.

          Então, motivado por estes preços abusivos e oportunistas, pelo vício de colecionar e trocar coisas escoteiras que abriremos uma nova página no blog, chamada exatamente de “O Brique”, onde serão expostas fotos de distintivos e objetos que temos disponíveis para troca. Obviamente, será gradativamente elaborada e continuamente atualizada. Se algo lhe interessar, deixe um post para iniciarmos as negociações via email e pelo sistema tradicional, ou seja, sem envolver dinheiro. Mas seja rápido, porque muitos itens são únicos e se houver demora no contato, alguém poderá chegar primeiro.

 

As fotos deste artigo são do local de trocas do Jamboree Mundial da Suécia, 2011.

Salário de Chefe

 

Moedas da Boa Ação

 

            Qual a maior satisfação de um chefe escoteiro? Qual o salário de um escotista? Muitos respondem que é o sorriso dos jovens com quem trabalhamos, mas hoje se pode afirmar com tranquilidade que esta é uma satisfação ou pagamento fugaz, é como se fosse a gorjeta que se recebe ao atender bem um cliente ou freguês, não é o pagamento verdadeiro.

 

            Atualmente acreditamos que nosso pagamento verdadeiro, o salário de carteira assinada com fundo de garantia, é olhar para trás depois de alguns anos e ver que rumo tomaram os jovens que foram nossos escoteiros, que caminho eles escolheram para suas próprias vidas depois que passaram por nossa influência.

 

            É o sucesso deles que expressa o nosso salário, o quanto trabalhamos bem ou quanto ainda podemos melhorar como chefes, como pessoas. Obviamente que o escotismo não é a única influência na vida destes indivíduos, logo não pode receber todos os louros da vitória daqueles que se tornaram cidadãos de sucesso e nem a responsabilidade pelos insucessos e problemas que muitos tiveram. Mas não se tem dúvida que a contribuição do Movimento Escoteiro é positiva e realmente ajuda as pessoas.

 

            O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha esta em uma cidade pequena, por isso as pessoas não perdem o contato e quando se olha para os jovens que passaram pelo grupo nestes vinte e seis anos de existência, se sabe que alguns tiveram desventuras, mas são incontáveis os casos de sucesso. Pessoas que hoje são advogados, médicos, dentistas, engenheiros, administradores, contadores, empresários, professores, comerciantes, operários, militares, músicos, policiais, funcionários públicos, enfim, uma variedade de profissões, mas todos com uma vida honrada onde os enunciados de Baden-Powell fazem parte do cotidiano, muitas vezes sem serem percebidos conscientemente por aqueles que foram escoteiros.

 

            É com muita tranquilidade que se pode afirmar que a existência de um Grupo Escoteiro na comunidade é muito profícua, sendo inegável a sua contribuição para a educação dos futuros cidadãos. No caso do Chama Farroupilha, nunca é demais agradecer aos fundadores Silvio Machado Felten (in memoriam), Saulo Ernani Radin e Achiles Goldani Netto que juntos com outros plantaram a semente em 1986 e cuidaram da muda até ela se tornar uma árvore frondosa. Hoje aproveitamos sua sombra, colhemos os frutos, mas continuamos cuidando desta árvore que exige atenção permanente e contínua para que as próximas gerações também possam desfrutá-la e mais chefes recebam seus salários.