Monthly Archives: Agosto 2012

Ordem da Flor de Lis

ORDEM DA FLOR DE LÍS

          Em 1995 os Escoteiros do Brasil criaram a Ordem da Flor de Lís, que foi lançada no I Congresso Escoteiro Nacional. A notícia foi publicada no informativo Sempre Alerta n. 127, que traz explicações sobre os objetivos e propósito desta Ordem, a exemplo de outras associações que também mantém um fundo com propostas semelhantes.

          É um fundo de reserva e capitalização a longo prazo, com o objetivo de formar uma substanciosa reserva financeira para a nossa instituição. Todos sabemos que o crescimento precisa ser financiado, o que significa dinheiro. Na notícia original apresentada abaixo, os valores para contribuir com o fundo apareciam em dólares e hoje são em Reais, havendo mais um categoria ainda, de menor valor, para simpatizantes que ainda não integralizaram o valor da cota Bronze. Algumas outras informações também sofreram pequenas mudanças em relação ao lançamento, haja visto que o fundo já tem 17 anos, tal como os prazos de complementação das parcelas.

          Embora pouco divulgado e de sentirmos falta de um site, blog ou página específicos, os recursos do fundo estão crescendo, mas conta apenas 90 participantes. Seus membros se reúnem nos Congressos Escoteiros Nacionais. O fundo é gerido por Curadores membros da própria Ordem da Flor de Lís.

          A adesão é bastante simples, basta enviar um email para ueb.adm@escoteiros.org.br, aos cuidados de Celso Ferreira Filho, Gerente Sênior Administrativo no Escritório Nacional, que a ficha de inscrição, com as informações necessárias e dados solicitados, é enviada, bem como os valores para cada categoria e como podem ser pagos, obedecendo as regras atuais da Ordem. Aqueles que fazem a adesão, recebem a outorga da “Ordem da Flor de Lís” na forma simbólica de um pin exclusivo, de acordo com o Grau, determinado pela valorosa contribuição financeira. Não é necessário ser escoteiro para participar, qualquer um pode ajudar.

          Participe ! Informe-se ! Divulgue! Ajude a fortelecer financeiramente os Escoteiros do Brasil.

Notícia original do lançamento da Ordem da Flor de Lís, no Jornal Sempre Alerta

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Triunfo na Linha do Tempo

Novo livro de ELMA SANT´ANA, “TRIUNFO NA LINHA DO TEMPO”, é uma coletânea de  memórias, construídas a partir das diversas entrevistas com triunfenses, seus  relatos, suas lutas. E nesta linha do tempo, como eles construíram a sua história.

O lançamento do livro, com mais de 200 páginas, ocorreu no dia 9 de agosto, no Teatro União, em Triunfo e o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha foi amplamente citado, com 3 páginas exclusivas (p. 163, 164 e 165) resumindo sua história e a inserção de 4 fotos, que podem ser vistos no final deste artigo.

Zorika, Dabil e a autora, Elma Sant’Ana, no lançamento do livro

Sobre a autora:

Elma Sant´Ana nasceu em Triunfo/RS. Geógrafa e  Pós-Graduada em Ecologia Humana e Pós-Graduada em Folclore. É autora de  29 livros publicados nas áreas de pesquisa de folclore, história,  biografia, entre eles: “A Mulher na Guerra dos Farrapos”, “Menotti, o  filho gaúcho de Anita e Garibaldi”, “Minha Amada Maria – Cartas dos  Mucker”, “As Parteiras”, “Benzedeiras e Benzeduras”, “Garibaldi em São  José do Norte. A luta pelo porto”, entre outros. Idealizadora e  presidente do Instituto Anita Garibaldi.

É palestrante sobre a Cultura Gaúcha, em especial sobre a temática  garibaldina. Conferencista sobre políticas culturais nos municípios do  Rio Grande do Sul. Ministrante de Oficinas Literárias sobre o tema  “Parteiras, Benzedeiras, Benzeduras. Dentro da área cultural, foi Secretária de Turismo de Mostardas,  Assessora Cultural de Capivari do Sul e Igrejinha. Ex-Conselheira do  Conselho de Cultura do Rio Grande do Sul, Assessora Cultural da FAMURS .

Recebeu a Comenda Anita Garibaldi, da Maçonaria do Distrito Federal;  Troféu Guri, da Rádio Gaúcha SAT; Troféu Melhores Mulheres, do Jornal do  Comércio; Troféu Mulher Farroupilha RS e a Camélia de Ouro, da cidade  italiana de Velletri, entre outras homenagens. (Fonte: Editora Alcance.)

A Fila do Jamboree Nacional

 

Durante o 5º. Jamboree Nacional, no Rio de Janeiro, houve momentos que se formava um fila para acesso ao refeitório, devido ao grande fluxo de pessoas. Em algumas oportunidades, ela evoluía lentamente e isto era agravado pela postura de nossos irmãos escoteiros, principalmente os chefes.

Por várias vezes assistimos hordas de jovens descaradamente procurando outros integrantes de seus grupos na fila e se juntando a eles. Sem dúvida, este era o maior complicador. A postura daqueles que prometeram ser irmãos dos outros, serem leais, serem obedientes e disciplinados. Um exemplo de má educação.

Após alguns episódios, outros chefes que não concordavam com a atitude tipicamente brasileira, de levar vantagem em tudo, inclusive em uma fila de escoteiros, passaram a questionar os jovens furões. A situação ficou tensa, e pasmem, justamente porque estes escoteiros eram apoiados por seus chefes! Os argumentos eram os mais variados e se aplicavam a todos na fila. Explicações tipo “só fui no banheiro”, “eu já estava aqui antes”, “só fui comprar um pin na loja”, “só fui ligar para a minha mãe”, etc. Ora, se você tem algo a fazer, não entre na fila e se precisar sair, ao retornar vá para o seu final. “Guardar lugar na fila” é outra invenção oportunista de brasileiros. Mas nem era esse o caso, os jovens estavam mentindo descaradamente.

Outros chefes iam além em defesa do furo e diziam que os jovens não poderiam ser cobrados ou recriminados na frente dos outros. Este argumento tira o foco do problema, que é furar a fila e tenta abrir outra discussão paralela, fugindo do âmago da questão, que é cumprir espontaneamente as regras e fazer o que é certo. Outro ponto é a formação educacional e acadêmica de quem usa este enfoque. O que você já estudou de educação para justificar em público tal postura? É evidente que se trata de mais um palpiteiro.

Sobra uma reflexão importante. Muito se fala da dificuldade do escotismo brasileiro crescer e de estratégias institucionais para isto, mas talvez, quem sabe, o problema esteja na base. Junto a alguns chefes que cuidam das crianças. Pensando como pai (há quatro anos) e não como chefe escoteiro (durante 22 anos, mas há 32 no movimento), não gostaria que minhas filhas frequentassem um ambiente onde o líder estimula pequenas artimanhas como furo em filas e caça a troféus em acampamentos (o que na verdade é roubo). Se os grupos não crescem, seria oportuna a pergunta sobre qual o material humano que o lidera. Quantas histórias de sucesso existem lá? Que futuro tiveram os antigos escoteiros? São respostas a estas perguntas que atestam a qualidade do que é praticado e ajudam uma família a decidir se seus filhos participarão ou não da associação.

Façamos um exame de consciência e uma análise profunda do que estamos ensinando em nossos grupos, para nossas tropas, das interpretações que estamos dando aos fatos. O crescimento do escotismo no país depende sem dúvida de atitudes eticamente corretas, que tanto desejamos como sociedade e de bons exemplos.

OBRIGADO !!!!

Primeira bandeira do grupo escoteiro Chama Farroupilha

Amigos,

Faltam 4 dias para encerrar o prazo de doação para a publicação do livro sobre os 25  anos de história do Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS e coletamos até agora 105% do necessário. ISSO MESMO, CENTO E CINCO POR CENTO. Como se diz no Rio Grande do Sul, estouramos a boca do brete ! Passamos do limite, o que nos permitirá imprimir mais exemplares ou melhorar a qualidade !

Foram tantas as alegrias com este projeto que é difícil descrever. Tantas pessoas se envolveram, tantas participaram com grana, com divulgação, com trabalho braçal, com prestígio, com influência, com todas as armas disponíveis. Nesse momento, agradeço inicialmente a minha esposa, Waléria Schmidt (essa merece o pin do Cônjuge), que descobriu o Financiamento Colaborativo e o site Catarse na revista de bordo da Gol, quando voavamos de volta das férias e me apresentou a idéia.

Doações do Brasil inteiro e pasmem, inclusive da Europa, de Praga !

Antigos escoteiros, antigos chefes, fundadores do grupo, Conselheiros Nacionais, Executivos Escoteiros, parentes de todos, melhores amigos, amigos distantes, desconhecidos, ninguém fica indiferente. O escotismo é fantástico, revela as pessoas!

Prometemos em breve o detalhamento deste processo que parece muito promissor para os grupos escoteiros, neste momento queremos fazer o registro inicial de que conseguimos e de que em breve o livro estará no prelo.

24 de outubro de 1981 – O mosquito mordeu, a doença pegou.