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Linha do tempo do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS

Ao longo destes anos, na linha do tempo do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, merecem destaque especial os seguintes fatos:

 

1985 Primeiras reuniões oficiais para a fundação do grupo
1986 Fundação do Grupo, primeiras promessas de adultos, escoteiros e lobinhos
1988 Aquisição dos terrenos do grupo

III AGP, Acampamento Geral de Patrulhas, Passo Fundo

1989 Primeira jornada de Primeira Classe, Eficiência II e Curso Avançado
1990 V Ajuri Nacional

Diploma da Câmara de Vereadores

1991 Acampamento Agripino, reorganização da tropa escoteira
1993 Jantar da Casa Velha – Reorganização da Diretoria

1° Acampamento The Flash (acampamento surpresa)

Acampamento Veneza (o mais longo até hoje, 4 dias)

1994 VII ERCHES (iniciou a participação do grupo em Jamborees)

9°. Jamboree Panamericano na Bolívia, Cochabamba

1995 Inauguração da sede

1°. Ação Escoteira, Veranópolis

1996 10°. Jamboree Panamericano na Guatemala, Muxbal

Acampamento dos 10 anos

2° Ação Escoteira, São Lourenço do Sul

1997 Primeiras Lis de Ouro: Adriel Oliveira Ferreira e Vagner Pinheiro Machado

Primeira Insignia da Madeira, Maurício Roth Volkweis

1998 19°. Jamboree Mundial Escoteiro, Chile

Primeiro Cruzeiro do Sul, Gabriel de Medeiros Aita

1999 Ho-Ho, tropa de escoteiros ingleses em Triunfo, hospedados com famílias
2001 XI Jamboree Panamericano no Brasil, Foz do Iguaçu
2002 Acampamento  Regional de Verão, Tramandaí

Primeira partida de um integrante para o Grande Acampamento

2006 I Acampamento Regional Setorial, Charqueadas
2007 21°. Jamboree Mundial Escoteiro, Inglaterra

Visita a Gilwell Park

Primeira medalha no grupo, chefe Saulo Radin, Gratidão Ouro

2008 Primeira participação no Troféu Grupo Padrão, já grau Ouro

Abertura do Clã Pioneiro

2009 Declaração de Utilidade Pública Municipal
2010 II AGAARS em Triunfo

Diploma de Reconhecimento da Câmara de Vereadores

Viagem a Caibaté, fundação do grupo e visita a Redução Jesuítica de São Miguel

2011 22°. Jamboree Mundial Escoteiro, Suécia

Primeiras Insignias de B-P: Daniel Henriques e Elvis Sarmento Silva

25 anos de fundação

2012 V Jamboree Nacional Escoteiro, Rio de Janeiro

Publicação do livro “Chama Farroupilha 183 RS 25 anos de história”

2013 Membro do grupo eleito Conselheiro Nacional, suplente

Membro do grupo integrando a Equipe Nacional de Relações Internacionais da UEB

Reinauguração da sede

2014 40°. Conferência Escoteira Mundial, Eslovênia
2015 VI Jamboree Nacional Escoteiro, Natal

Primeiro Escoteiro da Pátria, Henrique Tavares Schubert

Lançamento do Lenço Dourado

2016 30 anos de fundação

Troféu Araucária

2017 Acantonamento Regional de Lobinhos, Novo Hamburgo

 

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Padrão Ouro, a longa trajetória do Chama Farroupilha 183 RS

O escotismo é um movimento voluntário, de educação extraescolar, para jovens, orientado por adultos. Localmente, as pessoas se organizam em grupos escoteiros, com as crianças e jovens divididos de acordo com a sua faixa etária.

O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, de Triunfo, conquista de forma consecutiva o troféu de excelência “Grupo Padrão, nível Ouro”, em uma certificação promovida pela União dos Escoteiros do Brasil para destacar os grupos que demonstram um padrão de excelência em diferentes quesitos organizacionais e de atividades, pelo período de um ano de avaliação.

O prêmio é oferecido nos graus Bronze, Prata e Ouro e iniciou em 2005. O Chama Farroupilha não participou nas primeira edições, iniciando sua trajetória em 2008 e já conquistando o Ouro logo na primeira participação e nos anos seguintes sempre manteve essa posição. Este é o segundo grupo escoteiro mais laureado do Rio Grande do Sul. O mais premiado é o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS, de Charqueadas, padrinho de fundação do Chama Farroupilha, que participa desde a primeira edição. Certamente o “dindo” pode se orgulhar de seu afilhado.
Nem todos os grupos podem participar, é necessário preencher vários quesitos prévios para entrar na disputa e só depois concorrer às posições, o que acaba envolvendo todas as pessoas que participam na unidade local. É necessário foco, atenção nas regras, monitoramento ao longo do ano e muitas atividades.
O grupo está com inscrições abertas, especialmente para jovens (meninos e meninas) de 10 a 12 anos, mas há vagas para todas as idades. Basta comparecer na sede do grupo, na Rua Vereador Adão Tavares da Silva 213, próximo ao Ginásio de Esportes, nos sábados, a partir das 13 h 30 min.
Na foto, parte do grupo acampando nos dias 17 e 18 de março de 2018, na Cabanha das Figueiras.

 

Los Gordos e o Café da Junta

Por iniciativa e investimento do empresário Marcelo Geyer, o antigo casarão que abrigava o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Triunfo, RS, na rua Flores da Cunha, junto ao belvedére, de frente para o rio Jacuí, foi todo reformado e ganhou vida novamente.

Abriga o Café da Junta, uma cafeteria diferenciada, aberta durante o dia e um restaurante e choperia, chamada Los Gordos.

E o escotismo, razão de ser deste blog?

Bom, são quatro escoteiros do Chama Farroupilha 183 RS que trabalham no empreendimento.

É uma alegria imensa quando o chefe entra em algum lugar legal, bacana, descolado e encontra seus escoteiros trabalhando e fazendo acontecer.

Da esquerda para a direita: Wolnei Monteiro, que atende aos clientes; Mateus Ferrarese Tavares, chefe de cozinha (formado na Unisinos), liderando a cozinha; Daniel Henriques; e Bruno Dornelles Pereira, que permanece no grupo, na chefia da tropa escoteira. Todos foram membros juvenis em diferentes ramos, todos passaram pela chefia do grupo, participaram por muitos anos do movimento escoteiro, sendo que o Mateus foi Cruzeiro do Sul e o Daniel foi Insignia de B-P.

Temos uma patrulha trabalhando neste restaurante muito bacana. Sem dúvida, um sucesso! Obrigado ao Marcelo Geyer.

Fachada do Restaurante Los Gordos e do Café da Junta.

 

Portanto, se você visitar Triunfo, RS, conheça esse lugar e não deixe de dizer que você é escoteiro, porque estará entre irmãos, desde o atendimento, até o preparo da sua refeição.

Ah, e o chopp? Bom, o chopp você tem opções, onde a melhor é o chopp Tabacuda (IPA), produção de outro escoteiro e chefe do Chama Farroupilha, Tibério Kober.

Pessoalmente, reflito a minha felicidade e orgulho em ver “meus escoteiros” trabalhando juntos, homens honrados, dedicados, que valorizam o movimento escoteiro e a comunidade onde vivem e trabalham.

Esse é o salário do chefe, ver os escoteiros mudando o mundo diariamente.

Desfile Cívico, 1982, lembranças de Triunfo, RS

Triunfo foi um dos primeiros municípios do Rio Grande do Sul, sua igreja matriz é de 1754.

Até hoje é uma cidade pequena e ao longo de sua história, houve diferentes eventos que mobilizavam a comunidade. Por algumas décadas, os desfiles escolares na semana da Pátria eram muito esperados e todos se envolviam.

Em 1982 houve uma novidade, um grupo escoteiro viria desfilar na cidade. O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha, que é o grupo da cidade de Triunfo, só seria fundado em maio de 1986. Todavia, alguns jovens da cidade como o Eduardo Freitas e o Luiz Carlos Borba Bonatto já haviam sido escoteiros anteriormente em São Jerônimo.

Triunfo recebeu a visita do Grupo Escoteiro Carajás, de São Jerônimo, fundado em 1967 e ativo até hoje, com o nome de Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73 RS.

Junto com as fotos, faremos algumas relações históricas com os prédios que aparecem na rua, para as gerações mais novas de Triunfo se localizarem.

Abrindo o desfile.

A chefia dos Carajás levando as bandeiras, usando o uniforme social, com calça cinza e camisa azul mescla. A bandeira branca no canto direito é a bandeira do grupo, sendo conduzida pelo chefe Issac Castro, que era o Baloo. A bandeira preta e amarela mais ao centro é a bandeira do município de São Jerônimo, de onde procede o grupo Carajás, conduzida pelo chefe Terra.

Este desfile é na Av. Luis Barreto e a casa amarela bem ao fundo, na época era a Delegacia de Polícia e hoje abriga uma sorveteria. A casa antiga à esquerda, com janelas verdes, é onde está a Imobiliária Casarão e era a residência de Ignácio e Maria Emília Volkweis.

Segue a chefia com as bandeiras do Brasil conduzida pelo chefe Paulo Dill, do Rio Grande do Sul conduzida pelo chefe Vasco e bem a esquerda, a bandeira da tropa sênior.

A casa cinza-azulada, com duas janelas mais claras é onde hoje se localiza a galeria comercial, na esquina o grande casarão amarelo com telhado de zinco, da Dona Cema.

O desfile avança, agora já em frente ao Pólo Hotel.

Em primeiro plano, chefe Ernesto Roth, fundador do Carajás, chefe de grupo, usando gravata junto com o uniforme social, posicionado entre a tropa escoteira e a alcateia. Observar as marcações brancas no chão, que serviam para o posicionamento dos músicos da banda marcial.

Tropa escoteira avançando, onde se observa a bandeira da tropa, evoluindo em frente ao Pólo Hotel. Observar a quantidade de pessoas na rua, assistindo ao desfile.

Os desfiles eram temáticos e nesse o tema era “Ida para o acampamento”, portanto todos carregavam mochilas, pequenas barracas canadenses de lona, para duas pessoas, com panos abotoados, onde cada escoteiro transportava um dos panos, um dos pólos e um dos rabichos. Logo, cada um carregava metade da barraca.

Observar também que cada escoteiro da tropa portava um bastão escoteiro com um cabo falcassado no próprio bastão.

Escoteiros com bastão e cabo falcassado naquele, pólo da barraca atravessado na mochila, nas costas. Observar os distintivos de patrulha que os Carajás usavam naquela tempo, com uma fita de cada cor.

Ao fundo, com ripas verde-amarelas, o palanque oficial para as autoridades. Ao lado, a banda marcial do Exército posicionada neste momento na lateral. A banda também visitava a cidade porque não há quartéis em Triunfo.

O prédio branco com varanda na esquerda da foto e atrás dos músicos é o Clube Comercial Centenário, o prédio pequeno ao seu lado era o Posto de Saúde (Unidade Sanitária) que hoje não existe mais e o prédio maior, na sequência, marrom, é o supermercado Bonatto, que naquele tempo era Bregolin.

Alcateia evoluindo com bastão-totem a frente.

Detalhe do bastão-totem sendo conduzido por mim, em frente ao supermercado, bem próximo ao palanque. Neste ano, havia dois lobinhos de Triunfo que frequentavam os Carajás, além de mim, meu grande amigo e hoje apoiador do escotismo, Cláudio Cabral Fay de Azevedo Júnior.

Bons tempos estes.

Acontecendo no 3º. Distrito

O 3º. Distrito Escoteiro do Rio Grande do Sul segue no seu caminho de estruturação e de criar uma identidade. Os jovens estão sendo aproximados, os chefes se conhecem e estamos progredindo como distrito. Há pouco meses foi concluído o concurso para criação de uma logo distrital, sendo escolhida por votação de todos os grupos a proposta do pioneiro Henrique Tavares Schubert.

Em julho o ramo sênior realizou o Rapel Distrital, no Morro da Cabrita, com instrutor qualificado que opera a base de apoio Refúgio Sonho do Montanhista, no município de Tabaí, junto ao pé do morro.

Também em julho foi realizada uma Palestra Informativa na cidade de General Câmara e no dia 26 de agosto realizamos reunião dos grupos do distrito nesta cidade, com o objetivo de estimular a reabertura do Grupo Escoteiro João Pellizzari de Almeida, que já conta com Autorização Provisória e adultos inscritos para o Curso Preliminar.

No 7 de setembro o distrito desfilou na cidade de Arroio dos Ratos, a convite do Grupo Escoteiro Cerro da Raposa. No dia 20 de setembro o desfile será em Triunfo.

Nos dia 8 e 9 de setembro foi realizado em Triunfo o Primeiro Acantonamento Distrital do ramo Lobinho com a participação de aproximadamente 50 lobinhos do distrito.

Todos os grupos já foram visitados pelo menos uma vez em 2017.

As próximas atividades incluem a realização pelo Distrito do Elo, em outubro e a participação no jantar de aniversário promovido pelo Grupo Escoteiro Jacuí.

Direção Regional – 20 anos depois!

     Havia 20 anos que os Diretores Regionais da Região do Rio Grande do Sul não visitavam o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183RS! O Estado é grande, muitos grupos escoteiros, agenda lotada de atividades, não é fácil estar presente nos grupos. Há que se saber esperar, que a vez chegará novamente.

     Enfim, nossa Diretora-Presidente Cristine Ritt e o Diretor Vice-Presidente Geraldo Tiarajú Barbosa estiveram em nossa sede no dia 29 de outubro de 2016.

     O clima estava fantástico, uma tarde quente, ensolarada, própria para atividades escoteiras, quando nossos diretores chegaram. Para um momento tão aguardado, convidamos os grupos da Região Carbonífera para participarem desse encontro e o Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73RS, de São Jerônimo, acolheu nosso convite e compareceu em peso.

     Tarde de muitas alegrias, onde podemos apresentar esses dois grupos, com os jovens em atividade, ouvir a Direção Regional, confraternizar e conversar sobre os rumos do Escotismo em nossa região.

     Obrigado aos Diretores Cristine e Tiarajú, obrigado ao G.E. do Mar Carajás. Obrigado a Diretoria Local e grupo de pais do Chama Farroupilha que preparou a recepção e confraternização. A semente está plantada, agora esperamos a árvore crescer e frutificar.

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

Visita a sede, chefes Maurício Volkweis, Cristine Ritt e Élvio Mariante

 

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

No pátio da sede, chefes Tiarajú, Élvio, Maurício e Cristine

Matilha ansiosa pelo momento histórico

Matilha ansiosa pelo momento histórico

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Momento de trabalho, Chefes Maurício, Daniel Franco (em pé), Krause, Cristine, Élvio, Tiarajú e Lucas Meister

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De frente, chefes Maurício, Krause e Lucas. De costas, chefes Tiarajú, Élvio e Cristine.

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Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos

Apresentação dos Diretores Regionais aos jovens dos dois grupos, oportunidade em que o chefe Morvan Oldenburg foi homenageado, resgatando uma distinção que havia se perdido no tempo.

Momento de confraterrnização

Momento de confraternização

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Parte dos chefes presentes no encontro

Acampamento da Chama Crioula

     Nos dias 10 e 11 de setembro de 2016, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 realizou em Triunfo um acampamento para guarda e ronda da chama crioula, simbolo da Semana Farroupilha, centelha que representa as tradições e orgulho do povo gaúcho. Este ano, a chama crioula foi gerada em Triunfo, na Ilha do Fanfa, palco de um dos combates da Revolução Farroupilha, que também foi escolhida há 28 anos atrás para emprestar seu nome para uma  patrulha sênior do Chama Farroupilha.

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     Contamos com a visita de uma patrulha de escoteiros do Grupo Escoteiro Charruas, de Porto Alegre e uma patrulha de seniores e guias do Grupo Escoteiro Jacuí, de Charqueadas, município vizinho também na região Carbonífera. A presença destes grupos abrilhantou a atividade e proporcionou excelente confraternização e a oportunidade de nossos jovens terem contato com escoteiros de outros lugares e grupos.

     O evento foi realizado no Parque Camboatá, mesmo local que há 30 anos foi realizada a primeira promessa do Chama Farroupilha. Este parque, que antigamente era palco de grandes eventos da comunidade Triunfense, como o Rodeio, o festival musical Escaramuça da Canção Gaudéria, Feira de Artesanato, Triunfo em Festa, etc, também já sediou um evento regional do ramo lobinho, o II AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do Rio Grande do Sul), oferece uma excelente estrutura de acampamento remanescente daquela época.

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     Foi uma atividade maravilhosa, onde as condições climáticas estavam perfeitas, tudo concorrendo para o sucesso do evento.

     Ao final, o Clã Pioneiro Chama Farroupilha foi homenageado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (M.T.G.), órgão oficial que controla e orienta a prática e o culto as tradições riograndenses, com o pin dos 50 anos desta entidade pelos serviços prestados durante a recepção das delegações de diferentes municípios a Triunfo, em agosto, com visita guiada aos prédio históricos da cidade.

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Clã Chama Farroupilha no momento do agradecimento recebido do M.T.G. (Movimento Tradicionalista Gaúcho)

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Pin dos 50 anos do MTG, entregue a cada um dos membros do Clã Pioneiro Chama Farroupilha.

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Distintivo da atividade

 

O Dabil e o Lucas

     Esta é uma história do Chama Farroupilha e parte dela esta publicada no livro que escrevemos, Chama Farroupilha 25 anos de história, é, portanto, a continuação.  O segundo capítulo.

     Em 1996 a tropa de escoteiros estava em plena atividade, com as quatro patrulhas funcionando com uma média de 5 escoteiros em cada uma. Participavam nesta época dois jovens escoteiros, Daniel de Souza Franco, vulgo Dabil, e Lucas Meister. Ambos foram membros da patrulha Búfalo e depois o Lucas passou para a patrulha Lobo. A troca de patrulha aconteceu por uma atitude nada escoteira, quando os dois em uma reunião de patrulha, decidiram medir forças a socos. A briga só serviu para no futuro se tornarem inseparáveis.

     Participavam como os demais jovens, em uma época onde a disputa entre as patrulhas era muito competitiva. É preciso registrar que foram muito bons escoteiros, dedicados. Embora a tropa de escoteiros estivesse bem, este foi um daqueles períodos que a tropa sênior estava com dificuldades de chefia e não estava funcionando regularmente. Então, acabaram se afastando do grupo escoteiro ao completarem 15 anos de idade. Em 25 e 26 de novembro de 2000, o Lucas ainda ajudou como assistente da tropa de escoteiros em um acampamento na Agropecuária Cidró em São Jerônimo, onde lhe demos algumas aulas de direção no Jeep Willys, dirigindo campo a fora. Este acampamento era o 2º. ASES, Acampamento de Seniores e Escoteiros no Sítio mas o Lucas era o único sênior presente, que trabalhou como assistente de tropa.

     Na prática ambos estavam afastados do grupo, até que em março de 2003 o Lucas se apresentou na sede e começou a participar novamente de forma efetiva e regular, agora como chefe. Em 2006 foi a vez de o Dabil reaparecer e eles acabaram formando uma verdadeira dupla. Ele havia decidido voltar para o grupo em 2005, motivado especialmente por ver a sua irmã, Cintia Franco, participando muito motivada. Mas surgiu uma oportunidade de estudos em São Leopoldo, com aulas justamente aos sábados e o projeto ficou para o ano seguinte. Como todos que voltavam por apenas algumas semanas, houve olhares de desconfiança que foram sepultados pela determinação.

     Iniciaram como assistentes na tropa de escoteiros, até ganharem embocadura para tocarem sozinhos. Então, o Lucas assume a chefia da tropa sênior e o Dabil passa a atuar nas duas tropas. Passamos a ter uma chefia bem mais consistente e com dois antigos escoteiros do grupo, prata da casa, só motivos para alegria. Isto foi fundamental para o crescimento e expansão do grupo porque o funcionamento regular da tropa sênior fez com que os jovens permanecessem no grupo. Na sequência, o Dabil assume cada vez mais a tropa escoteira, tornando-se o chefe de seção. Tínhamos duas tropas, uma masculina e outra feminina e a chefe da tropa de escoteiras era a Arari Alff. Por motivos pessoais ela afastou-se do grupo e as tropas foram unificadas, passamos a ter uma tropa mista, sob a chefia do Dabil.

     Contávamos novamente com uma dupla de chefes que repetia a história dos chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas iniciada nos primeiros anos da década de 1990, onde as semelhanças são duas pessoas com muitas afinidades porque foram membros juvenis do escotismo juntos, mesma idade, parceiros também fora do escotismo. Um vínculo muito forte de um com o outro, que se transfere para o grupo escoteiro. Você sempre se sente fortalecido e mais motivado se há um amigo junto, isto o torna mais empreendedor para novas atividades e ações no grupo, a soma destas energias sempre é muito positiva.

     Os dois jovens chefes também participaram do Jamboree Mundial da Inglaterra, em 2007, alusivo ao Centenário do Escotismo. Havia agora a vantagem que a dupla antiga (Maurício e Mateus) permanecia no grupo, pois neste momento não contávamos mais com a primeira dupla de todas a servir de pilar para o Chama, que foram o Saulo Radin e o Achiles Goldani, fundadores do grupo, e que estavam afastados de suas tropas.

     Com a chefia bem constituída e a permanência dos jovens até os 18 anos no grupo com atividades regulares e progressivas, finalmente sentimos a confiança necessária para abrirmos o Clã Pioneiro, em 2008, quando cinco jovens da tropa sênior completariam 18 anos, todos no mesmo semestre.

     Estes dois chefes deram um fôlego novo e arejaram bastante o grupo, pelas suas capacidades, envolvimento, ideias e entusiasmo. Mas também em 2008, o Lucas se muda, indo morar em Caibaté e afastando-se do Chama Farroupilha. Em 2009 ainda realiza seu registro no grupo, quando então nos surpreende com uma novidade maravilhosa. Estava fundando um novo grupo escoteiro lá, mas isto foi assunto para outro capítulo no livro.

     Então, em 2016, após 8 anos, o Lucas Meister volta a morar em Triunfo, depois de residir em diversos lugares do Brasil. Naquele intervalo, o Dabil também se mudou de Triunfo mas não se afastou do grupo, e após algum tempo também acabou voltando a morar aqui.

     Naturalmente, a dupla se formou novamente, em agosto de 2016! Estão juntos na chefia da tropa escoteira e todos sentimos uma alegria imensa e temos absoluta certeza de que os jovens desfrutarão muito das atividades planejadas e realizadas pela dupla novamente em ação.

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Aniversário dos 30 anos

Fundado em 1 de maio de 1986, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS completa em 2016, 30 anos de fundação e de contínua atividade.

Para comemorar a data, o grupo realizou uma cerimônia e um almoço no centro da cidade de Triunfo, na praça Bento Gonçalves e no Salão Paroquial da Igreja Matriz, no dia 23 de abril, dia do Escoteiro.

Na oportunidade, lobinhos receberam especialidades, dois jovens realizaram a Promessa Escoteira e escotistas e dirigentes foram homenageados e condecorados.

O evento contou com a presença do Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73 RS, da cidade vizinha de São Jerônimo, além de diversas pessoas da comunidade, muitas envolvidas na fundação do grupo.

Nos 30 anos do Grupo foram homenageados os chefes Mateus Freitas, José Carlos Krause Lopes, Berenice Teixeira Lopes, Daniel de Souza Franco e Rafael Conzatti Umann; também homenageadas as dirigentes Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

Para registro, o Quadro de Honra de adultos do Chama Farroupilha tem a seguinte composição ao longo destes 30 anos:

Mateus Schenk Freitas

Gratidão Ouro

Gratidão Bronze

Bons Serviços 20 anos

Bons Serviços Prata

Daniel de Souza Franco

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Bons Serviços 5 anos

Berenice Teixeira Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

José Carlos Krause Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Saulo Ernani Radin

Gratidão Ouro

Maurício Roth Volkweis

Gratidão Bronze

Bons Serviços Ouro

Zorika Tavares Schubert

Gratidão Bronze

Daniela Gravina Delavi

Gratidão Bronze

Rafael Conzatti Umann

Elvis Sarmento

Bons Serviços 15 anos

Bons Serviços 10 anos

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Condecorações entregues aos chefes e dirigentes Daniel de Souza Franco, Berenice Teixeira Lopes, José Carlos Krause Lopes, Mateus Schenk Freitas, Rafael Conzatti Umann, Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

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Sra. Ângela Kober, que gentilmente atuou como mestre de cerimônias no evento. Os agradecimentos do Chama Farroupilha por abrilhantar a cerimônia.

 

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Então, 30 anos!!

Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”  
Fernando Pessoa
 
     Eu era escoteiro na cidade vizinha, todos os sábados depois do almoço pegava a lancha para o outro lado da margem já há quatro anos para participar no grupo que meu avô havia fundado há quase vinte anos. Atravessava o rio Jacuí, participava da reunião, as vezes ficava na casa da vó, as vezes voltava para casa, no verão ia para o Clube do Comércio tomar banho de piscina junto com os outros escoteiros, depois da reunião. Desde os 8 anos de idade fazia isso, tempo em que uma criança daquele tamanho podia fazer isso sozinha, sem perigo algum.
     Foi quando fundaram um grupo em Triunfo, me convidaram para ser escoteiro lá, não precisaria mais cruzar o rio, todos eram meus amigos, gurizada da escola, da rua, da cidade. Mas como trair meu avô? Nem pensar.
     Então, em março de 1987 os adultos não se entenderam mais em São Jerônimo, meu avô deixou o escotismo após 40 anos, eu fiquei quase seis meses no limbo, vivendo o luto. Mas ele me deixou bem livre para seguir o caminho que quisesse, inclusive permanecer no grupo que ele saíra. Desisti de atravessar o rio, no segundo semestre de 1987 entrei para o Chama Farroupilha, que havia sido fundado em maio de 1986, já contava um ano e pouco.
     Olho para trás agora e nem sei dizer o quanto esse grupo me envolveu, me absorveu, ocupou meus compromissos, minha vida pessoal e familiar, quanto tempo, viagens, dedicação e dinheiro investidos. Aliás, até sei, porque há cinco anos escrevemos o livro com essas histórias, quando o grupo completou 25 anos de fundação. 
 
   Meus pais me alertavam:
” – Tu vai ficar fanático por escotismo como o teu avô!” Fato que não ocorreu, porque fiquei muito mais fanático e envolvido do que ele, passei batido.
   Depois de tanto tempo e dedicação, tantos jovens que passaram e estão no grupo, olhando a situação atual, o coração é pura emoção ao se aproximar o aniversário de 30 anos do Chama Farroupilha 183 RS. Vivemos dias muito felizes, dias muito tristes como quando alguém nos deixa para sempre, tudo parte da grande aventura de viver, de se relacionar com as pessoas, de ter amigos, de ser parte de uma comunidade. A grande alegria é ver que a família escoteira em Triunfo só cresce, cada vez mais pessoas, cada vez mais laços de fraternidade.
     Olhando para a frente agora, ainda tem muita estrada para caminhar, ela não terá fim. Que Deus nos abençoe e possamos estar cada vez mais dedicados para os jovens.
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2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016

Por NOVE anos consecutivos o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, localizado na cidade de Triunfo, RS, conquista o Troféu Grupo Padrão dos Escoteiros do Brasil, sempre no nível Ouro.

O ano de 2015 foi realmente muito rico, inciando com o Jamboree Nacional em Natal, acampamento de grupo com demonstração de radioescotismo pelo chefe Christian Horbe, do GE Tapejara; visita ao GE Jacuí, Muteco, Mutcom, Elo Nacional com o GE Carajás, de São Jerônimo; Joti, participação no III AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do RS); e pela primeira vez um sênior do grupo conquistou o Distintivo de Escoteiro da Pátria (Henrique Tavares Schubert), solenidade prestigiada por nosso Coordenador Distrital, Sérgio Senna; entre tantas outras atividades diferentes e inovadoras que foram realizadas e que permitiram vencer um certo isolamento geográfico que enfrentamos.

No Rio Grande do Sul, somente o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS, da cidade vizinha de Charqueadas, possui mais títulos, pois concorre desde o início do prêmio. O Jacuí é o grupo-padrinho do Chama Farroupilha, com prazer seguimos os passos do dindo.

Em maio deste ano o grupo completará 30 anos de fundação. Uma história rica, com muitos motivos para comemorar e uma parceria constante com a comunidade da cidade de Triunfo, sempre participativa e acolhedora dos anseios e sonhos de nossos jovens e dos ideais de sua chefia e dirigentes.

A quem quiser nos conhecer, está convidado a partir de algum sábado de março, a nos visitar em nossa sede, em Triunfo, na Rua Vereador Adão Tavares da Silva 213, no centro da cidade.

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Chefe Krause e o sênior Henrique, o primeiro Escoteiros da Pátria do Chama Farrouilha

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Alcateia no AGAARS 2015

Abelhas do Fábio, uma colmeia de vidro

No interior de Triunfo, RS, o amigo Fábio Haussen Pereira Jr., médico veterinário, mantém uma aprazível propriedade, com mata nativa e próxima a um arroio. Seu filho, Bruno Dornelles Pereira é escoteiro há muitos anos, atualmente é chefe na Tropa Escoteira do Chama Farroupilha. Então, o sítio se tornou um dos locais de acampamento tradicionais do grupo.

Por alguns anos, o Fábio desenvolveu a atividade de apicultor e a base do apiário era justamente nesta propriedade, onde ficavam os equipamentos necessários.

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A foto acima mostra o Chama Farroupilha em um acampamento de grupo na referida propriedade, em 2010.

Abaixo, o próprio Bruno Dornelles Pereira se banhando no arroio, motivo pelo qual realizamos estes acampamentos no verão.

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Existe lá uma casa antiga, que é a sede da fazenda e antiga morada da família que construiu a propriedade há muitos anos atrás. No acampamento do grupo em 2010, tivemos uma surpresa muito interessante. A casa tem três quartos lado a lado, na janela do quarto do meio, havia uma colméia instalada, entre o tampão externo e a folha com vidros. Isto permitia observar as abelhas trabalhando.

Previamente ao nosso acampamento, o Fábio teve o cuidado de parafusar a janela, evitando sua abertura acidental e permitindo a visualização com segurança.

Abaixo, uma vista geral da janela, quando menos da metade do espaço disponível era ocupado pelas abelhas.

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A seguir, a janela observada mais de perto:

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Detalhe do vidro do meio, onde se observam os favos e a intensa atividade das abelhas.

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Close do vidro mais inferior, espaço para onde a colmeia irá se expandir.

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Imagem ainda mais aproximada do vidro do meio, onde o reflexo interferiu na qualidade da foto, mas mesmo assim é possível observar o detalhe dos favos abertos, sendo preenchidos com mel.

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Em 2013, o Chama Farroupilha retorna ao local para lá realizar mais uma vez seu acampamento de fim de ano com todo o grupo. Havia se passado três anos de nossa última atividade naquele lugar.

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E as abelhas? Bem, a colmeia havia aumentado consideravelmente. Impossível deixar de lembrar das histórias de Agnes Baden-Powell que mantinha uma colmeia em recipientes de vidro, dentro de casa, em uma das salas da residência onde morava com sua mãe, Mrs Henrietta Baden-Powell. Suas abelhas produziam um mel que foi mais de uma vez premiado em competições na Inglaterra¹.

Agora, os dois lados da janela são ocupados pelas abelhas:

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Detalhe do vidro inferior, lado direito, porção que em 2010 estava vazia, com abelhas mas sem favos, e agora completamente tomada.

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Close da mesma região anterior, vidro inferior esquerdo, onde se observa os favos fixados no próprio vidro.

A diversão é procurar a abelha-rainha, mas ninguém foi capaz de identificá-la.

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A seguir, o vidro superior do lado esquerdo, grande quantidade de favos, movimentação muito intensa. É possível ficar horas e mais horas contemplando o trabalho. Acender a lâmpada do quarto parece em nada interferir no trabalho. Curiosamente, a movimentação das abelhas dentro da colmeia é lenta, bem diferente da velocidade em que se observam as abelhas na rua, em seu trabalho externo.

Em um primeiro momento, a sensação é de apreensão, para não disser medo. Depois de alguns instantes, e com a percepção de que não se pode abrir a janela porque está parafusada, vem os sentimentos de surpresa, admiração e curiosidade.

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Vidro inferior do lado esquerdo, um dos poucos lugares onde há espaço vazio. Notar a forma irregular dos favos, que neste ponto estão sendo construídos de baixo para cima.

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Lado externo da casa, onde se observa a janela-colmeia. O movimento de entrada e saída das abelhas é grande e uma planta ajuda a camuflar o local.

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Nesta fresta entre o tampão e o marco da janela é a porta de entrada para a colmeia. O movimento é muito intenso.

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Da série curiosidades da natureza …

1 – The First Girl Guide, The Story of Agnes Baden-Powell, Gardner, H.D., Amberley Publishing, England, 192p., 2010.

Seguem as obras da sede

As obras de reforma da sede do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, com a construção de um novo andar e telhado de borracha seguem de vento em popa. É grande a mobilização da comunidade da cidade de Triunfo, com muitos patrocinadores para o empreendimento, a maioria deles antigos escoteiros do grupo.

Abaixo, a estrutura que sustentará o novo andar, vista do nível deste novo piso.

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Novos pilares de sustenção do telhado e do novo andar, vistos do nível do solo.

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Vista geral do salão a partir da porta da sala da chefia, andar térreo, onde se observa inferiomente a nova estrutura de sustentação do novo andar. Ao fundo, onde se vê uma mesa atravessada, será a nova escada.

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Vista do andar superior e da parede da frente da sede com as novas aberturas, em cada uma delas haverá uma sala. O ripamento para receber o novo telhado também já está sendo feito.

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Abaixo, a parede da fachada com o ripamento do telhado em construção.

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Vista dos fundos, a estrutura de sustentação para a nova cobertura, com a diferença de nivel entre o telhado da frente com o novo andar e o da parte posterior.

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Muitos andaimes em todo o entorno da sede.

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As novas “telhas” sendo preparadas e classificadas para o uso.

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Estamos em Obra

O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha está com sua sede em obras! Nossa sede foi inaugurada em 1995, quando na época nosso registro escoteiro mantinha em média 30 e poucos membros.

Atualmente, nosso registro fica em torno de 80 membros. Nossa sede ficou pequena! A atual diretoria, composta pela Diretora-Presidente Zorika Tavares Schubert, pelos Diretores Daniela Gravina Delavi e Sérgio Conzatti está executando um projeto audacioso que nos enche de orgulho. Exclusivamente com recursos próprios, estamos construindo um novo andar, que contará com várias novas salas para cada ramo.

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Vale destacar a penetrância que nosso grupo tem na comunidade. O município de Triunfo tem em torno de 24 mil habitantes, mas o centro urbano, a cidade propriamente dita, onde o grupo se localiza, conta em torno de 12 mil pessoas. Esta visibilidade e proximidade com a população é que permite o financiamento da obra, uma vez que os eventos promovidos sempre são muito prestigiados e suportados pela comunidade triunfense, a maior parceira e apoiadora do grupo.

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Teremos uma importante novidade, que será um telhado com placas de borracha reutilizadas. Sucatas da indústria, servem de moldes para a fabricação de diversos produtos, que uma fez produzidos, estes discos viram lixo. Como vantagens, além da questão ecológica de destino deste material, possui um efeito térmico interessante e, por natureza, é imune ao granizo, que por 3 vezes já danificou nosso telhado.

DSCN5088Placas de borracha que serão utilizadas no novo telhado, já depositadas no pátio da sede.

DSCN5094Mezzanino onde funcionava o canto sênior e que será agora amplamente ampliado.

DSCN5093Vista dos buracos abertos no piso para a instalação das novas vigas de sustentação para o novo andar. Onde estão empilhadas as mesas e bancos é onde ficará a nova escada, com o canto da alcatéia sob ela.

Brevemente, esperamos reinaugurar nossa sede, completamente remodelada.

Na mídia

Notícia sobre o evento de lançamento do livro Chama Farroupilha 25 anos de história, publicado no jornal Sentinela.

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Capa do jornal

 

Reportagem de página inteira:

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Tarde de Festa

Dia 24 de novembro, sábado, aconteceu o lançamento do livro Chama Farroupilha 183RS 25 anos de História, em Triunfo, no Teatro União.

Momento muito esperado, foi uma festa memorável, com o teatro lotado e irmãos escoteiros de diversos locais presentes. Destacamos o grupo Inhanduí, de Canoas, Jean de Lery, de Estância Velha, Costa e Silva, de Taquarí, e Caiboathe da cidade de Caibaté.

Contando as histórias deste livro, que já renderia um outro a parte.

Na oportunidade foram entregues Diplomas de Mérito de Grupo a Lucas Meister, Silvia Helena Roth Volkweis e Júlio César Prates Cunhas, antigos colaboradores do Chama Farroupilha e que foram particularmente importantes para esta publicação.

Os colaboradores que realizaram as doações para a publicação da obra receberam seus exemplares nesta oportunidade.

Parte das Tropas sênior e escoteira do Chama Farroupilha no mezanino do Teatro.

Depois da cerimônia, todos confraternizaram no pátio deste teatro centenário, em um momento de muita alegria e descontração.

Velha Guarda: Chefe Saulo Radin, fundador do grupo, rodeado por antigos escoteiros.

Recebendo cumprimentos do Chefe Guilherme, GE Inhanduí, figura muito citada neste livro.

Com o Chefe Rufos, GE Jean de Lery, outro personagem frequente.

Festa dia 24 de novembro

No dia 24 de novembro ocorrerá o lançamento do livro “Chama Farroupilha 183 RS – 25 anos de História” que conta a trajetória deste grupo escoteiro desde a sua fundação até o dia 1 de maio de 2011. Acontecerá em um evento aberto e gratuito, no Teatro União, a partir das 17h 30min. A idéia de escrever esta história surgiu em janeiro de 2002, quando o grupo participava do Acampamento de Verão, em Tramandaí, junto com escoteiros de todo o estado. Naquele momento, um esboço de tópicos foi elaborado e o projeto ficou latente, com umas dez páginas escritas logo após o evento.

Com a aproximação dos 25 anos do grupo, o projeto foi retomado e muitas outras histórias haviam acontecido e foram narradas. Como um grupo escoteiro reúne muitas pessoas, o texto foi principalmente escrito pelo Chefe Maurício Roth Volkweis, mas contou com a importante colaboração de Achiles Goldani Netto e Saulo Ernani Radin, fundadores do grupo; Daniel de Souza Franco, José Carlos Krause Lopes e Mateus Schenk Freitas, chefes do grupo; Daniel Pinheiro Vargas e Douglas de Souza Matias, antigos escoteiros e chefes.

O trabalho finalizou com quase 200 páginas e mais de 90 ilustrações, procurando mostrar os fatos mais marcantes desta longa trajetória. Contudo, esbarramos nos custos para publicar o texto, pronto há quase um ano. Foi quando em março de 2012, Rita Waléria Schmidt descobre uma reportagem em uma revista sobre Financiamento Colaborativo, através do site www.catarse.me. Executamos o projeto dentro das normas propostas, com o auxílio da pioneira Letícia Teixeira Lopes e o milagre aconteceu.

Foram 93 doadores. Pessoas na República Tcheca, São Paulo, Roraima e Rio de Janeiro contribuíram, além de diversos outros municípios gaúchos, como Porto Alegre, Caibaté, Vacaria, Campo Bom, Charqueadas, São Jerônimo e Caxias do Sul. Mas o grande volume veio realmente da comunidade de Triunfo, que novamente apoiou o grupo escoteiro.

Agradecemos a cada uma das pessoas que contribuíram, mas gostaríamos de destacar algumas personalidades particularmente generosas, que realizaram doações substanciosas para o escotismo, que são Cláudio Cabral Fay de Azevedo Júnior e família, Clínica Dentária Volkweis, Júlio César Prates Cunha, Lucas Meister, Luiz Celso Índio Diniz, Marines Schmidt Tavares e Saulo Ernani Radin.

Como a edição já está paga, o dinheiro arrecadado com os exemplares vendidos será todo revertido para o grupo escoteiro, que planeja reformar a sede, ampliando e melhorando a estrutura para atender aos jovens.

Estamos preparando com muito carinho uma grande festa para o dia 24, um momento alegre e descontraído para o reencontro dos amigos destes 25 anos, muitas fotos, imagens, algumas homenagens, mas principalmente uma oportunidade de reencontro e alegria dos antigos escoteiros. Contamos com a tua presença nesta confraternização.

 

CONVITE

Está marcada a Festa! Compareça, espalhe a notícia. Estamos preparando tudo com muito carinho, queremos promover um grande encontro escoteiro com a comunidade.

Conseguimos uma colaboração muito importante para a divulgação do evento, você pode assistir o vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=tzwLtKMtPkE&feature=plcp

Livro PUBLICADO!!! The book is on the table!

Caros amigos, é com muita alegria e satisfação que podemos anunciar que o Livro está pronto!! CHAMA FARROUPILHA 183 RS, 25 ANOS DE HISTÓRIA, está impresso e entregue.

Pessoalmente, achei o livro muito bonito. A CORAG fez um trabalho gráfico excelente, uma impressão com muita qualidade e penso que a escolha pela maioria da versão colorida foi acertada. Na imagem abaixo vemos parte do capítulo que fala da primeira promessa e fundação do grupo em 1 de maio de 1986 e a foto da primeira promessa da alcatéia, ocorrida em outubro do mesmo ano.

São muitos personagens que compõem esta história, onde buscamos destacar os fatos mais relevantes ou a primeira vez que algum evento ou realização aconteceu no grupo. Também contamos as experiências dos 8 jamborees que o grupo participou, de 5 anos consecutivos como Padrão Ouro dos Escoteiros do Brasil e muitas histórias divertidas envolvendo os jovens.

Quase 200 páginas e mais de 90 ilustrações descrevem um pouco da história do escotismo no Brasil, visto sob o ponto de vista de um grupo escoteiro, localizado em uma comunidade pequena e as suas relações com as pessoas do lugar, contando como se deu esta construção e quem foram as pessoas que abriram este caminho.

Estamos preparando um momento especial para apresentar a obra, que certamente ocorrerá no mês de novembro. Neste lançamento, entregaremos os exemplares para os colaboradores do projeto que ajudaram financeiramente e puderem estar presentes, em um momento de confraternização e agradecimento. Foram 89 colaboradores que ajudaram na execução deste projeto.

Como a edição está toda paga, os demais exemplares serão vendidos e o dinheiro revertido para o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha, tornando-se em uma valiosa contribuição para o grupo, que planeja ampliar a sede.

Obrigado a todos!

ESCOTISMO E TRADICIONALISMO

O mês de Setembro é marcado pelo orgulho gaúcho, pois o dia 20 de setembro marca o início da Revolução Farroupilha, no distante ano de 1835.

Há quem desconheça, mas a organização do Tradicionalismo Gaúcho, como movimento estruturado e sistematizado tem raízes profundas no Escotismo, conforme nos explica uma das maiores autoridades no assunto, Antônio Augusto Fagundes, em artigo publicado no Jornal Zero Hora, em 2010 e exposto na íntegra abaixo. Pasmem os senhores, mas a nomenclatura utilizada na Patronagem (a diretoria) de um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) nasceu em uma tropa escoteira, através de Glaucus Saraiva, o chefe Uirapuru, e depois aplicada na fundação do 35 CTG, o primeiro CTG criado, conforme detalhadamente relatado no artigo.

A cidade de Triunfo, RS, sede do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 é a cidade natal do líder máximo da Revolução Farroupilha, General Bento Gonçalves da Silva. A casa onde ele nasceu existe até hoje, assim como a igreja onde ele foi batizado e que foi construída em 1754.

Casa onde nasceu o Gen. Bento Gonçalves

Igreja Matriz de Triunfo, em louvor a Nosso Senhor Bom Jesus do Triunfo e Nossa Senhora do Rosário

Devido a tantos laços, a data de 20 de setembro é amplamente comemorada nesta cidade, com participação do escotismo sempre destacada. Da mesma forma, quando o grupo viaja para eventos fora do estado, também costuma divulgar a cultura gaúcha, com estes estreitos laços escoteiros.

22 Jamboree Mundial, Suécia, 2011. “Baile gaúcho, cordeona e china bonita. Não se acredita no poder desta infusão.”

22 Jamboree Mundial, Suécia, 2011

21 Jamboree Mundial, Inglaterra, 2007

Leonardo Schmidt Costa, o gaiteiro do GE Chama Farroupilha no 21 Jamboree Mundial, Inglaterra 2007

D. Yedda Roth e Ernesto Fagundes, uma das maiores expressões do Tradicionalismo, presente no desfile triunfense de 2007

20 de setembro de 2007, chefia (traje escoteiro)e diretoria (pilcha)aguardando o início do desfile

19 Jamboree Mundial, Chile, 1999. Bombacha presente.

GE Chama Farroupilha após o desfile de 20 de setembro de 1998. Ao fundo a torre da Igreja Matriz