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Obrigado, ENRI e DEN

Foi um período muito gratificante esse em que colaboramos com a Equipe Nacional de Relações Internacionais.

Uma equipe maravilhosa, que muito trabalhou nesse período. Em nome do Comissário Internacional, Felipe de Paulo, agradeço a todos os colegas de equipe, especialmente pelas muitas lições aprendidas e o constante processo de aperfeiçoamento.

A Direção Nacional e a toda a Equipe do Escritório Nacional, agradeço  especialmente ao nosso Diretor Presidente Marco Romeu Fernandes.

Voltei de viagem e encontrei essa grata surpresa! Diploma de Mérito Nacional.

Muito obrigado à todos.

merito nacional ENRI 2016

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Medalhas e Reconhecimento

 

            No último Congresso Nacional Escoteiro realizado em São Luís, a comissão encarregada de revisar as condecorações escoteiras apresentou o resultado de seu extenso e detalhado trabalho, com a revisão das medalhas existentes, criação de novas comendas e também de outras formas de reconhecimento, como o Pin do Cônjuge.

            Sem dúvida um trabalho de fôlego, que merece elogios e que por várias vezes destaca a preocupação de reconhecer o nível local. Isto atende a grande população dos chefes, pois é no nível local e no interior do país, onde a maioria dos escotistas atua e este é o trabalho mais importante, uma vez que o jovem é a razão de existir do escotismo. Todavia, as condecorações são mais frequentemente destinadas aos chefes ligados aos níveis regional e nacional de administração do escotismo.

            Corrigir este viés era uma questão antiga que precisava ser enfrentada. Contudo outros três pontos permanecem obscuros. O primeiro deles diz respeito a como estas pessoas serão identificadas. Atualmente, é necessário que outra pessoa do grupo escoteiro tenha conhecimento sobre as condecorações e seu processo de concessão e provoque a Comissão Regional para a avaliação do caso. Isto é raro e difícil, muitos diretores e chefes reconhecem o merecimento dos seus colegas de grupo mas desconhecem as condecorações, seus critérios e como solicitá-las. É eticamente inadequado o chefe Mutley, como do desenho animado, que só ajudava o Dick Vigarista em troca de medalhas. Traduzindo, é descabido solicitar uma condecoração para si mesmo. No outro extremo, vemos chefes muito dedicados, que merecem todas as honrarias mas não estão nem um pouco preocupados com elas porque estão envolvidos demais com seus grupos e crianças. Como reconhecê-los ?

            Talvez isto pudesse ser resolvido com uma busca mais ativa pelas Regiões das pessoas merecedoras, quer seja através do SIGUE que hoje possibilita o acesso a vida escoteira, quer seja através da consulta pessoal as diretorias dos grupos que poderiam passar as informações. O maior exemplo é a Medalha de Bons Serviços. Quem de nós não conhece ou teve chefes brilhantes, dedicados, que sustentam seus grupos com trabalho e até dinheiro nos momentos de dificuldade, com muitos anos de dedicação e que nunca foram reconhecidos simplesmente porque seus pares desconhecem os caminhos.

            Esta situação é ainda mais percebida nos grupos do interior, muito próximos de suas comunidades mas distantes das capitais e grandes cidades. Usualmente o trabalho nas comunidades menores é muito bom porque todos se conhecem e se ajudam mutuamente, somando esforços da população para o progresso do grupo. Os chefes funcionam como agregadores e canalizadores dos potenciais locais, formando uma grande rede de contatos, invisível aos Escritórios Regionais. Reforçando este argumento, vejam quantos grupos do interior recebem a distinção Grupo Padrão, comparados proporcionalmente aos grupos dos grandes centros urbanos.

            Isto remete ao segundo ponto que é o critério para a concessão ou não, mas principalmente para a definição do grau da condecoração. Novamente se observam chefes com longas trajetórias e dedicação, que muitas vezes já atuaram em diferentes níveis mas que recebem comendas inferiores, baseadas em parte dos fatos de sua vida, a outros com história mais breve e menos intensa, mas onde seus pares souberam melhor apresentar as razões. Esta é outra situação onde uma breve consulta ao SIGUE ajudará a corrigir as dicotomias.

            A terceira questão é a situação sugerida de vinculação de uma condecoração como sequência da outra. O recém criado Tucano de Prata é destinado a atuação no nível local, onde o pré-requisito é a Cruz de São Jorge há pelo menos cinco anos. Esta foi também ampliada para o nível local, o que é muito bom, mas apresenta como pré-requisito a Medalha de Gratidão grau Ouro há dois anos pelo menos. Aqui o nó se fecha. O Manual é muito explícito nas páginas 10 e 11 ao afirmar que aqueles que atuam no nível local deverão receber o grau bronze. O grau Ouro é destinado para “dirigentes com destacada atuação por mais de duas gestões no nível regional ou nacional, etc”. Então, como o adulto de nível local poderá receber a Cruz de São Jorge e o Tucano de Prata se ele, atuando no nível local, não é elegível para a medalha de Gratidão Ouro, pré-requisito da primeira ?

            O novo manual ajudará muito, mas a subjetividade do processo ainda estará presente e talvez os maiores desafios sejam identificar os merecedores no nível local, de forma proativa, como proposto no novo manual, com a interiorização do processo, verdadeiramente reconhecendo também aqueles que trabalham preferentemente com os jovens, razão de ser do movimento escoteiro. Necessário também será reavaliar a questão da medalha de Gratidão Ouro e sua vinculação com a Cruz de São Jorge para que realmente aconteça a contemplação do nível local. Deverá haver trabalho extra para as Comissões.

Brique

       

           O costume de trocar objetos escoteiros, incluindo distintivos, cintos, lenços, anéis de lenço e tantas outras coisas, é uma prática talvez tão antiga quanto o próprio escotismo e que sempre desperta muito interesse.

          Não existe evento escoteiro onde as trocas não aconteçam. Mesmo com apenas dois grupos acampando juntos, lenços escoteiros são trocados. Nos jamborees costuma haver uma área determinada, tipo uma praça de trocas, que é o ponto de encontro dos colecionadores, embora ocorram negócios em qualquer lugar. Alguns chamam estes pontos de mercado das pulgas ou mercado persa, mas a verdade é que nunca haverá dinheiro envolvido, nada pode ser vendido ou comprado, somente trocado. Se há diferença entre os objetos, esta deverá ser compensada com mais itens e nunca com óbolo.

          Uma alternativa são as trocas pelo correio, modalidade que praticamos durante muitos anos, obtendo endereços de outros escoteiros através de um sistema mundial chamado de Pen-Pal, onde os interessados ofereciam seu endereço para divulgação e obtinham endereços de outros. Então, bastava escrever a primeira carta para iniciar a amizade e as trocas.

          Modernamente, o email pode superar com muita vantagem este método porque os objetos podem ser negociados com fotos e somente após haver o acordo entre as partes os distintivos são postados. Assim, não há dúvida do negócio feito.

          Com os sites de vendas diretas como o Mercado Livre, muitos distintivos podem ser encontrados para compra e chama a atenção o preço astronômico que são oferecidos. Alguns com valores mais de dez vezes superiores aos praticados pelas Lojas Escoteiras. Não há explicação para isso, exceto a expectativa de lucro fácil, quebrando o segundo artigo da Lei Escoteira, O Escoteiro é Leal. Ou certamente não são vendidos por escoteiros.

          Então, motivado por estes preços abusivos e oportunistas, pelo vício de colecionar e trocar coisas escoteiras que abriremos uma nova página no blog, chamada exatamente de “O Brique”, onde serão expostas fotos de distintivos e objetos que temos disponíveis para troca. Obviamente, será gradativamente elaborada e continuamente atualizada. Se algo lhe interessar, deixe um post para iniciarmos as negociações via email e pelo sistema tradicional, ou seja, sem envolver dinheiro. Mas seja rápido, porque muitos itens são únicos e se houver demora no contato, alguém poderá chegar primeiro.

 

As fotos deste artigo são do local de trocas do Jamboree Mundial da Suécia, 2011.