O Dabil e o Lucas

     Esta é uma história do Chama Farroupilha e parte dela esta publicada no livro que escrevemos, Chama Farroupilha 25 anos de história, é, portanto, a continuação.  O segundo capítulo.

     Em 1996 a tropa de escoteiros estava em plena atividade, com as quatro patrulhas funcionando com uma média de 5 escoteiros em cada uma. Participavam nesta época dois jovens escoteiros, Daniel de Souza Franco, vulgo Dabil, e Lucas Meister. Ambos foram membros da patrulha Búfalo e depois o Lucas passou para a patrulha Lobo. A troca de patrulha aconteceu por uma atitude nada escoteira, quando os dois em uma reunião de patrulha, decidiram medir forças a socos. A briga só serviu para no futuro se tornarem inseparáveis.

     Participavam como os demais jovens, em uma época onde a disputa entre as patrulhas era muito competitiva. É preciso registrar que foram muito bons escoteiros, dedicados. Embora a tropa de escoteiros estivesse bem, este foi um daqueles períodos que a tropa sênior estava com dificuldades de chefia e não estava funcionando regularmente. Então, acabaram se afastando do grupo escoteiro ao completarem 15 anos de idade. Em 25 e 26 de novembro de 2000, o Lucas ainda ajudou como assistente da tropa de escoteiros em um acampamento na Agropecuária Cidró em São Jerônimo, onde lhe demos algumas aulas de direção no Jeep Willys, dirigindo campo a fora. Este acampamento era o 2º. ASES, Acampamento de Seniores e Escoteiros no Sítio mas o Lucas era o único sênior presente, que trabalhou como assistente de tropa.

     Na prática ambos estavam afastados do grupo, até que em março de 2003 o Lucas se apresentou na sede e começou a participar novamente de forma efetiva e regular, agora como chefe. Em 2006 foi a vez de o Dabil reaparecer e eles acabaram formando uma verdadeira dupla. Ele havia decidido voltar para o grupo em 2005, motivado especialmente por ver a sua irmã, Cintia Franco, participando muito motivada. Mas surgiu uma oportunidade de estudos em São Leopoldo, com aulas justamente aos sábados e o projeto ficou para o ano seguinte. Como todos que voltavam por apenas algumas semanas, houve olhares de desconfiança que foram sepultados pela determinação.

     Iniciaram como assistentes na tropa de escoteiros, até ganharem embocadura para tocarem sozinhos. Então, o Lucas assume a chefia da tropa sênior e o Dabil passa a atuar nas duas tropas. Passamos a ter uma chefia bem mais consistente e com dois antigos escoteiros do grupo, prata da casa, só motivos para alegria. Isto foi fundamental para o crescimento e expansão do grupo porque o funcionamento regular da tropa sênior fez com que os jovens permanecessem no grupo. Na sequência, o Dabil assume cada vez mais a tropa escoteira, tornando-se o chefe de seção. Tínhamos duas tropas, uma masculina e outra feminina e a chefe da tropa de escoteiras era a Arari Alff. Por motivos pessoais ela afastou-se do grupo e as tropas foram unificadas, passamos a ter uma tropa mista, sob a chefia do Dabil.

     Contávamos novamente com uma dupla de chefes que repetia a história dos chefes Maurício Volkweis e Mateus Freitas iniciada nos primeiros anos da década de 1990, onde as semelhanças são duas pessoas com muitas afinidades porque foram membros juvenis do escotismo juntos, mesma idade, parceiros também fora do escotismo. Um vínculo muito forte de um com o outro, que se transfere para o grupo escoteiro. Você sempre se sente fortalecido e mais motivado se há um amigo junto, isto o torna mais empreendedor para novas atividades e ações no grupo, a soma destas energias sempre é muito positiva.

     Os dois jovens chefes também participaram do Jamboree Mundial da Inglaterra, em 2007, alusivo ao Centenário do Escotismo. Havia agora a vantagem que a dupla antiga (Maurício e Mateus) permanecia no grupo, pois neste momento não contávamos mais com a primeira dupla de todas a servir de pilar para o Chama, que foram o Saulo Radin e o Achiles Goldani, fundadores do grupo, e que estavam afastados de suas tropas.

     Com a chefia bem constituída e a permanência dos jovens até os 18 anos no grupo com atividades regulares e progressivas, finalmente sentimos a confiança necessária para abrirmos o Clã Pioneiro, em 2008, quando cinco jovens da tropa sênior completariam 18 anos, todos no mesmo semestre.

     Estes dois chefes deram um fôlego novo e arejaram bastante o grupo, pelas suas capacidades, envolvimento, ideias e entusiasmo. Mas também em 2008, o Lucas se muda, indo morar em Caibaté e afastando-se do Chama Farroupilha. Em 2009 ainda realiza seu registro no grupo, quando então nos surpreende com uma novidade maravilhosa. Estava fundando um novo grupo escoteiro lá, mas isto foi assunto para outro capítulo no livro.

     Então, em 2016, após 8 anos, o Lucas Meister volta a morar em Triunfo, depois de residir em diversos lugares do Brasil. Naquele intervalo, o Dabil também se mudou de Triunfo mas não se afastou do grupo, e após algum tempo também acabou voltando a morar aqui.

     Naturalmente, a dupla se formou novamente, em agosto de 2016! Estão juntos na chefia da tropa escoteira e todos sentimos uma alegria imensa e temos absoluta certeza de que os jovens desfrutarão muito das atividades planejadas e realizadas pela dupla novamente em ação.

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Curso Técnico de Vivência do Ramo Pioneiro

     Nos dias 20 e 21 de agosto de 2016 ocorreu o curso de vivência do ramo pioneiro, no campo-escola João Ribeiro dos Santos, próximo a Porto Alegre.

     Envolvendo mais de 20 pessoas entre alunos do curso e formadores, o desenvolvimento proporcionou uma série de experiências que fazem parte da vida de um clã formado pelos alunos do curso, que vivia o momento de transição entre um ciclo de programa para outro.

     Dentre os diversas temas trabalhados, houve debates sobre diferentes tópicos como diversidade, espiritualidade, jogos, carta pioneira, participação de projetos em andamento, papel do mestre, etc. A interação e troca de experiências com outros mestres também é um dos pontos altos do encontro.

     Neste formato, permite atualização e reciclagem rápida sem a necessidade de passar pelo esquema formal. Não substitui nenhum dos outros cursos regulares, mas é um interessante complemento ou opção porque possibilita que chefes novos e antigos participem juntos, troquem experiências e compartilhem vivências.

     Parabéns a equipe, em particular ao Mestre Marlon Benites, diretor do curso.

Lenços dos grupos participantes do evento

Lenços dos grupos participantes do evento

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Prática de jogos

Prática de jogos

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Jantar de sábado à noite

Jantar de sábado à noite

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Me sinto velho e fraco

“O que fazer não sei, me sinto velho e fraco, à Gilwell vou voltar e um curso assim que possa vou tomar”

Canção de Gilwell, adaptada

 

     Então, esse é o sentimento. O escotismo desperta uma ânsia de participar, de contribuir, de ver os jovens crescerem, de ser o mediador das descobertas, aquele que permite muitas experiências novas.

     A motivação do educador é fundamental, o apito na boca às vezes fica pesado, cansa. Passamos por diversos ciclos, aqueles em que estamos mais envolvidos, motivados, entusiasmados, aqueles onde ficamos indiferentes, com pouca paciência, quando pouca coisa nos emociona e pequenas frustrações assumem importância e você sabe que poderia estar fazendo mais pelo escotismo. Naturalmente esses ciclos parecem se suceder um após o outro, indefinidamente. Pelo menos tem sido assim nestes 35 anos de Movimento, a paixão vira amor, depois convivência e de repente tudo se inflama e volta a paixão.

     Mas podemos quebrá-los. Abreviar o ciclo ruim e tornar o apito leve novamente. Um fato é necessário. Algo tipo novos jovens na tropa, um Jamboree, uma nova função, etc. Dessa vez, voltaremos ao Campo Escola João Ribeiro dos Santos, para assistir mais um curso, fazer novas amizades, conversar com outros chefes, na expectativa de se sentir menos “velho e fraco”, achando que ainda é possível ajudar a educar as crianças. Será um curso técnico de vivências do ramo pioneiro. A expectativa é enorme.

Referência da imagem: http://escoteirosdohc.blogspot.com.br/2011/02/abertas-inscricoes-para-o-curso-basico.html

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Educar as crianças

     Com a proximidade do Dia dos Pais, a escola onde minhas filhas estudam realiza as atividades de convivência e confraternização alusivas a data. Nas séries da Educação Infantil aprendemos uma lição importante com o diretor da escola.

     No início do século 20, o Rio Grande do Sul vivia dias belicosos, com a recém-encerrada Revolução Federalista, que teve como marca principal a crueldade, porque os inimigos eram sumariamente degolados pelos adversários. Foi um banho de sangue no estado inteiro.

     Era preciso educar a nova geração, educar as crianças, com uma nova perspectiva, mais fraternal, celebrando a vida, ensinando a compartilhar e a ter amor, depois de tantas atrocidades.

     Um dos caminhos foi o chamamento de religiosos ligados a educação, onde os irmãos Maristas foram convidados. Designados para ajudar nessa tarefa, os Irmãos Weibert, Marie Berthaire e Jean Dominici embarcaram na França no dia 19 de junho. No dia 20 de julho de 1900 chegaram no porto da cidade de Rio Grande (RS) e foram roubados (sim, já naquele tempo!). Ficaram sem dinheiro para seguir viagem, perderam seus pertences e foram amparados pela comunidade religiosa da cidade. Então, conseguiram continuar a viagem e em 23 de julho de 1900, chegaram em Porto Alegre, sendo dessa vez amparados pelos padres Jesuítas.

     Finalmente, dirigiram-se para a então pequena localidade de Bom Princípio (RS), depois de desembarcarem em São Sebastião do Caí. Escreveram cartas para suas famílias contando toda essa viagem que só puderam ser enviadas muitos dias depois, quando o padre de Bom Princípio perguntou o que eram aqueles envelopes há dias em cima da mesa. Quando explicaram que não tinham dinheiro para selos, o padre fez a postagem das cartas.

    Até que em 16 de agosto de 1900 abriram a primeira escola Marista em Bom Princípio. Por que insistir após tantas dificuldades? Um lugar tão longe? Tão difícil acesso, após ser roubado, enganado?

     A resposta foi a mais singela possível: “Porque é preciso educar as crianças…”

     Então, percebi a resposta, depois de tantos anos, porque dedicamos nossos finais de semana ao Escotismo. Porque é preciso educar as crianças. Sem dúvida é isso que nos motiva a sermos chefes escoteiros, a estarmos na frente da tropa, embora nem sempre tenhamos formulado essa resposta. Desde agora, quando me perguntarem por que sou escoteiro, a resposta será:

“Porque é preciso educar as crianças”.

Fontes:

Moresco, Onorino,  Diretor da Colégio Marista Nossa Senhora do Rosário, comunicação oral, em 04/08/2016.

Rodrigues, N.B., Colégio Marista Rosário, Lições para a vida inteira, 2004, 489 p.

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Visita ao grupo escoteiro italiano Pisa 5

Aproveitando viagem de estudos e trabalho a Universidade de Pisa, realizamos contatos com grupos escoteiros locais e pudemos visitar o Grupo Escoteiro Pisa 5, ligado a Associazione Guide e Scouts Cattolici Italiani (AGESCI).

Participamos de parte da reunião, que acontece nas quartas-feiras, das 18 hrs as 20 hrs, exceto para os lobinhos que se reúnem nos sábados.

Fomos muito bem recebidos por todos os chefes, pudemos conversar bastante e observar os jovens em atividades, que aliás, desenvolviam algo muito escoteiro: treinavam montagem de pionerias e tinham instrução sobre uso de ferramentas.

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Ao fundo, muitas bicicletas, o meio de transporte preferido para ir à reunião.

 

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Um reconhecimento especial a chefe Laura (a segunda da esquerda para a direita) que possibilitou a visita.

O Grupo Pisa 5 possui uma boa sede, com amplo pátio, na região central de Pisa, com fácil acesso.

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Assim como no Chama Farroupilha 183RS, também há uma patrulha Águia

Assim como no Chama Farroupilha 183RS, também há uma patrulha Águia

A experiência foi muito interessante e proveitosa. Como lembrança, deixamos alguns distintivos brasileiros para serem distribuídos aos jovens e recebemos alguns outros de presente da chefia do grupo.  Novas amizades formadas em um daqueles momentos mágicos que só o escotismo oferece.

 

Obrigado, ENRI e DEN

Foi um período muito gratificante esse em que colaboramos com a Equipe Nacional de Relações Internacionais.

Uma equipe maravilhosa, que muito trabalhou nesse período. Em nome do Comissário Internacional, Felipe de Paulo, agradeço a todos os colegas de equipe, especialmente pelas muitas lições aprendidas e o constante processo de aperfeiçoamento.

A Direção Nacional e a toda a Equipe do Escritório Nacional, agradeço  especialmente ao nosso Diretor Presidente Marco Romeu Fernandes.

Voltei de viagem e encontrei essa grata surpresa! Diploma de Mérito Nacional.

Muito obrigado à todos.

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Escoteiros pela Igualdade – Scouts for Equality

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Falando sobre inclusão, conheça o movimento “Escoteiros pela Igualdade” e pratique atitudes positivas no seu cotidiano.

Após o contato inicial via site (endereço abaixo), distintivos são enviados obsequiosamente aos que quiserem e cabe a cada indivíduo difundir a iniciativa e praticá-la.

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Aniversário dos 30 anos

Fundado em 1 de maio de 1986, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS completa em 2016, 30 anos de fundação e de contínua atividade.

Para comemorar a data, o grupo realizou uma cerimônia e um almoço no centro da cidade de Triunfo, na praça Bento Gonçalves e no Salão Paroquial da Igreja Matriz, no dia 23 de abril, dia do Escoteiro.

Na oportunidade, lobinhos receberam especialidades, dois jovens realizaram a Promessa Escoteira e escotistas e dirigentes foram homenageados e condecorados.

O evento contou com a presença do Grupo Escoteiro do Mar Carajás 73 RS, da cidade vizinha de São Jerônimo, além de diversas pessoas da comunidade, muitas envolvidas na fundação do grupo.

Nos 30 anos do Grupo foram homenageados os chefes Mateus Freitas, José Carlos Krause Lopes, Berenice Teixeira Lopes, Daniel de Souza Franco e Rafael Conzatti Umann; também homenageadas as dirigentes Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

Para registro, o Quadro de Honra de adultos do Chama Farroupilha tem a seguinte composição ao longo destes 30 anos:

Mateus Schenk Freitas

Gratidão Ouro

Gratidão Bronze

Bons Serviços 20 anos

Bons Serviços Prata

Daniel de Souza Franco

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Bons Serviços 5 anos

Berenice Teixeira Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

José Carlos Krause Lopes

Gratidão Ouro

Bons Serviços 10 anos

Saulo Ernani Radin

Gratidão Ouro

Maurício Roth Volkweis

Gratidão Bronze

Bons Serviços Ouro

Zorika Tavares Schubert

Gratidão Bronze

Daniela Gravina Delavi

Gratidão Bronze

Rafael Conzatti Umann

Elvis Sarmento

Bons Serviços 15 anos

Bons Serviços 10 anos

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Condecorações entregues aos chefes e dirigentes Daniel de Souza Franco, Berenice Teixeira Lopes, José Carlos Krause Lopes, Mateus Schenk Freitas, Rafael Conzatti Umann, Daniela Gravina Delavi e Zorika Tavares Schubert.

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Sra. Ângela Kober, que gentilmente atuou como mestre de cerimônias no evento. Os agradecimentos do Chama Farroupilha por abrilhantar a cerimônia.

 

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Então, 30 anos!!

Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”  
Fernando Pessoa
 
     Eu era escoteiro na cidade vizinha, todos os sábados depois do almoço pegava a lancha para o outro lado da margem já há quatro anos para participar no grupo que meu avô havia fundado há quase vinte anos. Atravessava o rio Jacuí, participava da reunião, as vezes ficava na casa da vó, as vezes voltava para casa, no verão ia para o Clube do Comércio tomar banho de piscina junto com os outros escoteiros, depois da reunião. Desde os 8 anos de idade fazia isso, tempo em que uma criança daquele tamanho podia fazer isso sozinha, sem perigo algum.
     Foi quando fundaram um grupo em Triunfo, me convidaram para ser escoteiro lá, não precisaria mais cruzar o rio, todos eram meus amigos, gurizada da escola, da rua, da cidade. Mas como trair meu avô? Nem pensar.
     Então, em março de 1987 os adultos não se entenderam mais em São Jerônimo, meu avô deixou o escotismo após 40 anos, eu fiquei quase seis meses no limbo, vivendo o luto. Mas ele me deixou bem livre para seguir o caminho que quisesse, inclusive permanecer no grupo que ele saíra. Desisti de atravessar o rio, no segundo semestre de 1987 entrei para o Chama Farroupilha, que havia sido fundado em maio de 1986, já contava um ano e pouco.
     Olho para trás agora e nem sei dizer o quanto esse grupo me envolveu, me absorveu, ocupou meus compromissos, minha vida pessoal e familiar, quanto tempo, viagens, dedicação e dinheiro investidos. Aliás, até sei, porque há cinco anos escrevemos o livro com essas histórias, quando o grupo completou 25 anos de fundação. 
 
   Meus pais me alertavam:
” – Tu vai ficar fanático por escotismo como o teu avô!” Fato que não ocorreu, porque fiquei muito mais fanático e envolvido do que ele, passei batido.
   Depois de tanto tempo e dedicação, tantos jovens que passaram e estão no grupo, olhando a situação atual, o coração é pura emoção ao se aproximar o aniversário de 30 anos do Chama Farroupilha 183 RS. Vivemos dias muito felizes, dias muito tristes como quando alguém nos deixa para sempre, tudo parte da grande aventura de viver, de se relacionar com as pessoas, de ter amigos, de ser parte de uma comunidade. A grande alegria é ver que a família escoteira em Triunfo só cresce, cada vez mais pessoas, cada vez mais laços de fraternidade.
     Olhando para a frente agora, ainda tem muita estrada para caminhar, ela não terá fim. Que Deus nos abençoe e possamos estar cada vez mais dedicados para os jovens.
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2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016

Por NOVE anos consecutivos o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha 183 RS, localizado na cidade de Triunfo, RS, conquista o Troféu Grupo Padrão dos Escoteiros do Brasil, sempre no nível Ouro.

O ano de 2015 foi realmente muito rico, inciando com o Jamboree Nacional em Natal, acampamento de grupo com demonstração de radioescotismo pelo chefe Christian Horbe, do GE Tapejara; visita ao GE Jacuí, Muteco, Mutcom, Elo Nacional com o GE Carajás, de São Jerônimo; Joti, participação no III AGAARS (Acantonamento Geral das Alcateias Amigas do RS); e pela primeira vez um sênior do grupo conquistou o Distintivo de Escoteiro da Pátria (Henrique Tavares Schubert), solenidade prestigiada por nosso Coordenador Distrital, Sérgio Senna; entre tantas outras atividades diferentes e inovadoras que foram realizadas e que permitiram vencer um certo isolamento geográfico que enfrentamos.

No Rio Grande do Sul, somente o Grupo Escoteiro Jacuí 33 RS, da cidade vizinha de Charqueadas, possui mais títulos, pois concorre desde o início do prêmio. O Jacuí é o grupo-padrinho do Chama Farroupilha, com prazer seguimos os passos do dindo.

Em maio deste ano o grupo completará 30 anos de fundação. Uma história rica, com muitos motivos para comemorar e uma parceria constante com a comunidade da cidade de Triunfo, sempre participativa e acolhedora dos anseios e sonhos de nossos jovens e dos ideais de sua chefia e dirigentes.

A quem quiser nos conhecer, está convidado a partir de algum sábado de março, a nos visitar em nossa sede, em Triunfo, na Rua Vereador Adão Tavares da Silva 213, no centro da cidade.

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Chefe Krause e o sênior Henrique, o primeiro Escoteiros da Pátria do Chama Farrouilha

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Alcateia no AGAARS 2015

2015 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 16,000 times in 2015. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Escoteiro da Pátria, enfim o Henrique chegou lá

O distintivo “Escoteiro da Pátria” é considerado a mais alta distinção que um jovem pode conquistar no escotismo brasileiro. Instituido em 1921 pela extinta Associação dos Escoteiros Católicos, em outubro daquele mesmo ano já houve a primeira entrega. Posteriormente, a concessão passou a ser feita pela União dos Escoteiros do Brasil, entidade que uniu todas as associações escoteiras que existiam no Brasil, a partir de 1924 (1).

Após a criação do ramo Sênior (jovens de 15 a 17 anos), o título era concedido tanto para escoteiros, com o fundo verde, como para sêniores, com o fundo marrom. Em 1954, passou a ser concedido exclusivamente para o ramo Sênior, em fundo verde (1).

Fundado em 1 de maio de 1986, o grupo escoteiro Chama Farroupilha 183 registra pela primeira vez em sua história de quase trinta anos, a conquista deste distintivo por um de seus jovens. É o único distintivo especial que nunca havia sido conquistado por alguém deste grupo escoteiro.

No sábado, dia 24 de outubro de 2015, o jovem Henrique Tavares Schubert foi agraciado com a distinção, após uma longa caminhada no grupo escoteiro, iniciada em 2005, quando entrou para o grupo. Concedido pela Direção Nacional dos Escoteiros do Brasil, após detalhada análise de todos os requisitos necessários, indicação pelos próprios jovens da tropa, através de uma reunião chamada de Corte de Honra, pelo chefe do ramo Sênior no grupo, José Carlos Krause Lopes e pela Diretoria, Henrique recebeu das mãos do chefe Krause e do Diretor Distrital de Escotismo presente ao evento, Sérgio Senna, a merecida honraria.

Chefia se preparando

Chefia se preparando

Hasteamento

Hasteamento

Mesa composta

Mesa composta

 

Recebendo o diistintivo do Chefe Krause

Recebendo o distintivo do Chefe Krause

Certificado entregue pelo Diretor Distrital, chefe Sérgio Senna

Certificado entregue pelo Diretor Distrital, chefe Sérgio Senna

Para marcar o fato, o Grupo Escoteiro Chama Farroupilha lançou um lenço escoteiro especial, com bordado e fios de arremates dourados. Esse “Lenço Dourado” será oferecido apenas aos jovens que conquistarem os mais altos distintivos especiais no seu ramo, a saber: Cruzeiro do Sul (lobinhos), Lís de Ouro (escoteiros), Escoteiro da Pátria (sêniores e guias) e Insignia de B-P (pioneiros); e para aqueles adultos que receberem a Insignia da Madeira ou forem condecorados pelos Escoteiros do Brasil. São lenços numerados, acompanhados de certificado e que não estão à venda. Ao Henrique, coube o número 1.

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Acompanhando o lenço, o certificado que atesta a propriedade e autenticidade, entregue pelo chefe Mateus Freitas, Diretor de Escotismo do grupo.

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Parabéns ao Henrique e a sua família pelo feito inédito no Grupo Escoteiro Chama Farroupilha.

Henrique com seus pais, Zorika e Neni (Luis Henrique)

Henrique com seus pais, Zorika e Neni (Luis Henrique)

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Fonte:
1 – A União, Boulanger, A., 2014.

XICO LEBEFÊ – UM GUERREIRO LUTANDO

Já fazem 46 dias que nosso irmão escoteiro, Francisco José Vergara Ferreira, está internado na UTI do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.

Muito conhecido no Movimento, incorporou como sobrenome o grupo escoteiro em que participa, o G.E. Léo Borges Fortes, conhecido como Lebefê.

Mas o Xico não desapega e segue lutando para continuar entre nós com invejável bravura. Houve momentos muito complicados, realmente tristes, onde o quadro se agravava, mas, nos últimos dias, o Xico vem apresentando pequenas e sucessivas melhoras, enchendo todos de esperança.

Toda a boa energia que pudermos direcionar a ele só pode ajudar e contribuir para que continue melhorando e fortalecer seu coração. Afinal, Xico, estamos te esperando de volta, teu lugar é aqui!

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Kit Manhattan

Como colecionador ficamos pasmos ao contemplar este material que agora está sob nossos cuidados e gostaríamos de compartilhar e obter mais informações daqueles que quiserem colaborar.

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Trata-se de uma caixa de sapatos “Manhattan”, nova, que continha em seu interior aproximadamente 50 peças de material escoteiro antigo, a grande maioria distintivos.

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Muitas dessas peças ainda necessitam classificação e qualquer ajuda com informações precisas e confirmadas é bem-vinda. Passamos a descrevê-los a seguir:

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Um cinto escoteiro, com uma fivela muito pouco comum.

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Um conjunto de anéis de lenço (anel de Gilwell e anel de Lobinho) e topes de boina (um da modalidade do Ar), dá a impressão que este material pertencia a pai e filho, chefe e membro juvenil, dada a natureza das peças encontradas, mas é apenas uma suposição.

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A peça central é um “penacho” feito de madeira, pintado, de aspecto artesanal e com uma joaninha fixada no verso:

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Há a bandeirola da patrulha:

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Também três lenços escoteiros, um da Guanabara e outros dois do Externato Marista São José, que neste período existia na Tijuca, assim como dois distintivos desta escola. Supomos que um deveria completar um dos lenços, que está sem mas apresenta uma marca:

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Um distintivo comemorativo de aniversário de grupo escoteiro, também chamado São José:

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Então, começam a aparecer os distintivos de atividades realizadas no Rio de Janeiro:

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Contribuição: Maurício Moutinho

 

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Este a seguir, não sabemos com certeza o estado:

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Então, o Primeiro Camporee Sul, de 1972, em Santa Catarina, com distintivo e plaqueta.

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Logo após, os brasões estaduais:

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Com a colaboração do Chefe Maurício Moutinho, o numeral 40 que aparece preso ao distintivo abaixo, no Rio de Janeiro, no período destes distintivos, era possivelmente ocupado pelo Grupo Escoteiro Pio XII, da cidade de Areal, fundado em março de 1968 e extinto antes de 1974. Atualmente, o numeral 40 é ocupado pelo Grupo Escoteiro Anchieta, onde participa o chefe Clauber Canastra.

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Iniciam os distintivos internacionais:

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Seguem os distintivos internacionais, com o VIII Campamento Nacional do Paraguay:

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Campamento Internacional de Patrulhas na Argentina, realizado em 1961:

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E, ENTÃO, A MAIOR DAS MOSCAS BRANCAS:

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Nacional, para uso internacional:

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Distintivos de Promessa:

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Especialidades de escoteiro:

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Especialidades de Sênior

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1º CONGRESSO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO ESCOTEIRA

 

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  Esse é uma adaptação de um relatório de participação no evento, apresentado a Região do Rio Grande do Sul, onde se relata a cronologia dos eventos e aqueles tópicos julgados relevantes.

  • Período: 5 a 7 de setembro de 2015
  • Local: O evento ocorreu no campus da Universidade de São Paulo, campi Leste.
  • Tema: Escotismo – Educação para a vida
  • Desenvolvimento:

Será apresentada a sequência dos eventos assistidos com o destaque para aqueles pontos do conteúdo que julgamos importantes, sem que necessariamente concordemos ou discordemos deles, representam o ponto de vista apresentado pelos autores para reflexão.

DIA 5

08 h – Recepção, confirmações das inscrições entrega de material

09 h 15 min – Abertura do Congresso (Coordenação do Congresso, Diretores Escoteiros do Brasil, Direção USP e outros convidados), presentes João Armando, Presidente do Comitê Mundial do Movimento Escoteiro; Fernando Brodeschi, membro do Comitê Escoteiro Mundial; Oscar Vitor Palmquist, vice-presidente da União dos Escoteiros do Brasil, Marcos Carvalho, Diretor de Método Educativo da União dos Escoteiros do Brasil e presidente do evento; Vanessa Cristina Randig, vice-presidente do evento; Rosely Imbernon, coordenadora da Comissão Científica; Lívio Jorge, presidente da Região Escoteira de São Paulo e demais autoridades.

Consistiu em sessão protocolar de instalação do evento, com discursos, vídeos institucionais, discursos e entrega de condecorações e agradecimentos.

10 h15 min – Intervalo e café

Momento de confraternização e conversas informais

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10 h 45 min – Conferência de Abertura – O Escotismo como ambiente de aprendizagem – Dr. João Armando Gonçalves – Presidente do Comitê Escoteiro Mundial.

Resumidamente, iniciou mostrando biografias de ex-membros de seu grupo escoteiro de origem e como o escotismo repercutiu na vida dessas pessoas. Então, relacionou com os princípios do movimento.

Afirmou que “o escotismo é um tempo de passagem onde as pessoas podem sair melhor do que entraram e alguns ficam para ajudar outros nessa trajetória”.

Compreensão dos adultos sobre o método que aplicam, seus aspectos intuitivos, simples, treinamento para cidadania, proposta educativa, relação de objetivos educativos com atividades escoteiras; gestão de objetivos, atividades e progressão pessoal.

Discorreu sobre o ambiente de aprendizagem oferecido pelo escotismo, a importância de relacionar os fundamentos com a realidade local que condicionem sua aplicação.

Papel do adulto como um animador do processo e não como a peça mais importante ou de destaque, permitindo que os jovens criem seus ambientes, e a importância do adulto perceber que não é o centro da atividade.

Entre tantos outros tópicos, destacam-se os acima. Houve sessão de perguntas muito proveitosa onde o principal conceito solidificado foi de que:

“A instituição não pode desviar o chefe (animador) do principal (atenção ao jovem)”.

 

12 h 15 min – Almoço – Incluído no evento, com todos os participantes juntos.

 

13 h 45 min – Palestra: O Movimento Escoteiro no Contexto da Educação não formal – Hector Carrer

Discussão do modelo de escolas atual e esgotamento deste modelo e a incapacidade de dar resposta a todas as demandas sociais, questionamento sobre a escola tradicional e o conceito de educação não-formal. A diluição dos limites entre educação formal, não-formal e informal.

As relações de complementaridade entre as formas de aprendizado, relações de suplência e de substituição.

A instalação da educação na agenda dos governo e da sociedade em geral, a preocupação com temas de equidade e qualidade.

A formulação de uma assertiva sobre o escotismo que pode soar impactante para alguns adultos no movimento escoteiro, quando disse: “Nossa maior tradição é a inovação”.

Discussão sobre números absolutos apresentados e falta de relação com efeito prático, tal como: “Formamos 1500 escotistas”. “E daí? Qual foi o resultado disso para o movimento? Qual o impacto os grupos?”

Reflexão sobre a complexidade dos guias elaborados, e como as formas de comunicação podem ser ampliadas.

 

15 h 15 min – Café com pôster

Momento onde os autores de trabalhos apresentados na forma de pôster permaneciam junto aos seus trabalhos para discussão com os interessados

 

16 h – Oficinas de Instrumentalização para os Adultos

Nesse ponto, cada participante poderia assistir a somente uma das oficinas oferecidas, participamos de “Mediação da educação presencial e a distância”, que discutiu o aspecto do mestre como um mediador no processo de construção do conhecimento. Ministrada por Adriano Bezerra Chaves.

18 h – Encerramento das atividades do dia

DIA 6

08 h 30 min – Palestra: Interdisciplinaridade e Complexidade: Uma possibilidade de desfragmentar a realidade – Dra. Maria Elena Infante-Malachias, que foi substituída por outros motivos pela Dra. Fabiana Pioker-Hara

Abordada a definição de interdisciplinaridade e seus três níveis, as diferentes formas de conhecimento, a evolução do conhecimento humano.

Diferenciação da multidisciplinaridade, transdiciplinaridade e interdisciplinaridade.

A evolução do conceito de “aluno”, que era o ser “sem luz”, dentro do antigo modelo de ensino e as influências até hoje presentes da “Ratio Studiorum”.

10 h – Intervalo e café

10 h 45 min – Conferência – Propósito do Escotismo e seu papel junto à educação formal – Dr. Eduard Vallory

Discute a importância do documento da UNESCO, “Rethinking Education”, 2015, demonstrando o esgotamento da escola padronizada, industrial, concebida no século XIX e a relevância de criar método, conteúdo e espaços de aprendizagem, desnudando a necessidade de um momento de profunda revolução na educação mundial, face as mudanças que já ocorreram no mundo e sociedade.

Reformular o propósito da educação, enfocando o aprender a aprender em um entorno de crescimento tecnológico exponencial, com gestão de informação massiva.

Qual será a oferta tecnológica disponível em 15 anos e qual a relevância do tempo perdido na escola?

Discutiu a importância de reconhecer no escotismo aquilo que são ferramentas, tais como um uniforme, distintivos, técnicas de campo, etc. e diferenciá-los do que é o fim, ações educativas, que ativem a aprendizagem. A importância de não se apegar a tradições para justificar os meios, uma fez que o que deveria importar é o fim educativo.

Enfatizou a importância do protagonismo dos jovens com os adultos atuando a distância e o aspecto da formação do escotista que adota métodos de educação formal e podem leva-lo a repetir esses enfoques na tropa.

“Escotismo não tenta estabelecer uma visão particular de como a sociedade deveria ser, mas forma cidadãos com valores inclusivos.”

12 h 15 min – Almoço

13h 45 min – Seminários sobre aplicação do Método Escoteiro

Nesse ponto, cada participante do congresso poderia assistir a somente um dos seminários, de acordo com seu interesse, porque eram simultâneos.

  • O processo de socialização de crianças apoiado por um Fundo de Cena – Sônia Maria Gonçalves Jorge;
  • As atividades escoteiras e a formação da identidade – Fabio Conde.
  • A Contribuição do Método Escoteiro no desenvolvimento da autonomia – Vanessa Cristina Melo Randig e Luiz Cesar de Simas Horn; Esse foi o que assistimos, com ênfase no conceito de autonomia e seu desenvolvimento psicológico e pedagógico nos diferentes momentos da vida do jovem, sua evolução constante, suas relações com a prática escoteira e as diversas interpelações necessárias.

15 h 15 min – Café com pôster

16 h – Apresentação oral de trabalhos

Nesse ponto, quatro salas funcionavam simultaneamente com apresentações no formato de temas-livres, previamente inscritas e selecionadas pela comissão científica. Houve trinta e quatro trabalhos inscritos. Era possível trocar de sala sempre que quisesse, permitindo assistir de quatro a cinco trabalhos diferentes, de acordo com o interesse pessoal.

Assistimos os seguintes trabalhos, que constam no boletim de resumos, disponível em:

http://escoteiros.org.br/arquivos/agenda/2015/congresso_brasileiro_educacao_escoteira/boletim_de_resumos_congresso_educacao.pdf

1 – Dirigindo um carro com um remo: As incongruências na gestão da organização escoteira, autores Fernanda Vogt, Gabriel Perdigão e Leandro Lunelli

2 – A escoteira muçulmana: um breve ensaio sobre escotismo, islã e gênero, autora Thaís Lacerda Carvalho

3 – Mowgli, o mito do herói vivido no movimento escoteiro, autora Taís Leistenschneider

4 – Inclusão de pessoas com deficiência no movimento escoteiro, autor João Henrique Ortiz Rosa e Andréia Cristina Ribeiro

5 – Relato de uma experiência: o uso de metodologias lúdicas no ensino de graduação, autor Marcio Acselrad.

 

18h – Encerramento das atividades do dia

 

DIA 7

08h 30 min – Debate: Mesa com conferencistas e especialistas convidados (Tema: Educação para a vida)

Aqui houve uma inversão prática, com o intervalo e café passando para a parte final e essa sessão de debates foi fusionada com as questões e encaminhamentos, tornando o processo mais dinâmico, interessante e participativo.

Também aqui foram respondidas as questões formuladas pela plateia nos dois dias anteriores de trabalhos e que não haviam sido contempladas por falta de tempo.

 

10h 30 min – Intervalo e café

11h – Questões e formulação de encaminhamentos

12h 30 min – Encerramento

 

  • Conclusões:

A parceria com a Universidade trouxe, entre tantos benefícios, a publicação de um livro de resumos com ISBN, portanto uma publicação com valor acadêmico.

A criação de um grupo de pesquisadores interessados em educação no escotismo, cadastrados no CNPq, através de currículos da Plataforma Lattes, pré-requisito para participar no grupo.

A sugestão de realizar o evento a cada três anos, para haver tempo de sedimentar novas pesquisas.

A realização de um evento livre de assembleias deliberativas ou votações, permitiu que todos estivessem muito focados no viés acadêmico do processo, resultando em um evento muito rico, de muito aprendizado, onde até as conversas nos intervalos versavam sobre educação.

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1°. Congresso Brasileiro de Educação Escoteira

     Será realizado no período de 5 a 7 de setembro de 2015 o 1°. Congresso Brasileiro de Educação Escoteira, na cidade de São Paulo, na Unidade USP Leste. Trata-se de um evento acadêmico, promovido pela União dos Escoteiros do Brasil (UEB), em parceria com a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH USP), com apoio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    O tema do congresso é “Escotismo – Educação para a Vida” e o evento objetiva discutir e refletir a proposta educativa do Escotismo e do método escoteiro como instrumento de promoção de desenvolvimento pessoal de crianças, adolescentes e jovens. Dentre os palestrantes confirmados, destaque para os convidados internacionais João Armando Gonçalves, presidente do Comitê Mundial do Movimento Escoteiro, Eduard Vallory, presidente do Centro Unesco da Catalunha, Maria Elena Infante-Malachias, professora pela Universidade Metropolitana de Ciências da Educação do Chile e Héctor Carrer, psicopedagogo pela Universidad CAECE (Buenos Aires).

     O Congresso contemplará a apresentação de trabalhos e produção científica nas formas de Comunicação (apresentação oral de 15 minutos), Pôster (exposição em painel) ou Relato de Experiência (apresentação oral de 10 minutos), com a publicação nos Anais do evento. Os trabalhos poderão ser inscritos para avaliação até 31/07/2015 e as normas de apresentação e de envio dos originais para cada categoria estão disponíveis em http://escoteiros.org.br/arquivos/agenda/2015/congresso_brasileiro_educacao_escoteira/Normas_Gerais_para_inscricao_de_trabalhos.pdf

     A língua oficial do evento é o Português e não haverá serviços de tradução.

     As inscrições para o evento estão abertas até o dia 31 de julho, a qualquer interessado pelo e-mail eventos@escoteiros.org.br e para associados da União dos Escoteiros do Brasil através da plataforma SIGUE. 

O site oficial do Congresso pode ser visitado em http://escoteiros.org.br/congressodeeducacao/

LOCAL SUPPORT

Refletindo sobre as dificuldades que se tem em manter um aumento constante e progressivo do efetivo brasileiro de escoteiros, estagnar a evasão pois a captação parece ser boa, manter uma visibilidade adequada na sociedade e envolver cada vez mais membros nas atividades disponíveis tais como Mutirões Nacionais, Jamborees de todos os níveis inclusive na internet, ELOs, Troféu Grupo Padrão, Prêmio Aurélio Azevedo Marques e tantos outros, algumas ideias e opiniões surgem.

O atual modelo de formação de adultos simplificou as coisas, permitindo que as Regiões Escoteiras removessem de sua estrutura o Estudo, como parte para obtenção da Insignia da Madeira. Era a única oportunidade de um chefe ou dirigente obrigatoriamente refletir sobre sua prática como educador e essa facilidade até agora não serviu para melhorar a situação. Obviamente, a questão é mais complexa e não basta apenas diminuir a dedicação ao estudo para mudar para melhor. Estudar menos e progredir mais seria algo inusitado.

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Talvez uma nova forma de atuação da Equipe Regional de Formação, atuando como assessora e consultora aos grupos escoteiros fosse mais efetiva. O formato atual acadêmico, tradicional, é mantido, mas uma nova função poderia ser incorporada, algo nos moldes de “Local Support” (inspirado no modelo de “Global Support”, que a Organização Mundial do Movimento Escoteiro mantém e foi coordenada pelo Chefe Oscar Palmquist), onde os grupos escoteiros pudessem propor alguma necessidade ou dificuldade específica, através de um projeto simplificado, e um membro ou uma equipe de membros atuaria no grupo como experts nessa questão em particular, ajudando os chefes ou dirigentes a implantar essa habilidade, desenvolver essa tecnologia ou transpor esse obstáculo.

Propõem-se então, uma equipe dinâmica, flexivel e atuante na base. Para isso, o foco da formação pessoal do indivíduo que é o paradigma atual, passa a ser apenas uma das formas de atuação e se inclui o aperfeiçoamento e fortalecimento dos grupos, pois mais de um escotista poderia ser beneficiado. Se é muito trabalho para as Equipes de Formação ou fora de seu escopo formal a ponto de não poder ser absorvido, talvez um novo grupo de voluntários, dispostos a atuar praticamente em benefício de outros grupos pudesse ser criado. Daí a sugestão de “Local Support” como plágio, que se traduziria livremente como “Apoio Local”.

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Exemplos de atuação não faltam. Tente participar do Joti pela primeira vez e veja a surra que vai levar. Tente participar com um ou mais chefes que já participaram algumas vezes e agora vão alfabetizar teu grupo em uma edição do evento. O mesmo para Mutcoms, Mutecos, especialidades, implantação das etapas de progressão para os jovens, funcionamento de Corte de Honra, implantação de radioescotismo no grupo e tantos outros temas em que uns tem dificuldade e outros já tem a habilidade. Caberia a estrutura regional organizar as demandas dos grupos e as equipes de trabalho. Grupos com demandas semelhantes em uma mesma área geográfica poderiam ser atendidos simultaneamente.

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A busca do conhecimento magistral na academia (cursos teórico-práticos em campos-escolas) contemplaria a formação pessoal, mas uma equipe operacional cuidaria da formação e assessoramento dos grupos, lá onde estão as necessidade, conforme solicitado. Evitando a máxima sempre ouvida de “que estamos isolados”, “não temos apoio”.

Na mesma linha, há muitas pessoas no movimento com experiência em captação de recursos em seus grupos, quer seja para aquisição de material, de patrimônio e sede, de composição de contingentes para grandes eventos, enfim, muitas vivências que podem ser identificadas e compartilhadas na prática, com um trabalho temporário conjunto para a transferência de expertise.

Certamente isso já ocorre de forma informal e irregular, quando se pede ajuda a algum chefe ou a algum Grupo Escoteiro para ações específicas que se necessita de apoio ou conhecimento. Mas ao contar com um time regular que pudesse ajudar o grupo escoteiro em demandas específicas e pontuais, se acredita que poderia ser muito diferente a realidade. A Equipe Regional de Crescimento e Expansão de São Paulo, por exemplo, atua de forma proativa, visitando os grupos, ouvindo suas necessidades e observando as boas práticas que podem ser repetidas.

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Sem dúvida que daria trabalho, mas quantas ações são realizadas sem que o resultado realmente se reflita no crescimento e aperfeiçoamento dos grupos escoteiros. Copiando aqueles que estudam a neurolinguistica e as técnicas motivacionais, “o único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário”; ou “se fizermos as coisas sempre do mesmo jeito, teremos sempre o mesmo resultado, esperar um resultado diferente com a mesma prática repetida é insanidade”; ou, ainda, “se deve pensar fora da caixinha e inovar”.

Outro ponto que favorece o isolamento e faz crescerem as dificuldades, é o acesso a informação. A associação-mãe, “The Scout Association”, possui uma diretriz em suas bases que é garantir que todos os adultos envolvidos tenham a informação certa, em tempo adequado e da maneira mais efetiva (1). Portanto, comunicar cada um da maneira adequada é fundamental, pois esperar que tantos busquem a informação na maneira que decidimos divulgá-la nem sempre funcionará e muitos desconhecerão as comunicações. É prática entre eles que o Comissário Distrital tenha essa função de garantir a capilaridade da informação, certificando-se que esteja chegando aos grupos escoteiros.

O Nível Nacional está muito bem aparelhado em todos os sentidos, muitas Regiões também tem estrutura adequada, mas de que forma os níveis superiores podem aparelhar os grupos escoteiros, estando presente e ajudando? Exatamente naqueles pontos que pedirem ajuda, ampliando o famoso “ask to the boys” para o “ask to the groups”, assessorando na solução de questões pontuais.

Enfim, fica a exposição do tema para reflexão, críticas e aperfeiçoamento.

Referência:

1 – Role description for a District Commisioner, The Scout Association, 4 ed, 5p., 2011

Urgente – Consulta Pública do Ministério de Desenvolvimento Social

Repassando notícia de extrema importância e urgência:

Amigos e irmãos escoteiros de sempre.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome – MDS abriu consulta pública para manifestação da sociedade civil no que tange ao reconhecimento da UEB como entidade beneficente de assistência social.
Pedimos a gentileza de se manifestarem, ressaltando a importância do trabalho socioassistencial desempenhado pelos grupos escoteiros e os impactos positivos nas comunidades beneficiadas em todo território nacional através das ações nacionais (ou nas particularidades locais, se for o caso).
A consulta ficará aberta até amanhã – 1/4/2015 – e pode ser realizada por pessoa física e jurídica. Para fazê-la é simples, basta acessar o link abaixo e preencher o formulário.http://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/manifestacaorp/index.php


Qualquer dúvida, pode entrar em contato conosco.
Mobilizem sua rede de contatos.
Marco Romeu

Distintivo do Jamboree Farroupilha. Variações ou defeitos?

Tudo começou quando há poucos dias o chefe Freddy Pinto colocou umas fotos de distintivos para trocar e a seguinte conversa aconteceu:

conversa toda

Só colecionadores Cobrões e especialistas em variações debatendo o assunto.

Revisamos alguns exemplares. E um agradecimento especial a Priscila Abreu, que gentilmente atende aos pedidos especiais na Loja Escoteira do Rio Grande do Sul.

todos

E, então, respondendo aos amigos, a máquina de tear erra, ás vezes.

Aqui vai aquele que consideramos o gabarito:

original

Nesse primeiro exemplo, a ponta da lança amarela foi “esquecida” e um ponto vermelho aparece no meio da haste da lança amarela:

ponta de lança

Nesse outro, a palavra Jamboree foi quem sofreu na máquina:

letras

Em outra situação, somente o ponto vermelho na lança amarela, idêntico ao da foto postada pelo chefe Freddy, que suscitou a conversa:

ponto vermelho

Porém, mais sutilmente, o ponto amarelo pode aparecer na lança vermelha:

ponto amarelo

E os dois pontos também podem aparecer no mesmo distintivo:

ponto amareloe vermelho

Talvez esse seja um dos distintivos antigos mais abundantes nesse momento, pois estão terminando para aquisição. Esses pequenos defeitos e outros que ainda desconhecemos poderão iniciar uma nova procura e interesse por esses exemplares.

Kit Felten

As vezes somos surpreendidos com a visita de antigos escoteiros na sede do Chama Farroupilha 183RS, que o ano que vem completará 30 anos de fundação. Muitos vem somente matar saudades, passear pela sede e procurar lembranças do período que foram escoteiros.

Mas muitos que agora estão afastados do escotismo, trazem de volta o material e memorabilia que acumularam no tempo em que foram membros juvenis. Distintivos, uniformes, boinas, chapéus, livros, cintos, material de grandes eventos, etc.

Foram muitas as vezes que perdemos a oportunidade de registrar estes momentos e agradecer pela preservação da memória escoteira. Aconteceu com Geleovir Freitas, Daniel Campos de Souza, João Medeiros, Moisés Rybar e alguns outros que assim o fizeram. Isto nos permitiu montar um pequeno museu na sala da Corte de Honra de nosso grupo. Por ser um ambiente de circulação restrita, há a desvantagem de somente monitores e sub terem contato com o material, por outro lado, proporciona uma sala realmente diferenciada, bem decorada e a preservação do material. Só lenços expostos já são mais de 70, todos resultado de doações.

Neste fim-de-semana que passou, foi a a vez de Vinícius Mendes Felten levar seu material e agora não perdemos a oportunidade de registrar o momento, para além de divulgar, agradecer ao Vini, que foi Escoteiro Lís-de-Ouro no Chama Farroupilha, participou do Jamboree Panamericano de Foz do Iguaçu e está a poucos meses de se formar em Odontologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua família sempre participou muito do escotismo, seu pai foi Diretor-Presidente do Grupo e seu tio-avô, Silvio Machado Felten, além de ter sido presidente, também foi fundador do grupo, lá em 1986.

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Vinícius Mendes Felten junto com Leonardo Schmidt Costa, também ex-escoteiro do grupo, com o material levado.

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Obrigado ao Vinícius, que dentro das preciosidades trazidas, está um lenço do grupo dos primeiros lotes, quando o logotipo era pintado a mão pela sra. Lacy Carvalho.

Permanece o convite aos antigos escoteiros para que continuem visitando o Chama Farroupilha, são sempre bem-vindos.