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Acampamento da Chama Crioula

     Nos dias 10 e 11 de setembro de 2016, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 realizou em Triunfo um acampamento para guarda e ronda da chama crioula, simbolo da Semana Farroupilha, centelha que representa as tradições e orgulho do povo gaúcho. Este ano, a chama crioula foi gerada em Triunfo, na Ilha do Fanfa, palco de um dos combates da Revolução Farroupilha, que também foi escolhida há 28 anos atrás para emprestar seu nome para uma  patrulha sênior do Chama Farroupilha.

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     Contamos com a visita de uma patrulha de escoteiros do Grupo Escoteiro Charruas, de Porto Alegre e uma patrulha de seniores e guias do Grupo Escoteiro Jacuí, de Charqueadas, município vizinho também na região Carbonífera. A presença destes grupos abrilhantou a atividade e proporcionou excelente confraternização e a oportunidade de nossos jovens terem contato com escoteiros de outros lugares e grupos.

     O evento foi realizado no Parque Camboatá, mesmo local que há 30 anos foi realizada a primeira promessa do Chama Farroupilha. Este parque, que antigamente era palco de grandes eventos da comunidade Triunfense, como o Rodeio, o festival musical Escaramuça da Canção Gaudéria, Feira de Artesanato, Triunfo em Festa, etc, também já sediou um evento regional do ramo lobinho, o II AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do Rio Grande do Sul), oferece uma excelente estrutura de acampamento remanescente daquela época.

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     Foi uma atividade maravilhosa, onde as condições climáticas estavam perfeitas, tudo concorrendo para o sucesso do evento.

     Ao final, o Clã Pioneiro Chama Farroupilha foi homenageado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (M.T.G.), órgão oficial que controla e orienta a prática e o culto as tradições riograndenses, com o pin dos 50 anos desta entidade pelos serviços prestados durante a recepção das delegações de diferentes municípios a Triunfo, em agosto, com visita guiada aos prédio históricos da cidade.

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Clã Chama Farroupilha no momento do agradecimento recebido do M.T.G. (Movimento Tradicionalista Gaúcho)

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Pin dos 50 anos do MTG, entregue a cada um dos membros do Clã Pioneiro Chama Farroupilha.

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Distintivo da atividade

 

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O Grupo Afilhado

 

          O Chefe Lucas Meister se muda de Triunfo para Caibaté, uma cidade na região das Missões Jesuíticas no Rio Grande do Sul, noroeste do estado, e distante mais de 450 km de Triunfo, em 2008. Acaba a dupla Dabil-Lucas, formada pelo próprio e pelo chefe Daniel de Souza Franco, iniciada quando ainda eram escoteiros há mais de dez anos, chegando até a chefia juntos e incluindo a participação no Jamboree Mundial da Inglaterra em 2007.

 

A dupla Lucas-Dabil

 

          Foi uma grande perda para o Chama Farroupilha, além do amor de todos, também era muito competente nas suas funções e já era uma pessoa folclórica no grupo. Há muitas histórias do retratista oficial que carregava um tripé para bater fotos com a máquina digital (até para a Inglaterra), da canção suco suco suco, da expressão “ô, cara!”, dos muitos romances com as chefes de outros grupos e tantas outras histórias que o Lucas protagonizou e que são impublicáveis.

          Chegou a notícia em Triunfo de que estaria fundando um grupo escoteiro em sua nova cidade, logo buscamos contato e a informação se confirma. Realmente avançava na idéia da fundação de um grupo em Caibaté, mobilizando pessoas, visitando escolas uniformizado e explanando sobre o movimento. Não aguentava a saudade de praticar escotismo, mesmo que houvesse se mudado há poucos meses.

          Pessoalmente, precisamos dizer que nada traz mais alegria. Você ver alguém que foi seu escoteiro e chefe contigo enfrentar este desafio é gratificante, pois mostra que todo o trabalho dispensado frutificou, tivemos a feliz sensação da colheita após o plantio. É como ver um filho se formar e ingressar na vida profissional.

          Incondicionalmente todos do Chama Farroupilha apoiaram o projeto com as facilidades da internet e telefonia celular. Mantivemos um contato quase diário durante meses, transferindo material, idéias e atendendo as solicitações do Lucas Meister.

          Naturalmente, e depois oficialmente, o Chama Farroupilha se tornou padrinho deste novo grupo que chama-se “Caiboathe 335 RS”, obedecendo a grafia antiga e a pronuncia indígena. O lenço foi desenhado pelo então pioneiro Elvis Sarmento Silva e o Brasão pelo chefe Dabil, inspirados no brasão e cores do município. Também participamos muito palpitando o nome, para ajudar a comunidade local. Com o objetivo de homenagear o Chama Farroupilha, Lucas escolhe como data de fundação do Grupo Escoteiro Caiboathe a mesma data do Chama Farroupilha, 1º. de maio.

          Organizamos uma grande excursão para realizar a cerimônia de fundação e levamos praticamente todo o grupo. Saímos de Triunfo na sexta-feira, 30 de abril de 2010, próximo das 23 horas e viajamos em um ônibus muito confortável durante toda a noite, enfrentando uma cerração muito espessa. Ao clarear do dia estávamos em Caibaté, onde acampamos em um educandário no centro da cidade, que abriga o grupo escoteiro. A noite, realizamos o cerimonial de fundação do grupo que foi inteiramente concebido por nós e desenvolvido pelo Chama Farroupilha, iniciando com a troca de lenço do Chefe Lucas. Havia muitas autoridades locais presentes, o Comissário Distrital, chefe Alberto Stochero e a atual Conselheira do Conselho de Administração Nacional, Cristine Bohrer Ritt.

          Para proteger e abençoar o novo grupo, por sugestão do Chefe José Carlos Krause Lopes, oferecemos uma imagem de São Jorge, padroeiro do escotismo. Recebemos de presente uma elegante placa de agradecimento de nossos afilhados, que está orgulhosamente exposta em nosso armário de troféus.

 

 

Parte dos escoteiros presentes a fundação do Caiboathe, no dia seguinte da cerimônia

 

          Aproveitamos a viagem para conhecer o Santuário dos Três Mártires no Caaró, local de peregrinação católica, o município de Mato Queimado, onde fomos recebidos pelo prefeito municipal e as ruínas da Redução Jesuítica de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, patrimônio mundial pela UNESCO, desde 1983.

 

 

 

Grupo Escoteiro Chama Farroupilha visitando as ruínas das Missões Jesuíticas em 2010.

 

Salário de Chefe

 

Moedas da Boa Ação

 

            Qual a maior satisfação de um chefe escoteiro? Qual o salário de um escotista? Muitos respondem que é o sorriso dos jovens com quem trabalhamos, mas hoje se pode afirmar com tranquilidade que esta é uma satisfação ou pagamento fugaz, é como se fosse a gorjeta que se recebe ao atender bem um cliente ou freguês, não é o pagamento verdadeiro.

 

            Atualmente acreditamos que nosso pagamento verdadeiro, o salário de carteira assinada com fundo de garantia, é olhar para trás depois de alguns anos e ver que rumo tomaram os jovens que foram nossos escoteiros, que caminho eles escolheram para suas próprias vidas depois que passaram por nossa influência.

 

            É o sucesso deles que expressa o nosso salário, o quanto trabalhamos bem ou quanto ainda podemos melhorar como chefes, como pessoas. Obviamente que o escotismo não é a única influência na vida destes indivíduos, logo não pode receber todos os louros da vitória daqueles que se tornaram cidadãos de sucesso e nem a responsabilidade pelos insucessos e problemas que muitos tiveram. Mas não se tem dúvida que a contribuição do Movimento Escoteiro é positiva e realmente ajuda as pessoas.

 

            O Grupo Escoteiro Chama Farroupilha esta em uma cidade pequena, por isso as pessoas não perdem o contato e quando se olha para os jovens que passaram pelo grupo nestes vinte e seis anos de existência, se sabe que alguns tiveram desventuras, mas são incontáveis os casos de sucesso. Pessoas que hoje são advogados, médicos, dentistas, engenheiros, administradores, contadores, empresários, professores, comerciantes, operários, militares, músicos, policiais, funcionários públicos, enfim, uma variedade de profissões, mas todos com uma vida honrada onde os enunciados de Baden-Powell fazem parte do cotidiano, muitas vezes sem serem percebidos conscientemente por aqueles que foram escoteiros.

 

            É com muita tranquilidade que se pode afirmar que a existência de um Grupo Escoteiro na comunidade é muito profícua, sendo inegável a sua contribuição para a educação dos futuros cidadãos. No caso do Chama Farroupilha, nunca é demais agradecer aos fundadores Silvio Machado Felten (in memoriam), Saulo Ernani Radin e Achiles Goldani Netto que juntos com outros plantaram a semente em 1986 e cuidaram da muda até ela se tornar uma árvore frondosa. Hoje aproveitamos sua sombra, colhemos os frutos, mas continuamos cuidando desta árvore que exige atenção permanente e contínua para que as próximas gerações também possam desfrutá-la e mais chefes recebam seus salários.

 

O Troféu Grupo Padrão

O Troféu Grupo Padrão Ouro

 A União dos Escoteiros do Brasil instituiu uma premiação de reconhecimento anual para os grupos escoteiros que cumprissem determinadas atividades, certos requisitos de funcionamento, administração, formação de adultos, aplicação do método escoteiro e participação na comunidade. Não é um concurso, cada grupo compete individualmente tendo que obter determinada pontuação. Logo que recebemos o material da primeira edição, percebemos que seria algo muito interessante e importante porque era uma forma de quantificar e avaliar como o grupo havia funcionado ao longo do ano. A chefia delegou o material e a tarefa de estudar as regras para dois antigos escoteiros que pretendiam permanecer na chefia do grupo.

Eram jovens e o progresso nos estudos fez com que eles mudassem de cidade e ninguém assumiu o Grupo Padrão. Passaram-se alguns anos até que percebêssemos novamente a relevância desta avaliação e como isto poderia ajudar o grupo a ser melhor. Foi somente em 2008, com a abertura do clã pioneiro, que finalmente conseguimos nos organizar para participar, inclusive com a criação de um grupo de interesse no Clã exclusivamente para o grupo padrão, com a função principal de estudar as regras e ajudar as chefias de seção na documentação e planejamento das atividades.

Portanto, participamos por cinco anos consecutivos, 2008, 2009, 2010 e 2011 obtendo pontuação ouro em todos os anos. Estamos aguardando a divulgação do resultado de 2012, do qual também estamos concorrendo. É inegável que ficamos muito envaidecidos com estas premiações em grau máximo, principalmente porque todos os membros do grupo escoteiro podem ostentar a conquista com um distintivo bem visível no uniforme. Também utilizamos estas conquistas como ferramenta de marketing para o grupo, pois é uma forma de avaliação da organização, das atividades realizadas e da inserção do grupo na comunidade.

Rende reportagens nos jornais locais, credibilidade junto as famílias e apoiadores. Há também o marketing dentro do próprio escotismo, com a inserção do grupo no Relatório Anual Nacional e Regional e a divulgação em diversos sites escoteiros. Podemos mostrar a comunidade que o trabalho sério desenvolvido é reconhecido pelo órgão máximo do escotismo brasileiro. Não somos aventureiros. Quando alguém pergunta se este é um bom grupo escoteiro, os troféus Padrão Ouro são uma das respostas que apresentamos.

Somos grandes entusiasmados desta atividade porque só tem nos ajudado, quer seja a melhorarmos nossas práticas, quer seja pelos ganhos secundários que o Chama Farroupilha obtém. Se o seu grupo não participa, deveria pensar seriamente nisto.

Quando você divulga o escotismo?

Quando você divulga o escotismo?

O escotismo no Brasil enfrenta dificuldades de crescimento, com um efetivo que já foi maior e está estagnado, não acompanhando o desenvolvimento proporcional da população do país. Diversas razões e alternativas estão expostas e discutidas no relatório O Escotismo Brasileiro, elaborado por de Jean Cassaigneau e publicado em fevereiro de 2008, a pedido da União dos Escoteiros do Brasil.

Uma das razões discutidas é a baixa autoestima que os jovens sentem em relação ao movimento, quando estão em público, conforme descrito na página 32, dizendo que sentem vergonha de aparecer de uniforme. Ora, certamente isto decorre do receio de serem ridicularizados ou debochados pelos transeuntes porque a indumentária escoteira pode parecer estranha a olhos incautos. Isto é um costume nacional, debochar das roupas diferentes, da camiseta do time adversário e tantas outras situações. Mas como esperar reconhecimento de um povo que picha suas próprias cidades, incendeia contêineres de lixo, se comporta como primatas quando dirigindo carros e motos e rouba bronzes de praças para derretê-los e vender a peso como sucata apagando a memória histórica? O problema é educacional e a solução certamente está fora do escopo do escotismo, embora este possa ajudar.

Muito bem, sabemos que para o crescimento da instituição o marketing é fundamental e que a repetição sistemática da imagem facilita muito na sua assimilação, todavia é raro os escoteiros serem vistos e mesmo não seria pertinente andar uniformizado vários dias da semana. Todavia, pensamos que temos uma alternativa muito eficiente à disposição, mas depende da participação de cada membro do movimento e não produziria constrangimento aos jovens.

É farto o material escoteiro que não compõem o uniforme/traje e é para uso social. Uma infinidade de camisetas, casacos, agasalhos, bonés, enxovais de eventos, pins e lapelas que a grande maioria de nós reserva para usarmos exatamente em atividades escoteiras, ou seja, junto de outros escoteiros. Pois a proposta é justamente usar este material diariamente como forma de divulgarmos sistemática e continuamente o movimento. Vá correr, pedalar ou caminhar nos parques com uma camiseta escoteira, use um boné ou chapéu australiano escoteiro para ir a praia, para ir para a escola, use as lapelas escoteiras no seu terno ou blaser. Adesive seu carro com adesivos escoteiros. Use canetas e peso para papéis escoteiros em seu escritório. Mostre de forma informal mas contínua que você é escoteiro. Faça isso sempre. Influencie os outros. Não tenho dúvidas de que teremos muito crescimento.

Os adultos podem iniciar a campanha de usar roupas com motivos escoteiros sempre que possível e os jovens se sentirão confiantes para também fazê-lo. Não perca a oportunidade de falar sobre escotismo com seus colegas e amigos. Quantas vezes só depois de conhecermos uma pessoa há algum tempo, descobrimos que ela também é ou foi escoteira? Isto só depois de já sabermos para qual time torce, o que gosta de comer e tantos outros detalhes pessoais. Isto ocorre justamente porque não deixamos transparecer que somos escoteiros. Guardamos segredo. Pois bem, divulgue o movimento, use suas camisetas e bonés escoteiros pela cidade, no cotidiano. É um marketing barato, elegante, frequente e que certamente trará muitos outros membros para o escotismo.